Vou definir com a palavra acima o que achei do jogo entre Botafogo e Ceará no feriado de Independência. Isso inclui tanto o comportamento da torcida quanto o do elenco, numa tarde onde o Botafogo de Futebol e Regatas esteve à altura de sua grandeza. Para saber mais sobre o jogo, acesse "Engenhão Ou Camp Nou? Botafogo Goleia Ceará Com Casa Cheia E Futebol Arte".
Estamos não somente no caminho certo como também caminhando a passos largos. Dá-lhe Fogão! Veja abaixo uma seqüencia de vídeos exclusivos, com as bênçãos sobre um público presente de 42.000 pessoas. Isso é Botafogo.
Atuações
Jéfferson - Pouco exigido, mas pelo simples fato de estar presente em campo já influencia positivamente. Esteve até segunda-feira à serviço da seleção brasileira e, menos de 48 horas depois, participou da goleada com os companheiros. Nota 8.
Lucas - Muito bem no apoio (o que não é novidade) e, dessa vez, mostrou mais atenção no que tange a marcação. Parece estar se firmando no time. Nota 8.
Gustavo - Possivelmente a sua melhor atuação com a camisa alvinegra. Substituiu Antônio Carlos à altura e ainda soube cobrir alguns dos vacilos de seu companheiro de zaga. Nota 8.
Fábio Ferreira - Alguns erros com a bola nos pés, mas bastante dedicação na marcação. Se procurar fazer o mais simples, seu jogo deve render melhor. Nota 6.
Márcio Azevedo - Participou do primeiro gol cobrando o lateral para Elkeson. Apresentou atitude para partir pra jogada individual, mas não esteve no mesmo nível dos companheiros nem no apoio, nem na marcação. Seu grande deslize, porém, foi querer ir diretamente para o vestiário após ser substituído, aos cinco minutos do segundo tempo. Não é comportamento de um profissional. Nota 4.
Marcelo Mattos - Um gigante na proteção à defesa, permitindo que todo o restante do meio-campo avançasse ao ataque. Saiu com cãimbras faltando alguns minutos. Nota 9,5.
Renato - Estupendo. Sua distribuição de lançamentos para inverter o jogo o torna um jogador clássico, desses que dá gosto de ver jogar. Atuações nesse nível o credenciam a retornar à seleção brasileira. Nota 10.
Elkeson - Participativo, chama a responsabilidade e sempre se oferece ao jogo. Chutou, deu passe pra gol, movimentou-se, enfim, deu uma canseira danada na marcação adversária. E é difícil derrubar esse camisa 9. Nota 9.
Maicosuel - Novamente mostrou um papel tático fundamental, atuando pelo flanco esquerdo e ajudando a abrir espaços na defesa adversária. Como se não bastasse essa contribuição, deu a assistência para o terceiro gol com passe que faz pensar: será que o Mago tem olho nas costas? Nota 9.
Herrera - Dois gols, muita correria e aquela entrega de sempre. Acabou pecando pelo excesso, pois não precisava ter ido na bola chutada por Maicosuel na cobrança de falta onde foi marcado impedimento. Mas cumpriu seu papel com sobras. Nota 9,5.
Abreu - Era o elemento que menos aparecia no primeiro tempo, mas foi subindo de produção, marcou seu gol e terminou a partida esbanjando talento na função de camisa 10, distribuindo as bolas com imensa qualidade e visão de jogo. Nota 9.
Éverton - Nos pouco mais de quarenta minutos em que esteve em campo, descolou dois cruzamentos certeiros para o 2º e o 4º gols da equipe. Excelente retorno. Nota 8,5.
Cidinho - Entrou aos vinte e cinco minutos no segundo tempo substituindo Herrera e conseguiu marcar seu primeiro gol entre os profissionais. E de cabeça! Nota 7,5.
Alex - Entre erros e acertos nos menos de vinte minutos em que esteve em campo (entrou no lugar de Elkeson), procurou jogar pelo time e não comprometeu. Nota 6.
Alessandro - Não jogou, mas teve participação que merece ser lembrada: foi buscar Márcio Azevedo para trazer o companheiro ao banco de reservas, em atitude que mostra o quão esse lateral-direito é profissional e tem grande senso de grupo. Faz bem ao Botafogo contar com elementos da conduta do Alessandro. Com justiça, foi enaltecido pelos torcedores, que gritaram seu nome logo após o episódio. Nota 10.
Caio Júnior - O time funcionou em todos setores, mostrando organização com e sem a bola. Difícil saber até que ponto a vantagem numérica por mais da metade do jogo tenha influenciado no resultado, mas o fato é que o que estava ao seu alcance, foi bem desempenhado. Nota 10.
O azul que dá cor às cadeiras sumiu. Muito melhor assim, um Engenhão em preto e branco.
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