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domingo, 23 de setembro de 2012

Botafogo 2a2 Corinthians: Mais Uma Aula De Seedorf

Estou ficando bom na arte de chegar às arquibancadas com o jogo em andamento. E, curiosamente, tem saído gol rapidinho quando isso acontece. Foi assim diante do Náutico, quando não vi o gol de letra de Elkeson e, hoje com o Corinthians, a lentidão na linha 238 sentido Água Santa me fez perder cerca de 20 minutos de partida, suficiente para saírem os três primeiros gols do jogo (quando um funcionário na catraca disse que estava 2a1 Corinthians, achei que fosse algum tipo de gozação).

De toda forma, vi um Botafogo com bom volume de jogo na busca pelo empate. Pelo lado do Corinthians, uma equipe sólida na composição e bem distribuída em campo, parecia ter grande noção do que fazer e quando fazer. Várias facções corinthianas marcaram presença em peso no setor Norte, tentando empurrar o time visitante. Douglas atuava em bom nível, mostrando facilidade para encontrar jogadores livres e escapar da marcação.

Mas aqui o foco é o Botafogo, e, por falar em marcação, Dória fez mais uma ótima partida. Firme, atento e eficiente, o jovem zagueiro mostrou mais uma habilidade: a de inverter o jogo através de lançamentos longos, o que indica que o jogador tem visão periférica acima da média. Principalmente da média de zagueiros nesse Botafogo, haja visto Fábio Ferreira, que às vezes parece estar jogando com os olhos vendados, sem saber pra onde chutar.

Lucas pela falta de precisão e Márcio Azevedo pela falta de participação dificultaram demais a transição ao ataque pelos flancos do gramado. Fellype Gabriel também não fazia grande partida mas, felizmente, havia um certo Clarence Seedorf para ser o fator de desequilíbrio (pra não dizer que levava o time como um todo nas costas). Seu segundo gol foi pra coroar a atuação (o primeiro não cheguei a tempo de assistir).

Por sinal, a mexida de Oswaldo de Oliveira ao trocar Márcio Azevedo por Nicolás Lodeiro foi excelente. Puxou Fellype Gabriel para a lateral-esquerda e enconstou o uruguaio em Elkeson, permitindo maiores possibilidades de tramas de jogadas beirando a área adversária, coisa que estava difícil dado o isolacionismo do pseudocamisa nove. Empatamos e, se não vencemos, temos de lembrar de uma arbitragem que apareceu pelo lado negativo. Ora confusa, ora equivocada, como na não-marcação de um pênalti sobre Jádson.

Um time que joga com essa postura, que apresenta esse poder de reação e que, em dois jogos com o campeão da Libertadores, marcou quatro pontos, merece um lugar no G4. Carecemos de presença de área, chegando a ser uma covardia depender tanto da genialidade de Seedorf. Mas é notório como temos qualidade na meiuca (dá-lhe holandês!) e como a presença de Dória subiu o nível na defesa. Falta o homem-gol. Às vezes fico pensando que Túlio Maravilha, com seus quarenta e não sei quantos anos, contando com a colaboração de Seedorf, Andrezinho e Lodeiro, poderia já ter passado da marca do milésimo...

Como cheguei com um atraso que me impediu de assistir três gols, prefiro não elaborar aquela análise das atuações com notas para os jogadores. De toda forma, fica aqui registrado o show de Seedorf, a participação positiva da torcida após o gol de empate e a arbitragem abaixo da crítica.

Galeria de imagens (caputradas a partir do setor Leste Superior)



sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Botafogo 1a1 Internacional: Sem Seedorf, Com 'Seedinho'

Foi positiva a atitude do Botafogo dentro de campo e dos botafoguenses nas arquibancadas. O time, no gramado, tentou impôr seu estilo de jogo. A torcida, no estádio, empurrou a equipe com cânticos e apoio que duraram a maior parte do tempo.

Porém, pelos menos dois obstáculos se apresentaram para evitar a vitória naquela noite de quinta-feira. Um deles foi o Internacional, que se propôs a jogar em contra-ataque, concentrado no campo de defesa e saindo em velocidade, apostando no nosso erro - e nós cometemos alguns. Outro deles foi a ausência de Clarence Seedorf, muito sentida num time que cria pouca coisa a partir da intermediária ofensiva. É possível também elencar um terceiro obstáculo, que foi o árbitro Elmo Resende, (ir)responsável por não marcar pênalti claro em Elkeson, perto do final do jogo.

Mais comentários sobre a partida podem ser vistos no blógui Jogada De (E)feito.

Atuações

Jéfferson - Correspondeu no pouco que precisou participar, isento de qualquer culpa no gol de Leandro Damião. Nota 7.

Lucas - Teve uma atuação regular, sem o brilho que supostamente possa se esperar de um jogador recém-convocado para a seleção brasileira nem os erros que supostamente possam se esperar de alguém que já vacilou bastante ao longo da temporada. Nota 6.

Fábio Ferreira - Único vaiado na noite, não teve uma atuação comprometedora, mas cedeu espaços pelo seu setor. ´Precisará trabalhar forte para reconquistar a confiança dos torcedores. Nota 5.

Dória - Dezessete anos de idade e muita personalidade. Firme no jogo aéreo, atento e preciso para dar o bote em jogada de mano-a-mano, já mostra qualidades para se manter entre os titulares. Tá dando gosto de ver. Nota 8.

Márcio Azevedo - Omisso, com uma ou duas chegas até a linha-de-fundo durante todo o tempo de jogo. Mesmo quando as jogadas pediam sua aproximação, se mantinha mais atrás. Resta saber se foi opção do treinador ou espontaneidade própria. Nota 2.

Jádson - Marcou e saiu para o jogo com qualidade, algumas vezes articulando a saída ao ataque e auxiliando Andrezinho na criação. Saiu aos trinta minutos do segundo tempo. Nota 8.

Gabriel - Sua parceria com Jádson na proteção à defesa funcionou bem, embora tenha ficado para trás em algumas jogadas de velocidade. Deu belo chute no segundo tempo, espalmado por Muriel. Nota 7.

Lodeiro - Teve dificuldades para se desvencilhar da marcação, carregando a bola e procurando opções, mas, na prática, pouco produzindo. Nota 5.

Andrezinho - O elemento de maior mobilidade no campo de ataque, certamente teria rendido mais se Seedorf estivesse em campo. Nota 7,5.

Fellype Gabriel - Não foi capaz de envolver os adversários que caíam pelo seu lado. Talvez se Márcio Azevedo aparecesse por ali, seu trabalho seria facilitado. O fato é que o time melhorou depois que deu lugar a Cidinho. Nota 5,5.

Elkeson - Mostrou mais uma vez não ter o cacoete de centroavante. Sua mobilidade foi muito mais de um sexto homem de meio-campo que de uma referência no ataque. De toda forma, sofreu um pênalti não marcado pela arbitragem e se esforçou. Nota 6.

Cidinho - Após sua entrada, o time ganhou em movimentação, aumentando a aproximação à área adversária. Marcou o gol em jogada onde esbanjou senso de posicionamento e oportunismo, características dignas de um... centroavante. Nota 8,5.

Sassá - Atuou por cerca de vinte minutos, tendo entrado no lugar de Lodeiro. Pouco efetivo quando com a bola, acabou não sendo uma substituição proveitosa. Sem nota.

Jéferson Paulista - Apesar de ter entrado aos trinta minutos do segundo tempo (pouco tempo em campo para dar uma nota ao jogador), foi fundamental na busca pelo empate, sendo o autor de linda assistência para o gol de Cidinho. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - A falta de jogadas de penetração escancarou a dependência de Seedorf. A atuação demasiado recuada de Márcio Azevedo, se agradou ao treinador, não deveria, principalmente tendo em vista a nulidade da equipe pelo lado esquerdo de ataque. Precisa corrigir o posicionamento nos escanteios, pois também contra o Náutico o time passou dificuldades em contra-ataques adversários originados nesse tipo de lance. As substituições foram corretas. Nota 6.

Torcida - Onze mil presentes que abraçaram o time e empurraram na busca pela vitória, pelo empate (exceção às vaias para Fábio Ferreira) e pela virada. Participação positiva mais pela postura que pelo qualitativo que pelo quantitativo. Nota 8.

Galeria de imagens (capturadas a partir do setor Leste Inferior).



Temos também esses dois vídeos: "Da Euforia À Depressão No Engenhão" e "Torcida Botafoguense Empurra O Time No Engenhão"

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Botafogo 3a1 Náutico: Sufoco e superação

Longe de ser uma vitória convincente, os três pontos conquistados na tarde de domingo diante do Náutico serviram para mostrar um Botafogo competitivo e esforçado na busca pelo objetivo de adentrar na zona de classificação para a próxima Copa Libertadores da América.

