Abrimos o placar com quatro minutos (gol de Germán Herrera) e, aceitando as investidas adversárias, cedemos o empate dez minutos depois. Pouco producente e abusando de erros individuais, perdemos Éverton (contundido) com 33 minutos de partida. E aí Caio Júnior cometeu seu primeiro grande vacilo na noite, optando por colocar Lucas em vez de Cidinho (ou mesmo Caio ou Alex). É bem verdade que apesar da atuação ruim poderíamos ter ido para o vestiário em vantagem no placar, não fosse um erro de arbitragem quando Herrera sofreu pênalti e foi marcada simulação (com direito a cartão amarelo para o argentino, figura muito "visada" pelos senhores de apito).
Na segunda etapa, o Botafogo escancarava a necessidade de um homem de referência na área, pois as jogadas tentadas por Maicosuel, Elkeson e Herrera simplesmente não contavam com alguém posicionado para concluí-las. Caio Júnior trocou Alessandro por Cidinho, trazendo Lucas para a lateral-direita e mostrando simplesmente "queimar" uma substituição (poderia ter colocado Cidinho no lugar de Éverton ainda no primeiro tempo, e seguiríamos em campo com Alessandro em vez de Lucas, o que nos permitiria fazer uso de Caio e Alex).
E somente aos 36 minutos - antes tarde do que nunca? - o treinador abriu mão de jogar com dois volantes, trocando o improdutivo Somália por Caio. O negócio já estava zoneado demais e o cronômetro muito perto do final para que pudéssemos reivindicar melhor sorte. Aliás, a julgar pela bola que Márcio Azevedo salvou praticamente em cima da linha, o empate foi um ponto de lucro. A atuação é que foi um prejuízo tremendo...
Atuações
Renan - Vacilante no lance do gol (poderia tranqüilamente ter saído para interceptar a bola alçada na pequena área), teve maior atitude na etapa complementar e interviu duas ou três vezes para evitar o pior. Nota 6.
Alessandro - Bem na marcação, embora o gol adversário tenha passado pelo seu setor. Quando foi ao ataque, ajudou na manutenção da posse de bola e executou bons cruzamentos, inclusive com a perna esquerda. A sua saída de campo foi mais por pressão da parcela tola de torcedores alvinegros do que por convicção do treinador. Nota 8.
Antônio Carlos - Figura lúcida na defesa alvinegra, mas foi envolvido em diversos ataques atleticanos. Nota 6.
Fábio Ferreira - É muita ousadia no trato capilar e pouca eficiência no trato com a bola. Não chegou a comprometer, mas espera-se mais de um zagueiro que veste a camisa alvinegra desde 2010. Nota 5.
Márcio Azevedo - No 1º tempo, poderia ter sido mais acionado quando se apresentava pelo lado esquerdo (a maioria das vezes em liberdade). Na 2ª etapa, apareceu basicamente para salvar o gol da virada atleticana. Nota 6.
Lucas Zen - Combativo e esforçado, mas explicita que tem muito a amadurecer. Pode vir a se tornar um bom jogador, mas a princípio é muito mais uma opção para o banco de reservas do que para os onze iniciais. Volta, Marcelo Mattos! Nota 6.
Somália - Perdeu a bola no lance que deu origem ao gol de empate e foi tosco no segundo tempo tanto na marcação quanto no apoio. Demorou demais para ser convidado a se retirar das quatro linhas. Nota 2.
Éverton - Se apresentava para o jogo e, entre erros e acertos, saiu por motivos clínicos com pouco mais de meia hora de jogo. Sem nota.
Elkeson - Hábil com a bola nos pés, era a principal esperança da equipe no campo de ataque. Não repetiu as boas atuações anteriores, mas mesmo assim deu trabalho à defesa oponente. Nota 7.
Maicosuel - Abusou do direito de tentar jogadas individuais, quando poderia optar pelo mais simples: procurar um companheiro livre. Teve seu jogo prejudicado pela falta de uma referência na área, embora nem isso justifique o excesso de individualismo. Nota 5,5.
Herrera - Aplicado e voluntarioso, desdobrou-se como único atacante da equipe, muitas das vezes tendo de se afastar da área para buscar jogo e criar chances. Faltou-lhe um companheiro para dialogar, mas mesmo assim foi premiado com um gol e ainda sofreu pênalti ignorado pelo árbitro José de Caldas Souza. Nota 8.
Lucas - Entrou ainda no primeiro tempo no lugar de Éverton. No apoio, pouco ajudou. Na marcação, permitiu que se estabelecesse um carnaval fora de época pelo seu setor. Prêmio sob medida para um torcida que insiste em vaiar o Alessandro. Nota 3.
Cidinho - Entrou no segundo tempo e seu grande mérito foi o de dar maior agilidade ao setor de meio-campo, mas sem conseguir necessariamente encaixar alguma jogada mais aguda. Ou seja, mais barulho do que eficácia. Nota 6.
Caio - A única alteração bem feita do treinador foi quando escolheu colocá-lo no lugar de Somália. Mas o jogo já estava com 36 minutos no 2º tempo. Sem nota.
Caio Júnior - Infeliz ao escolher improvisar Lucas quando precisou substituir Éverton; demorou demais para tirar Somália e trazer um homem de frente, parecendo que o empate não o incomodava. O pior é que o time esteve perto de levar a virada no segundo tempo. Nota 3.
Setor Leste Inferior praticamente lotado na fria noite de quinta-feira.
Torcedor botafoguense se desespera com atuação da equipe durante o segundo tempo.
Vídeo exclusivo de chance desperdiçada pelo Botafogo após cobrança de escanteio.


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