domingo, 23 de setembro de 2012

Botafogo 2a2 Corinthians: Mais Uma Aula De Seedorf

Estou ficando bom na arte de chegar às arquibancadas com o jogo em andamento. E, curiosamente, tem saído gol rapidinho quando isso acontece. Foi assim diante do Náutico, quando não vi o gol de letra de Elkeson e, hoje com o Corinthians, a lentidão na linha 238 sentido Água Santa me fez perder cerca de 20 minutos de partida, suficiente para saírem os três primeiros gols do jogo (quando um funcionário na catraca disse que estava 2a1 Corinthians, achei que fosse algum tipo de gozação).

De toda forma, vi um Botafogo com bom volume de jogo na busca pelo empate. Pelo lado do Corinthians, uma equipe sólida na composição e bem distribuída em campo, parecia ter grande noção do que fazer e quando fazer. Várias facções corinthianas marcaram presença em peso no setor Norte, tentando empurrar o time visitante. Douglas atuava em bom nível, mostrando facilidade para encontrar jogadores livres e escapar da marcação.

Mas aqui o foco é o Botafogo, e, por falar em marcação, Dória fez mais uma ótima partida. Firme, atento e eficiente, o jovem zagueiro mostrou mais uma habilidade: a de inverter o jogo através de lançamentos longos, o que indica que o jogador tem visão periférica acima da média. Principalmente da média de zagueiros nesse Botafogo, haja visto Fábio Ferreira, que às vezes parece estar jogando com os olhos vendados, sem saber pra onde chutar.

Lucas pela falta de precisão e Márcio Azevedo pela falta de participação dificultaram demais a transição ao ataque pelos flancos do gramado. Fellype Gabriel também não fazia grande partida mas, felizmente, havia um certo Clarence Seedorf para ser o fator de desequilíbrio (pra não dizer que levava o time como um todo nas costas). Seu segundo gol foi pra coroar a atuação (o primeiro não cheguei a tempo de assistir).

Por sinal, a mexida de Oswaldo de Oliveira ao trocar Márcio Azevedo por Nicolás Lodeiro foi excelente. Puxou Fellype Gabriel para a lateral-esquerda e enconstou o uruguaio em Elkeson, permitindo maiores possibilidades de tramas de jogadas beirando a área adversária, coisa que estava difícil dado o isolacionismo do pseudocamisa nove. Empatamos e, se não vencemos, temos de lembrar de uma arbitragem que apareceu pelo lado negativo. Ora confusa, ora equivocada, como na não-marcação de um pênalti sobre Jádson.

Um time que joga com essa postura, que apresenta esse poder de reação e que, em dois jogos com o campeão da Libertadores, marcou quatro pontos, merece um lugar no G4. Carecemos de presença de área, chegando a ser uma covardia depender tanto da genialidade de Seedorf. Mas é notório como temos qualidade na meiuca (dá-lhe holandês!) e como a presença de Dória subiu o nível na defesa. Falta o homem-gol. Às vezes fico pensando que Túlio Maravilha, com seus quarenta e não sei quantos anos, contando com a colaboração de Seedorf, Andrezinho e Lodeiro, poderia já ter passado da marca do milésimo...

Como cheguei com um atraso que me impediu de assistir três gols, prefiro não elaborar aquela análise das atuações com notas para os jogadores. De toda forma, fica aqui registrado o show de Seedorf, a participação positiva da torcida após o gol de empate e a arbitragem abaixo da crítica.

Galeria de imagens (caputradas a partir do setor Leste Superior)



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