Desfalcado em todos os setores, o time foi escalado com diversos atletas jovens provenientes das divisões de base do clube. Um ótimo sinal no sentido de que há um trabalho produtivo sendo desenvolvido com a garotada, mas foram tantos os vacilos cometidos que a vitória foi talvez mais uma questão da sorte nos sorrir do que um mérito propriamente dito.

Mais sobre o jogo pode ser lido em "Botafogo Passa Sufoco, Mas Vence Náutico E Segue Subindo".

Atuações

Renan - Entre erros e acertos, conseguiu uma importante defesa para evitar o empate do Náutico. Pode estar longe de ser uma unanimidade, mas cada vez mais vai ganhando a confiança dos torcedores, já consolidado como reserva de Jéfferson. Nota 7.

Lucas - Já rendeu mais no apoio, hoje sendo muito mais um homem para fechar a defesa pela direita do que para se apresentar como alternativa no ataque. Prefiro vê-lo mais solto em campo, o que não necessariamente represente irresponsabilidades com a defesa. Nota 6.

Brinner - Uma de suas atuações mais inseguras, sobretudo quando com a bola nos pés, onde errou passes simples e recuou ao goleiro quando tinha outras alternativas mais viáveis. Felizmente, não comprometeu. Nota 5.

Dória - Dezessete anos de idade e uma personalidade incrível. Tem muito o que evoluir tecnicamente, mas já se apresenta como nome para o plantel principal e pode ser considerado uma grata promessa para o futuro. Nota 6.

Lima - Jogou o básico e embora tenha sido às vezes envolvido nas jogadas adversárias, mostrou bom senso de posicionamento na maioria das vezes. Nota 6.

Jádson - Parece cada vez mais à vontade com a camisa botafoguense e, mesmo com os retornos de Marcelo Mattos e Renato, deverá disputar uma posição entre os onze iniciais. Nota 7,5.

Gabriel - Esforçado, ajudou na proteção à defesa. Cometeu um pênalti típico dos inexperientes, erro que se justifica pela pouca idade. Nota 7.

Fellype Gabriel - Ponto de equilíbrio no meio-campo, foi figura relevante para a transição ao ataque e recomposição na defesa. Caiu de rendimento no segundo tempo e, aparentemente cansado, foi substituído no final. Nota 7.

Andrezinho - Com duas assistências para Elkeson e um gol em momento fundamental (o Náutico ameaçava chegar ao empate), talvez tenha sido o grande nome da tarde. Está conseguindo ser rápido e objetivo com a bola nos pés, facilitando as chegadas ao ataque. Nota 9.

Clarence Seedorf - Esbanjando talento e consciência tática, mostra que cada passo que dá em campo tem alguma razão de ser. Mesmo sem ser brilhante, marcou presença com e sem a bola, tendo dado a assistência para o último gol do jogo. Nota 8.

Elkeson - Dois gols e vontade de ajudar. Ponto. A função de centroavante (ainda) não é a sua praia, mas para alegria dos botafoguenses, esteve numa tarde onde o oportunismo foi maior que o desperdício. Nota 8.

Vinícius - Entrou aos dezoito minutos do segundo tempo no lugar de um contundido Brinner, e foi muitas vezes envolvido nas jogadas do Náutico. Nota 4.

Gilberto - Apesar de todo o gás demonstrado nos pouco mais de vinte minutos em que esteve em campo, conseguiu a proeza de perder praticamente todas as disputas com os jogadores que caíam pelo seu lado. Precisa ficar mais esperto na marcação. Sem nota.

Cidinho - Entrou para dar velocidade a um time previsível e sob pressão do adversário. Em cerca de dez minutos no gramado, poucas vezes foi acionado. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - Sem sete ou oito jogadores considerados titulares, conseguiu armar um time que, embora oscilante, em nenhum momento perdeu a vontade de vencer o jogo. Nas substituições, fez simplesmente o que a ocasião pedia - antes tarde, do que mais tarde. Nota 7.

Torcida - Com cerca de dezoito mil presentes, a torcida foi sensacional quando passou a cantar forte exatamente no momento em que o Náutico pressionava na busca pelo empate. É esse o espírito da coisa - comparecer e jogar junto. Nota 8.

Galeria de imagens (capturadas a partir da bilheteria Oeste e do setor Oeste Superior)







domingo, 29 de julho de 2012

Botafogo 1a0 Figueirense: Quando a atuação é o que menos importa

Gramado horroroso. Público deprimente. Atuação irregular. Vitória sofrida. Estão aí quatro ingredientes que, juntos e misturados, deram o sabor da noite de sábado para o botafoguense que compareceu ao estádio Engenhão e assistiu, finalmente, a primeira vitória da equipe sob a batuta de seu camisa dez, Clarence Seedorf. Se o sabor foi doce ou amargo, cabe a cada um responder. Mas o fato é que o resultado foi muito bem-vindo e deve tranqüilizar o ambiente na busca por novas vitórias numa temporada onde a expectativa é de, no mínimo, a conquista de uma vaga na próxima Copa Libertadores da América.

Oswaldo de Oliveira pareceu bem-intencionado ao escalar a equipe com um meio-campo leve, composto por Renato, Fellype Gabriel, Andrezinho e Seedorf. O rendimento do time como um todo, embora decepcionante, não deve servir de justificativa para abandonar tal formação. Acontece que, com uma defesa um tanto irregular, a figura de um volante especificamente de contenção parece elemento obrigatório na meiuca alvinegra, que tem Marcelo Mattos e Lucas Zen lesionados e conta somente com Jádson à disposição como especialista na posição.

De positivo, a ótima atuação do zagueiro Brinner, que não apenas substituiu o suspenso Antônio Carlos sem decepcionar como ainda foi determinante para a manutenção do zero no placar, garantindo os três pontos. De toda forma, é difícil ficar tranqüilo quando se vê Fábio Ferreira cometendo erros graves (no plural mesmo) e a torcida vaiando com o jogo em andamento - deveríamos deixar os erros de dentro de campo não contagiarem as arquibancadas, por mais vazias que elas estejam. Mais sobre o jogo pode ser visto em "Botafogo Vence Figueirense, Mas Atuação Não Convence".

Atuações

Jéfferson - Defesas importantes ao longo do jogo e uma reposição de bola inteligente, procurando o jogador livre pelos flancos do campo. Sua última intervenção foi salvadora, bloqueando remate quando só havia ele e o atacante adversário, aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Nota 10.

Lucas - Irregular, algumas vezes abandonava o setor direito da defesa e aparecia no lado esquerdo, restando saber se era para fazer alguma espécie de cobertura ou se era apenas falta de noção de posicionamento mesmo. No apoio, quase nada acrescentou. Nota 3.

Brinner - Fundamental para a vitória, teve pelo menos duas intervenções providenciais, sendo a última delas com uma importância de gol, aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Embora nem sempre levasse vantagem na marcação, cumpriu bem o seu papel, sobretudo pelo fiasco da atuação de seu companheiro de zaga. Nota 9.

Fábio Ferreira - Mandou para a estratosfera a paciência dos torcedores presentes, cometendo dois erros bisonhos ainda no primeiro tempo. Nota 2.

Márcio Azevedo - Apareceu menos vezes que o habitual para prestar apoio ao ataque, mostrando qualidade na maioria das vezes em que se apresentou no campo ofensivo. Na defesa, ficou mais correndo atrás dos adversários do que conduzindo a bola. Nota 5.

Fellype Gabriel - Teve disposição o bastante para auxiliar na marcação e no apoio, com um desempenho tático admirável. Mas pode jogar com mais qualidade do que isso, mesmo estando um tanto deslocado de sua posição original. Nota 6,5.

Renato - Apesar de dar bastante qualidade à saída de bola, com visão de jogo e passes apurados, sua função no jogo exige maiores cuidados na proteção à defesa, como por exemplo não segurar demais a bola nas proximidades da intermediária defensiva. Nota 6.

Andrezinho - Participativo, ajudou na fluidez ao ataque através de deslocamentos sem a bola e algumas tabelas de qualidade quando com ela dominada. Mostra-se como a melhor opção para jogar ao lado de Seedorf no meio-campo, tendo sido premiado com o gol da vitória. Nota 8,5.

Clarence Seedorf - Boa atuação, circulando pelo gramado conforme o andamento do jogo pedia - em alguns momentos, atuou mais recuado para organizar a saída de jogo; em outros, ficou mais adiantado e aumentou o poder de penetração da equipe nas jogadas de ataque. Parece ter um dom descomunal em entrar no ritmo de jogo, nem parecendo que este seja somente o 3º jogo oficial pós-férias. Nota 8.

Elkeson - Buscou abrir espaço na defesa adversária, colocou bola na trave, trocou alguns passes. Mas, mais uma vez, não conseguiu manter uma regularidade ao longo da partida. Nota 7.

