Foi positiva a atitude do Botafogo dentro de campo e dos botafoguenses nas arquibancadas. O time, no gramado, tentou impôr seu estilo de jogo. A torcida, no estádio, empurrou a equipe com cânticos e apoio que duraram a maior parte do tempo.
Porém, pelos menos dois obstáculos se apresentaram para evitar a vitória naquela noite de quinta-feira. Um deles foi o Internacional, que se propôs a jogar em contra-ataque, concentrado no campo de defesa e saindo em velocidade, apostando no nosso erro - e nós cometemos alguns. Outro deles foi a ausência de Clarence Seedorf, muito sentida num time que cria pouca coisa a partir da intermediária ofensiva. É possível também elencar um terceiro obstáculo, que foi o árbitro Elmo Resende, (ir)responsável por não marcar pênalti claro em Elkeson, perto do final do jogo.
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Atuações
Jéfferson - Correspondeu no pouco que precisou participar, isento de qualquer culpa no gol de Leandro Damião. Nota 7.
Lucas - Teve uma atuação regular, sem o brilho que supostamente possa se esperar de um jogador recém-convocado para a seleção brasileira nem os erros que supostamente possam se esperar de alguém que já vacilou bastante ao longo da temporada. Nota 6.
Fábio Ferreira - Único vaiado na noite, não teve uma atuação comprometedora, mas cedeu espaços pelo seu setor. ´Precisará trabalhar forte para reconquistar a confiança dos torcedores. Nota 5.
Dória - Dezessete anos de idade e muita personalidade. Firme no jogo aéreo, atento e preciso para dar o bote em jogada de mano-a-mano, já mostra qualidades para se manter entre os titulares. Tá dando gosto de ver. Nota 8.
Márcio Azevedo - Omisso, com uma ou duas chegas até a linha-de-fundo durante todo o tempo de jogo. Mesmo quando as jogadas pediam sua aproximação, se mantinha mais atrás. Resta saber se foi opção do treinador ou espontaneidade própria. Nota 2.
Jádson - Marcou e saiu para o jogo com qualidade, algumas vezes articulando a saída ao ataque e auxiliando Andrezinho na criação. Saiu aos trinta minutos do segundo tempo. Nota 8.
Gabriel - Sua parceria com Jádson na proteção à defesa funcionou bem, embora tenha ficado para trás em algumas jogadas de velocidade. Deu belo chute no segundo tempo, espalmado por Muriel. Nota 7.
Lodeiro - Teve dificuldades para se desvencilhar da marcação, carregando a bola e procurando opções, mas, na prática, pouco produzindo. Nota 5.
Andrezinho - O elemento de maior mobilidade no campo de ataque, certamente teria rendido mais se Seedorf estivesse em campo. Nota 7,5.
Fellype Gabriel - Não foi capaz de envolver os adversários que caíam pelo seu lado. Talvez se Márcio Azevedo aparecesse por ali, seu trabalho seria facilitado. O fato é que o time melhorou depois que deu lugar a Cidinho. Nota 5,5.
Elkeson - Mostrou mais uma vez não ter o cacoete de centroavante. Sua mobilidade foi muito mais de um sexto homem de meio-campo que de uma referência no ataque. De toda forma, sofreu um pênalti não marcado pela arbitragem e se esforçou. Nota 6.
Cidinho - Após sua entrada, o time ganhou em movimentação, aumentando a aproximação à área adversária. Marcou o gol em jogada onde esbanjou senso de posicionamento e oportunismo, características dignas de um... centroavante. Nota 8,5.
Sassá - Atuou por cerca de vinte minutos, tendo entrado no lugar de Lodeiro. Pouco efetivo quando com a bola, acabou não sendo uma substituição proveitosa. Sem nota.
Jéferson Paulista - Apesar de ter entrado aos trinta minutos do segundo tempo (pouco tempo em campo para dar uma nota ao jogador), foi fundamental na busca pelo empate, sendo o autor de linda assistência para o gol de Cidinho. Sem nota.
Oswaldo de Oliveira - A falta de jogadas de penetração escancarou a dependência de Seedorf. A atuação demasiado recuada de Márcio Azevedo, se agradou ao treinador, não deveria, principalmente tendo em vista a nulidade da equipe pelo lado esquerdo de ataque. Precisa corrigir o posicionamento nos escanteios, pois também contra o Náutico o time passou dificuldades em contra-ataques adversários originados nesse tipo de lance. As substituições foram corretas. Nota 6.
Torcida - Onze mil presentes que abraçaram o time e empurraram na busca pela vitória, pelo empate (exceção às vaias para Fábio Ferreira) e pela virada. Participação positiva mais pela postura que pelo qualitativo que pelo quantitativo. Nota 8.
Galeria de imagens (capturadas a partir do setor Leste Inferior).
Temos também esses dois vídeos: "Da Euforia À Depressão No Engenhão" e "Torcida Botafoguense Empurra O Time No Engenhão"
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