Rafael Marques - Sua atuação pode não ter sido nem perto da ideal, mas foi muito acima do que o tom da cobrança proveniente das arquibancadas. É necessário paciência, caro torcedor. Gritar "El Loco" não deverá ajudar alguém que ainda está em fase de adaptação. Nota 4.

Vítor Júnior - Entrou no intervalo no lugar de Rafael Marques e melhorou a dinâmica ofensiva. Expulso aos trinta e três minutos pelo segundo cartão amarelo, quase complicou a vitória da equipe. Nota 2,5.

Jádson - Colocado em campo aos trinta e seis minutos do segundo tempo no lugar de Fellype Gabriel, entrou para proteger a defesa mas o fato é que o Figueirense criou diversas possibilidades de gol nos minutos finais. Sem nota.

Rodrigo Dantas - Entrou no finalzinho no lugar de Seedorf, aparecendo no jogo basicamente para que o torcedor lembrasse de um certo camisa treze uruguaio (visual parecido). Deu um chute forte em contra-ataque, mas sem direção. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - Uma proposta interessante a de escalar um meio-campo com bastante mobilidade, mas os sustos dados pela defesa mostraram que falta consistência nessa formação. Acertou nas substituições, e se elas não funcionaram melhor foi muito mais por questões técnicas do que táticas. Nota 5,5.

Vou aproveitar e também fazer uma análise pela atuação da torcida - uma torcida que cobra bastante do time mas que compareceu com cerca de 5.000 presentes na noite de sábado. Acho que o botafoguense que se desloca ao Engenhão deveria ver-se no evento como figura relevante para incentivar o time, evitando vaias antes do apito final, mesmo que a ocasião faça um convite ao contrário. Se fosse para dar uma nota pelo conjunto da torcida, hoje seria 1.

Galeria de imagens (capturadas a partir do Setor Norte)
 
P.S.: os leitores mais atentos perceberão que o título desse tópico tem relação com o do jogo em que perdemos para o Grêmio por 1a0, na estréia de Clarence Seedorf.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Botafogo 0a1 Grêmio: Quando o resultado é o que menos importa

Foi bonito demais ver o Engenhão com mais de trinta mil botafoguenses. A partida de estréia de Clarence Seedorf era certamente a mais aguardada na 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. E, embora o épico camisa dez esteja começando a temporada, já foi capaz de mostrar um pouco de sua enorme capacidade técnica. Precisamos caminhar juntos - torcida e time - na direção das nossas metas. A equipe apresentou algumas fraquezas durante a partida, como por exemplo na defesa, muitas das vezes exageradamente exposta ao ataque oponente. A torcida, se por um lado presente e festiva nos minutos que antecederam o apito inicial, ficou bastante calada após o intervalo - os cânticos entoados nos minutos finais, por coincidência ou não, foram celebrados quando o time pressionou os gremistas na busca pelo empate. Otimista que sou, prefiro acreditar que o as manifestações de apoio é que impulsionaram o time, e não o contrário. Temos mais dois jogos no Engenhão - Vasco e Figueirense - nas próximas rodadas, e se somarmos seis pontos, voltaremos a ficar próximos da zona de classificação para a Copa Libertadores da América 2012. Um desejo comum a time e torcida.

Mais sobre a partida pode ser lido em "Grêmio Vai Ao Engenhão E Vence Botafogo Em Plena Estréia De Seedorf" (um outro blógui que gerencio).

Atuações

Jéfferson - Com pelo menos duas grandes defesas (daquelas para justificarem o cântico "é o melhor goleiro do Brasil"), nosso camisa um mostrou mais uma vez as razões de estar cotado para titular na Copa do Mundo 2014. Nota 9.

Lucas - Apoiava pouco o ataque, algo que somado à atuação apagada de Vítor Júnior, enfraqueceu demais o jogo da equipe pelo lado direio. Na marcação, foi pouco combativo, embora sem necessariamente comprometer. Nota 4.

Antônio Carlos - Um pouco melhor na saída de bola que nas partidas passadas, dando preferência ao toque em detrimento daquelas rifadas provenientes de chutões para frente. Como marcador, vacilou algumas vezes. Nota 6.

Fábio Ferreira - Atuação no nível da do companheiro, o que mostra que nossa defesa precisa ou de ajustes relevantes ou de uma contratação de impacto. Nota 6.

Márcio Azevedo - Um bom começo de partida, apoiando bastante e abrindo espaços na zaga gremista através de rápidas transições da intermediária ofensiva até a linha-de-fundo. Caiu de produção na segunda etapa, mas ainda assim conseguiu incomodar a defesa oponente. Nota 7.

Lucas Zen - Soube dar combate no setor de meio-campo, cercando o jogador com a bola e encurtando os espaços ao adversário. Aos 37 minutos do segundo tempo, deu lugar para Willian. Nota 7.

Renato - É "chover no molhado" comentar sobre sua grande qualidade para a saída de jogo. Ajudou a equilibrar um setor de meio-campo que às vezes se mostrava confuso, além de auxiliar Zen na proteção à defesa. Após a saída de Zen, ficou como único volante alvinegro em campo. Nota 8.

Vítor Júnior - Sumido do jogo, acabou participando pouco das ações ofensivas. Mesmo assim, recebeu uma bola de Clarence Seedorf que quase resultou em gol, com o remate passando perto da trave direita. Nota 4.


Clarence Seedorf - Correu, ajudou na recomposição da marcação, mostrou capacidade criativa em alguns lances e deu ótimo passe para Elkeson, que desperdiçou a oportunidade. Muito bom para um estréia (ficou cerca de setenta minutos em campo) e tudo leva a crer que irá desenvolver seu jogo a medida que for ganhando ritmo e entrosamento. Nota 7.

Fellype Gabriel - Vai se mostrando um jogador inteligente taticamente, de importância dentro do elenco. Porém, há momentos em que parece faltar um pouco de "ambição" ao jogador, que poderia ser mais incisivo em determinados lances. Saiu aos 16 do segundo tempo, dando lugar para Andrezinho. Nota 6.

Elkeson - Não funcionou como centroavante. Além de participar pouco, parecia pouco à vontade no miolo da defesa gremista, tendo desperdiçado a maior chance do time em abrir o placar, quando recebeu bela bola de Seedorf e cabeceou torto. Na segunda etapa, teve Rafael Marques a seu lado no ataque e nem assim conseguiu "entrar no jogo". Nota 3.

Andrezinho - Nos cerca de trinta minutos em que esteve em campo, mostrou boa capacidade de organizar o jogo. Talvez tivéssemos sorte melhor se atuasse mais tempo ao lado de Seedorf (o holandês foi substituído oito minutos depois de sua entrada). Nota 7.

Rafael Marques - Ficou pouco mais de vinte minutos no gramado e mostrou bom senso de posicionamento como referência na área, escorando duas bolas no jogo aéreo, ambas não aproveitadas por ninguém. Parece mais apto à função de centroavante que Elkeson. Sem nota.

Willian - Entrou aos 37 do segundo tempo, aumentando o número de elementos de ataque na equipe. Correu e buscou jogo, mostrando, no mínimo, alguma personalidade. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - A defesa voltou a mostrar fragilidades, como por exemplo no lance do gol, onde ninguém interviu após "linha-de-passe" pelo alto. O setor de meio-campo trabalhou a bola, mas raramente conseguindo penetrar na defesa, talvez comprometido pelas atuações apagadas de Vítor Júnior e Elkeson. Nota 5.

Vídeo da torcida celebrando a estréia de Seedorf antes de a partida começar (clique e assista)

Galeria de imagens (capturadas a partir do Setor Norte)
 
 

sábado, 21 de julho de 2012

Olelê, olalá, Seedorf vem aí e o bicho vai pegar!

Caros botafoguenses, tudo conspira para irmos ao Engenhão nesse domingo. São Pedro abriu o tempo no Rio de Janeiro e o final-de-semana será de sol. O time faz boa campanha no Campeonato Brasileiro, não perde há quatro jogos e, diante do Grêmio, inicia uma seqüência de três partidas em seu estádio. E o mais importante: Clarence Clyde Seedorf, clássico camisa dez holandês e maior contratação de um estrangeiro feita na história do futebol brasileiro, estreará com a gloriosa camisa alvinegra.

E para quem se liga em superstição, tivemos outros ídolos que estrearam no mês de julho pelo Botafogo: Garrincha (19.07.1953), Zagallo (13.07.1958) e Manga (18.07.1959). Chegou a vez de Seedorf (22.07.2012)!

Vamos juntos!

Saudações alvinegras.

domingo, 15 de julho de 2012

Botafogo 1a1 Fluminense: Mexida no intervalo ajudou e quase viramos o jogo

Em se tratando de um clássico do peso de um Botafogo e Fluminense (batizado como "Clássico Vovô", o mais antigo do futebol brasileiro) e por ambos os clubes atravessarem grande momento na temporada, foi uma decepção o público de cerca de 17.000 presentes no estádio. Isso posto, pelo menos as duas torcidas estiveram mais focadas em apoiar seus times e, após o momento no qual empatamos a partida, foi uma coisa linda testemunhar o hino do Botafogo ecoando entre os setores Norte e Oeste.

Começamos o jogo mal, assistindo o Fluminense jogar, atacar, rodar a bola, colocar bola na trave. Estávamos encolhidos territorialmente numa partida onde Cidinho parecia perdido, Renato era sub-aproveitado, Lucas se mostrava fora do tempo de jogo tanto no ataque quanto na defesa e Elkeson tinha poucas oportunidades de trabalhar a posse de bola perto da área oponente.

Mas veio o intervalo, e com ele a ótima mexida de Oswaldo de Olivera: Fellype Gabriel foi colocado no lugar de Cidinho, e o time passou a ter maior facilidade de fazer a transição ao ataque, envolvendo a defesa tricolor sobretudo nas jogadas que envolviam Fellype, Márcio Azevedo e Andrezinho, o melhor jogador em campo. Não nos abatemos quando o Fluminense abriu o placar, com Fred ("pra variar") e empatamos o jogo em lance onde Márcio cruzou e Andrezinho cabeceou. E quase viramos, pois aos 30 minutos Fellype recebeu livre um passe de Elkeson, mas parou em defesaça de Ricardo Berna.

Precisamos, com urgência, fortalecer nosso sistema defensivo no jogo aéreo. O empate-quase-vitória poderia ter sido uma derrota basicamente devido a esse tipo de jogada: Fred fez gol, mandou na trave e colocou perto do canto direito, em três cabeceios onde levou vantagem sobre a "marcação". Tudo leva a crer que o time melhorará muito com Clarence Seedorf dentro de campo. Mas a defesa, insisto, requer uma atenção especial. O próprio goleiro Jéfferson tem vacilado nos lances pelo alto.

Atuações

Jéfferson - Não mostrou segurança nas jogadas aéreas, dando a impressão de que poderia intervir em alguns lances onde preferiu acompanhar visualmente. Nota 5.

Lucas - Parecia fora do tempo de jogo, atrasando na marcação de Carlinhos e no apoio às jogadas de ataque. Nota 4.


Antônio Carlos - Um lindo drible em Fred, que deixou o camisa nove caído no gramado. Fora isso, ineficaz nas tentativas de ligação direta e vacilante nas bolas levantadas na área. Conseguiu intervir pelo chão para evitar o pior em cruzamentos rasteiros. Nota 6.

Fábio Ferreira - Melhor que seu companheiro de zaga, mas também cometendo alguns erros com a posse de bola. Foi bem no trabalho de fazer a cobertura. Nota 7.

Márcio Azevedo - Bastante participativo, foi um dos poucos do time a fazer bom primeiro tempo. No segundo, esteve ainda melhor, trabalhando bem a bola pelo lado esquerdo e sendo autor do cruzamento para o gol de Andrezinho. Nota 9.

Lucas Zen - Não foi um marcador implacável, mas procurou estar sempre cercando o jogador com a posse de bola que caísse pelo seu setor. Pouco acrescentou na tentativa de fazer a transição ao ataque, dando lugar para Jádson após 78 minutos em campo. Nota 6.

Renato - Um jogador da sua categoria não pode ficar correndo atrás da bola pra disputar de cabeça. Mas esse foi o cenário no primeiro tempo. No segundo, até trabalhou mais a posse de bola, mas não conseguiu ditar o ritmo da partida, como costuma fazer. Nota 6.

Vítor Júnior - Veloz, procurou dificultar a saída de bola tricolor ao impôr correria e marcação-pressão nos defensores, mas seu esforço não surtiu efeito pois faltavam companheiros para auxiliarem. Com a bola, pouco conseguiu produzir. Nota 5,5.

Andrezinho - Nosso melhor jogador em campo. Soube impôr velocidade nos contra-ataques, cadenciar no momento em que o time se compunha ofensivamente, descolando bons passes e tabelas com os companheiros. Foi premiado com o gol de empate, aproveitando, de cabeça, cruzamento de Márcio Azevedo. Nota 9,5.

Cidinho - Com sua baixa estatura já é difícil vê-lo em campo. Quando joga mal então... O fato é que o time melhorou muito após o intervalo, quando o inoperante Cidinho deu lugar para Fellype Gabriel. Nota 2.

Elkeson - Buscando jogo, teve seu rendimento melhorado depois da entrada de Fellype Gabriel, tendo dado ótimo passe para o que tinha tudo para ser o gol da virada. Nota 7.


Fellype Gabriel - Ajudou a melhorar o time, participando muito bem das jogadas de ataque e descolando boas trocas de passe, principalmente pelo lado esquerdo. Iria coroar sua atuação se marcasse o gol que parecia certo aos 30 minutos, quando recebeu livre mas parou na perna direita do goleiro. Nota 8.

Jádson - Ficou cerca de quinze minutos em campo, tempo pequeno demais para dar maiores avaliações e suficiente para aplicar um chapéu num adversário e aumentar a qualidade na saída de jogo da equipe. Sem nota.

John Lennon - Foi difícil entender o motivo da saída de Márcio Azevedo, mas o fato é que Lennon foi a campo aos 42 minutos da etapa final e muito pouco pôde fazer. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - Acertou na mexida realizada no intervalo, dando uma nova cara a um time que fez primeiro tempo fraco. Os erros da equipe ao se defender das bolas cruzadas pelo alto precisam ser corrigidos - no ataque, o time buscou realizar tabelas para penetrar na zaga tricolor, sem tanto sucesso. Nota 7.


Galeria de imagens (capturadas a partir do Setor Norte)


domingo, 8 de julho de 2012

Botafogo 3a0 Bahia: Com as bênçãos de Seedorf

O Botafogo teve um sábado para botafoguense nenhum botar defeito. Quer dizer, poderia ter sido ainda melhor se o estádio estivesse lotado, mas os vinte mil alvinegros presentes no Engenhão puderam festejar antes, durante e depois do jogo. Antes porque foi apresentado oficialmente o colossal reforço Clarence Seedorf, craque holandês que atuou em algumas das principais equipes do mundo. Durante porque a atuação da equipe foi muito satisfatória, com desenvoltura na criação de jogadas e solidez na defesa. E depois porque o resultado de 3a0 e tudo o mais que ocorreu na tarde/noite de sábado eram dignos de comemoração.

Vamos agora às atuações dos jogadores do Botafogo. Para ler mais sobre a partida, acesse Atuação Para Holandês Ver.

Jéfferson - Defendeu tudo que lhe coube, mas assustou nas bolas recuadas em que não podia usar as mãos. Nota 8.

Lucas - Manteve uma regularidade ao longo da partida, participando do lance que seria o quarto gol alvinegro, incorretamente invalidado pela arbitragem. Cometeu um ou outro deslize na defesa. Nota 7.

Antônio Carlos - Entre erros e acertos, sua atuação não comprometeu. Foi agredido por Souza em lance onde o adversário deveria ter sido expulso, mas acabou levando cartão amarelo, a exemplo do agressor. Deu o passe para o segundo gol de Cidinho. Nota 6.

Fábio Ferreira - Preciso na cobertura e seguro no desarme, teve uma grande atuação, fazendo lembrar seus melhores desempenhos com a camisa alvinegra. Nota 9.

Márcio Azevedo - Esbanjou disposição e foi peça importante nas investidas pelo lado esquerdo, tendo dado assistência para o primeiro gol com cruzamento da linha-de-fundo. Nota 9.

Lucas Zen - Ajudou na proteção à defesa e soube fazer a transição ao ataque, sendo discreto quando precisava ser e participativo quando a jogada pedia. Nota 8.

Renato - Sua categoria dispensa comentários, foi lindo de ver o chapéu que aplicou num adversário e a serenidade com a qual deu seqüência ao lance. Cometeu alguns erros, mas os acertos compensam, como o passe para o gol de Elkeson. Nota 9.

Vítor Júnior - Fundamental no início de partida, quando marcou por pressão a saída de bola tricolor e foi insinuante com a posse de bola, ajudando a abrir espaços na defesa adversária. Aos poucos, seu rendimento foi caindo e pouco produziu no segundo tempo, dando lugar para Sassá. Nota 7,5.

Andrezinho - Conseguiu auxiliar nas jogadas de ataque mesmo sem ter a mesma velocidade de Vítor Júnior e Cidinho, mostrando boa leitura de jogo na distribuição dos passes. Aguentou os noventa minutos, mostrando estar bem fisicamente. Nota 8.

Cidinho - Autor de três gols (um deles invalidado erroneamente pelo árbitro), foi o protagonista da partida. Sua velocidade atormentou a defesa adversária, que na maioria das vezes era deixada para trás. Deu lugar para Fellype Gabriel, saindo de campo aplaudido e com o nome gritado pela torcida. Nota 10.

Elkeson - Se esforçou para se desvencilhar da marcação, tendo conseguido maior sucesso no segundo tempo, quando marcou um golaço e teve outras duas chances claras de balançar a rede. Nota 8.

Fellype Gabriel - Em campo por cerca de quinze minutos, correu bastante pelo lado esquerdo na tentativa de bloquear as investidas adversárias por aquele setor e de tentar levar o time ao ataque. Sem nota.

Sassá - Tratou de, através da correria, buscar espaços na defesa oponente durante os menos de dez minutos em que esteve em campo. Sem nota.

Jádson - Colocado no lugar de Elkeson para não dar chances ao azar nos minutos finais, fortaleceu a marcação no meio-campo ao lado de Lucas Zen, Renato e Fellype Gabriel. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - A equipe conseguiu ser veloz no ataque sem perder solidez na defesa, esboçando uma maneira de jogar que tem tudo para dar bons resultados. Nota 9.

Galeria de imagens (capturadas a partir do Setor Norte)

domingo, 18 de setembro de 2011

Botafogo 1a1 Flamengo: Começou bem, terminou mal

Se pegarmos a partida disputada na tarde desse domingo no Engenhão e a dividirmos em duas partes - uma antecedendo e outra sucedendo o intervalo de jogo - poderemos dizer que cada time dominou uma. No primeiro tempo, nosso esquema de jogo funcionou muito bem - principalmente pelos lado do campo, com as constantes movimentações de Lucas e Herrera pela direita e de Cortês e Maicosuel pela esquerda. Felipe Menezes se atrapalhava pelo meio e ainda tinha que encarar os erros do árbitro Péricles Bassols, que na grande maioria das vezes ignorava infrações sofridas pelo camisa 10 mas não titubeava em apontar faltas quando Felipe supostamente as cometia.

Abrimos o placar na base do oportunismo de "Loco" Abreu, que cabeceou bem aos 25 minutos, estufou a rede e tirou onda na comemoração. Méritos na jogada também para o cruzamento certeiro de Lucas. No segundo tempo, isto é, na segunda parte, o Flamengo empatou cedo: aos quatro minutos, Jael dominou de costas para o gol e passou com estranha facilidade pela nossa defesa, chutando no canto direito. Nossa torcida até mostrou-se valente, incentivando o time mesmo quando a equipe parecia apática. E a apatia só não era punida com novos gols porque Jéfferson mostrava para quem quisesse ver o quanto merece ser o atual goleiro titular na seleção brasileira. A defesa que ele fez em chute de Renato Abreu, sem sequer dar rebote, foi uma coisa maravilhosa.

De resto, as mexidas de Caio Júnior foram para lá de infelizes. Se considerarmos que Lucas Zen até entrou bem no jogo, podemos dizer que tivemos sorte de o desfecho não ter sido pior. Mas, a julgar pelo futebol apresentado na primeira etapa, o empate teve um sabor de dois pontos perdidos. Ainda mais empatando com um time que vinha de quatro derrotas seguidas e que não vence no Campeonato Brasileiro há nove partidas. Agora é buscar recuperar o prejuízo na próxima rodada, quando teremos uma parada complicada: o Grêmio no estádio Olímpico de Porto Alegre. Que o Caio Júnior não repita a postura covarde vista por seu antecessor na última vez em que enfrentamos o Tricolor Gaúcho no Rio Grande do Sul. O segundo tempo do clássico esboçou isso.

Atuações


Jéfferson - Isento de responsabilidade no lance do gol de empate. Seguro durante todo o jogo e brilhante na intervenção em chute de Renato Abreu, evitando a virada. Nota 9.

Lucas - Uma ótima opção nas jogadas de ataque, fez o cruzamento que resultou no nosso gol. Na marcação, conseguiu dificultar o trabalho de Júnior César. Nota 8.

Antônio Carlos - Muito bem para quem estava retornando de contusão. Quase marcou o segundo, ainda no primeiro tempo. Nota 7.

Fábio Ferreira - Precisam explicar para ele que lá no setor onde ele joga, qualquer passe errado pode ser irreparável. Parecia que quem estava voltando ao time após período lesionado era ele, não seu companheiro. Nota 5.

Cortês - Oscilou na partida, mas nos momentos em que esteve bem conseguiu dar uma canseira em Leonardo Moura. Nota 6,5.

Marcelo Mattos - Um ou outro erro de passe e um ou outro momento em que poderia diminuir os espaços para Ronaldinho Gaúcho. Mas, no geral, uma partida firme. Nota 7.

Renato - Mesmo estando longe de render algo à altura das suas melhores atuações com essa camisa, mostrou-se o elemento mais lúcido na hora de "pensar o jogo". Nota 7.

Felipe Menezes - Errou bastante no primeiro tempo, tendo também sido vítima das decisões da arbitragem. No momento em que mais subiu de produção, foi substituído para dar lugar a Lucas Zen. Nota 6.

Maicosuel - Muito bem taticamente, mostrando compromisso com a defesa e apresentando-se como opção nas saídas em velocidade. Sua saída para a entrada de Cidinho foi uma das loucuras do treinador. Nota 8.

Herrera - Aplicado, foi figura fundamental para abrir espaços na defesa adversária. Feliz nas jogadas individuais, quase marcou um golaço de bicicleta. Sua saída para a entrada de Éverton foi uma escolha bastante questionável do treinador. Nota 7,5.

Abreu - Marcou o gol do time e esteve perto de desempatar a partida no segundo tempo. Por mais que tenha aparecido relativamente pouco, sua importância na equipe é incontestável. Nota 8.

Lucas Zen - Dentro daquilo que se espera dele, atuou em bom nível nos quase vinte minutos em que esteve em campo. Nota 7.

Éverton - Um cruzamento bem feito e nada mais, apesar do esforço em imprimir velocidade pela esquerda. Nota 6.

Cidinho - Movimentou-se, mas pouco criou. Essa tem sido a sua marca, mas não há muito o que fazer entrando aos trinta e oito minutos do segundo tempo. Sem nota.

Caio Júnior - Suas intervenções foram comprometedoras. Será difícil conseguir justificar as escolhas de tirar de campo Herrera e Maicosuel, sobretudo quando entre uma coisa e outra trocou Felipe Menezes por Lucas Zen. Acabou isolando "Loco" Abreu e facilitando a marcação adversária, embora tenhamos criado chances de desempatar. Nota 4.
 Acima, botafoguenses antes do início da partida, próximo à esquina entre as alas Norte e Oeste (~15:30h). Abaixo, o Setor Norte visto do Oeste Superior. Faltou a vitória para a festa ser completa.

Botafogo e Flamengo: Para unir o útil ao agradável

A 24ª rodada começou nesse sábado com dois concorrentes ao título goleando seus adversários (Vasco e São Paulo "combinaram" e fizeram 4a0 sobre Grêmio e Ceará, respectivamente). Nesse domingo, os jogos que mais chamam a atenção são exatamente os dois clássicos: o do Corinthians com o Santos e o nosso com o Flamengo. Se é matematicamente impossível alcançar a liderança nessa rodada (vale lembrar que temos um jogo atrasado para cumprir), a partida que faremos no Engenhão carrega consigo um forte aspecto psicológico: se vencermos o Flamengo, renovaremos o ânimo após a vexatória derrota por 5a0 para o Coritiba, na rodada passada.

Caio Júnior não chegou a confirmar a escalação para a partida, mas tudo indica que iremos a campo com Jéfferson (de volta após jogar os 90 minutos de quarta-feira com a seleção brasileira), Lucas, Antônio Carlos (retornando de contusão), Fábio Ferreira, Cortês (que também esteve entre os convocados na partida entre Brasil e Argentina), Marcelo Mattos, Renato, Felipe Menezes (que deverá substituir o suspenso Elkeson), Maicosuel, Herrera e "Loco" Abreu. Uma vitória nos manterá próximos da liderança e aumentará de oito para nove o número de partidas do Flamengo sem vencer. Para unir o útil ao agradável.

Nos vemos no Engenhão.

Saudações alvinegras.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Botafogo 4a0 Ceará: Se melhorar, estraga

Sensacional.

Vou definir com a palavra acima o que achei do jogo entre Botafogo e Ceará no feriado de Independência. Isso inclui tanto o comportamento da torcida quanto o do elenco, numa tarde onde o Botafogo de Futebol e Regatas esteve à altura de sua grandeza. Para saber mais sobre o jogo, acesse "Engenhão Ou Camp Nou? Botafogo Goleia Ceará Com Casa Cheia E Futebol Arte".

Estamos não somente no caminho certo como também caminhando a passos largos. Dá-lhe Fogão! Veja abaixo uma seqüencia de vídeos exclusivos, com as bênçãos sobre um público presente de 42.000 pessoas. Isso é Botafogo.

Atuações

Jéfferson - Pouco exigido, mas pelo simples fato de estar presente em campo já influencia positivamente. Esteve até segunda-feira à serviço da seleção brasileira e, menos de 48 horas depois, participou da goleada com os companheiros. Nota 8.


Lucas - Muito bem no apoio (o que não é novidade) e, dessa vez, mostrou mais atenção no que tange a marcação. Parece estar se firmando no time. Nota 8.

Gustavo - Possivelmente a sua melhor atuação com a camisa alvinegra. Substituiu Antônio Carlos à altura e ainda soube cobrir alguns dos vacilos de seu companheiro de zaga. Nota 8.

Fábio Ferreira - Alguns erros com a bola nos pés, mas bastante dedicação na marcação. Se procurar fazer o mais simples, seu jogo deve render melhor. Nota 6.

Márcio Azevedo - Participou do primeiro gol cobrando o lateral para Elkeson. Apresentou atitude para partir pra jogada individual, mas não esteve no mesmo nível dos companheiros nem no apoio, nem na marcação. Seu grande deslize, porém, foi querer ir diretamente para o vestiário após ser substituído, aos cinco minutos do segundo tempo. Não é comportamento de um profissional. Nota 4.

Marcelo Mattos - Um gigante na proteção à defesa, permitindo que todo o restante do meio-campo avançasse ao ataque. Saiu com cãimbras faltando alguns minutos. Nota 9,5.

Renato - Estupendo. Sua distribuição de lançamentos para inverter o jogo o torna um jogador clássico, desses que dá gosto de ver jogar. Atuações nesse nível o credenciam a retornar à seleção brasileira. Nota 10.

Elkeson - Participativo, chama a responsabilidade e sempre se oferece ao jogo. Chutou, deu passe pra gol, movimentou-se, enfim, deu uma canseira danada na marcação adversária. E é difícil derrubar esse camisa 9. Nota 9.

Maicosuel - Novamente mostrou um papel tático fundamental, atuando pelo flanco esquerdo e ajudando a abrir espaços na defesa adversária. Como se não bastasse essa contribuição, deu a assistência para o terceiro gol com passe que faz pensar: será que o Mago tem olho nas costas? Nota 9.

Herrera - Dois gols, muita correria e aquela entrega de sempre. Acabou pecando pelo excesso, pois não precisava ter ido na bola chutada por Maicosuel na cobrança de falta onde foi marcado impedimento. Mas cumpriu seu papel com sobras. Nota 9,5.

Abreu - Era o elemento que menos aparecia no primeiro tempo, mas foi subindo de produção, marcou seu gol e terminou a partida esbanjando talento na função de camisa 10, distribuindo as bolas com imensa qualidade e visão de jogo. Nota 9.

Éverton - Nos pouco mais de quarenta minutos em que esteve em campo, descolou dois cruzamentos certeiros para o 2º e o 4º gols da equipe. Excelente retorno. Nota 8,5.

Cidinho - Entrou aos vinte e cinco minutos no segundo tempo substituindo Herrera e conseguiu marcar seu primeiro gol entre os profissionais. E de cabeça! Nota 7,5.

Alex - Entre erros e acertos nos menos de vinte minutos em que esteve em campo (entrou no lugar de Elkeson), procurou jogar pelo time e não comprometeu. Nota 6.

Alessandro - Não jogou, mas teve participação que merece ser lembrada: foi buscar Márcio Azevedo para trazer o companheiro ao banco de reservas, em atitude que mostra o quão esse lateral-direito é profissional e tem grande senso de grupo. Faz bem ao Botafogo contar com elementos da conduta do Alessandro. Com justiça, foi enaltecido pelos torcedores, que gritaram seu nome logo após o episódio. Nota 10.

Caio Júnior - O time funcionou em todos setores, mostrando organização com e sem a bola. Difícil saber até que ponto a vantagem numérica por mais da metade do jogo tenha influenciado no resultado, mas o fato é que o que estava ao seu alcance, foi bem desempenhado. Nota 10.
 O azul que dá cor às cadeiras sumiu. Muito melhor assim, um Engenhão em preto e branco.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Botafogo e Ceará: Tudo para fazermos uma linda festa nesse feriado nacional

Vivendo grande momento na temporada 2011, o Botafogo contará com algo raro nesse feriado de sete de setembro: um estádio Engenhão praticamente lotado. No momento dessa postagem, os torcedores botafoguenses - acompanhados de cambistas oportunistas - esgotaram os bilhetes disponíveis para a Ala Leste, totalizando 20.115 ingressos vendidos antecipadamente (dados oficiais).

Classificado para a fase oitavas-de-final na Copa Sul-Americana e bem cotado para a disputa pelo título no Campeonato Brasileiro, o Botafogo tentará, diante do Ceará, chegar à quinta vitória consecutiva na temporada - e pela quinta vez no mesmo campo de jogo, onde está invicto na competição. Se por um lado o time estará desfalcado de Antônio Carlos (machucado) e Bruno Cortês (suspenso), por outro é de se comemorar o que pode ser um diferencial positivo para a equipe nessa quarta-feira: a maciça presença da torcida e o alto astral em torno da convocação de Cortês, que chorou de emoção ao saber que foi chamado por Mano Menezes para os amistosos diante da Argentina, juntando-se ao goleiro Jéfferson na seleção brasileira.

O treinador Caio Júnior parece ter a dimensão exata de como administrar uma situação onde a euforia dos torcedores não gere "oba-oba" dentro das quatro linhas, mantendo a equipe focada no objetivo de conquistar mais uma vitória: "Cumprimos uma etapa, a de conquistar o torcedor com uma boa campanha. A segunda é de manutenção, com humildade, segurança e confiança. É preciso entender que cada jogo é uma história diferente. O importante é terminar bem o campeonato. O torcedor está empolgado, mas temos que manter os pés no chão e vencer a partida".

Este blogueiro teve na tarde dessa terça-feira uma saga para conseguir adquirir um ingresso para o jogo, encarando filas em dois postos de venda (em ambos faltaram papel para impressão dos bilhetes) e ainda tendo sua bicicleta furtada. Mas vida que segue, ingresso comprado e presença confirmada no estádio na expectativa de ver uma atitude semelhante à do clássico Vovô, diante do Fluminense, quando o Botafogo foi superior nas arquibancadas (em número e em atitude de apoio ao time) e, também, no desempenho dentro das quatro linhas. Resultado: viramos e vencemos aquela partida. Se for para ter alguma diferença entre esse jogo com o Ceará e aquele com o Tricolor das Laranjeiras, então, que seja uma goleada a nosso favor. Seria uma linda festa.

Matemática para assumirmos a liderança nessa rodada:

# Botafogo vence o Ceará;
# Corinthians perde para o Flamengo;
# São Paulo e Vasco não vencem Atlético Mineiro e Coritiba, respectivamente.

Do jeito que a rodada passada foi boa - e olha que nem entramos em campo -, é bom não duvidar que o torneio possa ter um novo líder.

Saudações alvinegras.

domingo, 4 de setembro de 2011

Mesmo sem jogar, estamos mais perto do topo

A Confederação Brasileira de Futebol passou por cima do regulamento por ela própria confeccionado e adiou a partida que faríamos nesse domingo com o Santos, na Vila Belmiro. Passemos ao largo dessas questões políticas - a impressão que dá é que quanto mais mexer no assunto CBF, mais fede - e foquemos na situação do Botafogo no Campeonato Brasileiro 2011. O fato é que três dos nossos concorrentes pelo título perderam seus jogos: o Corinthians para o Coritiba, o Vasco para o América Mineiro e o Flamengo para o Bahia. Isso quer dizer que, dada a distância de apenas três pontos para o topo da tabela e o débito de uma partida, podemos a qualquer momento assumir a liderança na competição.

Agora é mantermos o foco completamente na partida de quarta-feira, feriado nacional, quando receberemos o Ceará no estádio Engenhão para o nosso quinto jogo seguido naquele campo - e que pode vir a ser a quinta vitória consecutiva. A massa alvinegra, tão ausente das arquibancadas, fez um bonito papel na partida diante do Fluminense e tem tudo para ser um diferencial altamente positivo nessa nossa busca pelo título. Então, é comparecer ao Engenhão nesse sete de setembro, vibrar com o time, apoiar incondicionalmente e, se Deus quiser, festejar mais um triunfo da equipe. Nesse Brasileirão, ninguém venceu a gente no Engenhão. Agora imagina a nossa força com as arquibancadas lotadas e jogando junto. Vamos nessa!

Saudações alvinegras.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Botafogo 4a0 Vasco: Atuação irretocável

Quebramos a invencibilidade de seis partidas que o Vasco, atual campeão da Copa do Brasil, ostentava no Campeonato Brasileiro. E o que é melhor: com goleada. Nesses 4a0 pra cima do Cruzmaltino, o Botafogo jogou como Botafogo. Foi finalmente um time compatível à tudo aquilo que Caio Júnior afirmava aos microfones. É evidente que não podemos nos deixar levar pela empolgação de uma grande atuação, mas certamente pudemos perceber que há um grande potencial nessa equipe alvinegra: se jogarmos assim partida após partida, estaremos no final do ano na disputa por algo à altura das tradições do clube.

Sem muito mais a dizer, convido a cachorrada a saborear os gols do jogo. Teve de bola parada (Renato cobrando escanteio e Antônio Carlos cabeceando muito bem). Teve com enfiada de bola de Cortês (Herrera recebeu, Fernando Prass deu rebote e "Loco" Abreu conferiu). Teve bela emendada do nosso camisa 13 (Lucas cruzou da direita, Prass afastou na direção de Elkeson e o meia serviu o atacante uruguaio, que finalizou lindamente). Teve com assistência de Renato para Herrera, para fechar a goleada.

De resto, cabe dizer que o goleiro Jéfferson fez duas defesas sensacionais, que a defesa portou-se bem em todos os setores, que o meio-campo funcionou maravilhosamente bem, alternando cadência e velocidade com grande qualidade, e que o ataque não deu qualquer chance para o tão badalado zagueiro Dedé. Um show botafoguense. E só não rolou um "hat-trick" de Abreu porque o travessão e o goleiro vascaíno assim não quiseram. Partida para guardarmos na memória e pegarmos como referência para subirmos em direção ao topo.

Saudações alvinegras.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Botafogo 2a1 Avaí: Com esse futebolzinho, vitória apertada é goleada

Público pequeno (5.111 pagaram pra ver de dentro do Engenhão) e futebol menor ainda. Foi com esses ingredientes que o Botafogo voltou a vencer na temporada, após quatro partidas sem vitória. E o 2a1 pra cima do Avaí não dá motivo nenhum para o botafoguense se empolgar: tivemos novamente uma atuação irregular, vacilamos demais na defesa e, não fosse uma mãozinha estendida pelo auxiliar que acusou impedimento quando a bola balançava a nossa rede no que seria o gol de empate em 2a2, sabe Deus como seria o desfecho de uma partida onde levávamos pressão de uma equipe que faz péssima campanha no Campeonato Brasileiro.

Para amenizar um pouco as coisas, vale dizer que tivemos três relevantes desfalques no sistema defensivo: Fábio Ferreira (contundido), Antônio Carlos e Marcelo Mattos (suspensos). João Filipe, jovem zagueiro ex-Figueirense e que foi contratado nessa temporada, teve atuação pavorosa e deixou dúvidas se é digno até mesmo de compôr elenco. Os destaques da equipe ficaram por conta de Alessandro (novamente com bela atuação) e Herrera (esforçado e participativo). Pior do que João Filipe talvez somente Caio Júnior, que parecia ver uma partida diferente daquela que acontecia no gramado, cometendo a insensatez de tirar Herrera de campo quando Alexandre Oliveira estava visivelmente rendendo muito menos que o companheiro de ataque.

Agora teremos uma seqüência de quatro partidas complicadas: três fora de casa e um clássico com o Vasco. Se esse futebol apresentado nas últimas rodadas persistir no caminho do Botafogo, é bem provável que Caio Júnior esteja com os dias contados frente ao Alvinegro.

Atuações


Jéfferson - Correspondeu nos raros momentos em que foi exigido, não tendo qualquer responsabilidade no lance do gol adversário. Nota 7.

Alessandro - Focado na marcação, conseguiu ajudar a fechar o seu setor no momento em que o Avaí pressionou. De quebra, mostrou qualidade quando se lançou ao ataque. Nota 8.

João Filipe - Se atrapalha em bolas fáceis, não transmitindo confiança ao resto da defesa. Além disso, demonstrava lentidão para recompôr a posição. Nota 3.

Gustavo - Melhor que o companheiro de zaga (ainda bem, né?), tentou organizar a defesa e fazer algumas ligações diretas com o campo de ataque. Não empolgou, mas cumpriu o seu papel, principalmente se tratando de uma estréia. Nota 7.

Márcio Azevedo - Com a bola nos pés, mostrou grande desenvoltura no primeiro tempo, sendo o autor da assistência para o gol de empate. Parece ter cansado e ficou praticamente toda a segunda etapa no campo de defesa, onde vez ou outra era envolvido pelos adversários. Nota 5,5.

Léo - Atuou bem, subindo de produção conforme o jogo ia exigindo mais dele. Nota 7.

Renato - Com uma zaga insegura atrás de si, ficou mais dedicado à marcação do que ao apoio. Ruim para a partida, pois trata-se de um jogador de visão de jogo diferenciada. Nota 6.

Elkeson - Novamente atuou abaixo do que se espera de um jogador talentoso. De toda forma, mostrou empenho quando o time tinha um jogador a menos e ainda deu a assistência para o gol da virada. Nota 6,5.

Maicosuel - Entre erros e acertos, uma atuação de qualidade (principalmente quando optava por fazer o mais simples). Mostrou oportunismo e categoria no gol de empate. Substituído no segundo tempo para dar lugar a Felipe Menezes. Nota 7.

Alexandre Oliveira - Embora procurasse se deslocar para abrir espaços na defesa, parece se tratar de um jogador pesado, o que o convida a ficar mais na área do que fora dela. Não teve tantas oportunidades e era para ser a primeira - e não a última - opção ofensiva para ser substituído. Nota 4.

Herrera - Marcou um gol e, como costume, procurou o jogo. O time poderia ter um final de jogo menos dramático se o treinador não inventasse de tirá-lo de campo. Nota 8.

Felipe Menezes - Na cerca de meia hora em que esteve em campo, alternou entre alguns passes certos e erros primários. Parece totalmente fora de ritmo de jogo, o que dificulta uma avaliação. Nota 5.

Alex - Parece cada vez mais maduro esse jovem atacante revelado nas categorias de base. Participativo e incisivo, chegou perto de marcar um gol em jogada individual. Na ausência de Abreu, deveria ser a primeira opção para fazer dupla com Herrera. Nota 7.

Caio - Entrou no final e saiu contundido, deixando a equipe com um homem a menos dentro de campo. Sem nota.

Caio Júnior - Mesmo dando-lhe um crédito devido aos desfalques acumulados, fica difícil de entender o que passa pela cabeça do treinador quando opta por mexer no time. O time se perdeu no segundo tempo, piorou após as substituições e poderia ter saído de campo com um novo tropeço. Nota 2.
Germán Herrera festeja o gol da virada. Crédito da imagem: Terra.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Botafogo 0a2 Corinthians: O time é limitado ou o treinador que é fraco?

Com um gol sofrido no final de cada tempo, acabou a invencibilidade botafoguense com o mando de campo na Série A 2011 (a única derrota da equipe até então na competição havia sido na estréia, em São José dos Campos, diante do Palmeiras). Pra quem gosta de se abraçar às estatísticas, um alento: a partida em que perdemos para o líder Corinthians aconteceu em São Januário, isto é, continuamos invictos no que tange ao estádio Engenhão.

Mas vamos deixar esses dados - basicamente supersticiosos - de lado e observar os acontecimentos internos às quatro linhas. O que se viu no gramado foi um Botafogo pouco produtivo, que empacou no individualismo ineficaz de Maicosuel e na má atuação de Elkeson para praticamente não incomodar o goleiro corinthiano Júlio César. Uma finalização do atacante argentino Germán Herrera que carimbou a trave direita e uma nova conclusão na trave direita (dessa vez no segundo tempo, quando o estreante Alexandre Oliveira cabeceou em impedimento uma bola desviada por Herrera) pode ser considerado muito pouco para um time que traça planos de ingressar na próxima edição da Copa Libertadores da América.

Como se não bastasse o jogo ofensivo muito aquém do potencial da equipe, a defesa concedia espaços para o time visitante usar à vontade, contra-atacando em velocidade e chegando aos gols. Jéfferson e Marcelo Mattos estavam de volta, Renato fez sua estréia, Caio foi titular. Mas o futebol, novamente, passou longe de ser satisfatório. Caio Júnior não deve ser responsabilizado diretamente pelo resultado - repito: Maicosuel e Elkeson ficaram devendo naquela noite de quarta-feira - mas fica difícil entender o que leva o treinador a improvisar Lucas Zen como lateral-esquerdo. Muita coisa precisará ser melhorada para que o time reencontre as vitórias, que já não aparecem há três partidas.

Atuações

Jéfferson - Uma ou outra intervenção daquelas que mostram porque se trata de um goleiro de seleção. Isento de responsabilidade nos gols, que ocorreram com o sistema defensivo escancarado. Nota 7.

Alessandro - A figura mais lúcida com a bola nos pés. Praticamente não errou e ainda conseguiu propôr alternativas a um time burocrático na criação de jogadas. Nota 9.

Antônio Carlos - Não deu conta de marcar o ágil ataque adversário, mas também não deve ser responsabilizado diretamente pelos gols sofridos. Porém, pode - e deve - render mais que isso. Nota 5.

Fábio Ferreira - Atuação no nível de seu companheiro de zaga, com o diferencial de que foi mais participativo no ataque e se apresentou mais para o jogo. Nota 5,5.

Lucas Zen - Praticamente não apoiou o ataque (possivelmente por orientação do treinador) e, na marcação, foi envolvido diversas vezes. Não parece a melhor opção para a lateral-esquerda. Nota 4.

Marcelo Mattos - Pareceu mais lento do que o habitual, vacilando inclusive em lances mais simples. Nota 5.

Renato - Uma estréia onde já foi possível notar a sua qualidade com a bola nos pés e visão de jogo diferenciada. Talvez tenha faltado ritmo de jogo, mas o principal ele já tem: talento. Nota 6.

Elkeson - Para os torcedores que se acostumaram com boa atuação atrás de boa atuação, foi talvez a maior decepção da noite. Nota 4.

Maicosuel - Abusou do direito de insistir nas jogadas individuais. Errava uma, duas, três vezes e não se cansava de seguir tentando algo que era rotineiramente neutralizado pelos adversários, comprometendo o rendimento das jogadas de ataque da equipe. Nota 3.

Herrera - Buscando jogo, se apresentando, foi um dos elementos mais participativos no ataque alvinegro. Pôs bola na trave, atraiu a marcação, trocou passes, mas em alguns momentos demorou demais para desfazer-se da bola. Nota 7.

Caio - Aquela habitual transpiração que lhe é característica, mas faltou maior entendimento com os companheiros quando as jogadas se aproximavam do momento de conclusão. Nota 6.

Márcio Azevedo - Entrou no lugar de Lucas Zen e mostrou maior afinidade com a lateral-esquerda (o que não é nada mais que o natural). Nota 5.

Alexandre Oliveira - Foi colocado no lugar de Caio e seu principal momento foi quando, em impedimento, cabeceou uma bola na trave direita. Nota 5.

Thiago Galhardo - Substituiu Maicosuel, ficando pouco mais de um terço de hora em campo. Sem nota.

Caio Júnior - A equipe buscou ter a posse de bola, mas mostrou sérias dificuldades em o que exatamente fazer com ela. Para piorar, o time demonstrou-se frágil para lidar com os contra-ataques adversários. Foi hostilizado pela torcida, que gritou pelo nome de Cuca. Nota 4.
 Fila para entrada na arquibancada de São Januário: houve tumulto naquele setor.
Mais de 9.500 presentes acompanharam a partida na noite de quarta-feira.
Vídeo exclusivo do 2º gol corinthiano: botafoguenses hostilizaram treinador Caio Júnior.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Botafogo 1a1 Atlético Goianiense: Atuação atípica ou o retorno da realidade?

A boa atuação apresentada na rodada passada (vitória por 2a0, no Morumbi, sobre o São Paulo) passou muito longe do Engenhão na partida diante do Atlético Goianiense. No empate por 1a1, se tinha alguma equipe que fez por merecer a vitória, certamente não foi a alvinegra.

Abrimos o placar com quatro minutos (gol de Germán Herrera) e, aceitando as investidas adversárias, cedemos o empate dez minutos depois. Pouco producente e abusando de erros individuais, perdemos Éverton (contundido) com 33 minutos de partida. E aí Caio Júnior cometeu seu primeiro grande vacilo na noite, optando por colocar Lucas em vez de Cidinho (ou mesmo Caio ou Alex). É bem verdade que apesar da atuação ruim poderíamos ter ido para o vestiário em vantagem no placar, não fosse um erro de arbitragem quando Herrera sofreu pênalti e foi marcada simulação (com direito a cartão amarelo para o argentino, figura muito "visada" pelos senhores de apito).

Na segunda etapa, o Botafogo escancarava a necessidade de um homem de referência na área, pois as jogadas tentadas por Maicosuel, Elkeson e Herrera simplesmente não contavam com alguém posicionado para concluí-las. Caio Júnior trocou Alessandro por Cidinho, trazendo Lucas para a lateral-direita e mostrando simplesmente "queimar" uma substituição (poderia ter colocado Cidinho no lugar de Éverton ainda no primeiro tempo, e seguiríamos em campo com Alessandro em vez de Lucas, o que nos permitiria fazer uso de Caio e Alex).

E somente aos 36 minutos - antes tarde do que nunca? - o treinador abriu mão de jogar com dois volantes, trocando o improdutivo Somália por Caio. O negócio já estava zoneado demais e o cronômetro muito perto do final para que pudéssemos reivindicar melhor sorte. Aliás, a julgar pela bola que Márcio Azevedo salvou praticamente em cima da linha, o empate foi um ponto de lucro. A atuação é que foi um prejuízo tremendo...

Atuações

Renan - Vacilante no lance do gol (poderia tranqüilamente ter saído para interceptar a bola alçada na pequena área), teve maior atitude na etapa complementar e interviu duas ou três vezes para evitar o pior. Nota 6.

Alessandro - Bem na marcação, embora o gol adversário tenha passado pelo seu setor. Quando foi ao ataque, ajudou na manutenção da posse de bola e executou bons cruzamentos, inclusive com a perna esquerda. A sua saída de campo foi mais por pressão da parcela tola de torcedores alvinegros do que por convicção do treinador. Nota 8.

Antônio Carlos - Figura lúcida na defesa alvinegra, mas foi envolvido em diversos ataques atleticanos. Nota 6.

Fábio Ferreira - É muita ousadia no trato capilar e pouca eficiência no trato com a bola. Não chegou a comprometer, mas espera-se mais de um zagueiro que veste a camisa alvinegra desde 2010. Nota 5.

Márcio Azevedo - No 1º tempo, poderia ter sido mais acionado quando se apresentava pelo lado esquerdo (a maioria das vezes em liberdade). Na 2ª etapa, apareceu basicamente para salvar o gol da virada atleticana. Nota 6.

Lucas Zen - Combativo e esforçado, mas explicita que tem muito a amadurecer. Pode vir a se tornar um bom jogador, mas a princípio é muito mais uma opção para o banco de reservas do que para os onze iniciais. Volta, Marcelo Mattos! Nota 6.

Somália - Perdeu a bola no lance que deu origem ao gol de empate e foi tosco no segundo tempo tanto na marcação quanto no apoio. Demorou demais para ser convidado a se retirar das quatro linhas. Nota 2.

Éverton - Se apresentava para o jogo e, entre erros e acertos, saiu por motivos clínicos com pouco mais de meia hora de jogo. Sem nota.

Elkeson - Hábil com a bola nos pés, era a principal esperança da equipe no campo de ataque. Não repetiu as boas atuações anteriores, mas mesmo assim deu trabalho à defesa oponente. Nota 7.

Maicosuel - Abusou do direito de tentar jogadas individuais, quando poderia optar pelo mais simples: procurar um companheiro livre. Teve seu jogo prejudicado pela falta de uma referência na área, embora nem isso justifique o excesso de individualismo. Nota 5,5.

Herrera - Aplicado e voluntarioso, desdobrou-se como único atacante da equipe, muitas das vezes tendo de se afastar da área para buscar jogo e criar chances. Faltou-lhe um companheiro para dialogar, mas mesmo assim foi premiado com um gol e ainda sofreu pênalti ignorado pelo árbitro José de Caldas Souza. Nota 8.

Lucas - Entrou ainda no primeiro tempo no lugar de Éverton. No apoio, pouco ajudou. Na marcação, permitiu que se estabelecesse um carnaval fora de época pelo seu setor. Prêmio sob medida para um torcida que insiste em vaiar o Alessandro. Nota 3.

Cidinho - Entrou no segundo tempo e seu grande mérito foi o de dar maior agilidade ao setor de meio-campo, mas sem conseguir necessariamente encaixar alguma jogada mais aguda. Ou seja, mais barulho do que eficácia. Nota 6.

Caio - A única alteração bem feita do treinador foi quando escolheu colocá-lo no lugar de Somália. Mas o jogo já estava com 36 minutos no 2º tempo. Sem nota.

Caio Júnior - Infeliz ao escolher improvisar Lucas quando precisou substituir Éverton; demorou demais para tirar Somália e trazer um homem de frente, parecendo que o empate não o incomodava. O pior é que o time esteve perto de levar a virada no segundo tempo. Nota 3.

 Setor Leste Inferior praticamente lotado na fria noite de quinta-feira.
 Torcedor botafoguense se desespera com atuação da equipe durante o segundo tempo.
Vídeo exclusivo de chance desperdiçada pelo Botafogo após cobrança de escanteio.