domingo, 15 de julho de 2012

Botafogo 1a1 Fluminense: Mexida no intervalo ajudou e quase viramos o jogo

Em se tratando de um clássico do peso de um Botafogo e Fluminense (batizado como "Clássico Vovô", o mais antigo do futebol brasileiro) e por ambos os clubes atravessarem grande momento na temporada, foi uma decepção o público de cerca de 17.000 presentes no estádio. Isso posto, pelo menos as duas torcidas estiveram mais focadas em apoiar seus times e, após o momento no qual empatamos a partida, foi uma coisa linda testemunhar o hino do Botafogo ecoando entre os setores Norte e Oeste.

Começamos o jogo mal, assistindo o Fluminense jogar, atacar, rodar a bola, colocar bola na trave. Estávamos encolhidos territorialmente numa partida onde Cidinho parecia perdido, Renato era sub-aproveitado, Lucas se mostrava fora do tempo de jogo tanto no ataque quanto na defesa e Elkeson tinha poucas oportunidades de trabalhar a posse de bola perto da área oponente.

Mas veio o intervalo, e com ele a ótima mexida de Oswaldo de Olivera: Fellype Gabriel foi colocado no lugar de Cidinho, e o time passou a ter maior facilidade de fazer a transição ao ataque, envolvendo a defesa tricolor sobretudo nas jogadas que envolviam Fellype, Márcio Azevedo e Andrezinho, o melhor jogador em campo. Não nos abatemos quando o Fluminense abriu o placar, com Fred ("pra variar") e empatamos o jogo em lance onde Márcio cruzou e Andrezinho cabeceou. E quase viramos, pois aos 30 minutos Fellype recebeu livre um passe de Elkeson, mas parou em defesaça de Ricardo Berna.

Precisamos, com urgência, fortalecer nosso sistema defensivo no jogo aéreo. O empate-quase-vitória poderia ter sido uma derrota basicamente devido a esse tipo de jogada: Fred fez gol, mandou na trave e colocou perto do canto direito, em três cabeceios onde levou vantagem sobre a "marcação". Tudo leva a crer que o time melhorará muito com Clarence Seedorf dentro de campo. Mas a defesa, insisto, requer uma atenção especial. O próprio goleiro Jéfferson tem vacilado nos lances pelo alto.

Atuações

Jéfferson - Não mostrou segurança nas jogadas aéreas, dando a impressão de que poderia intervir em alguns lances onde preferiu acompanhar visualmente. Nota 5.

Lucas - Parecia fora do tempo de jogo, atrasando na marcação de Carlinhos e no apoio às jogadas de ataque. Nota 4.


Antônio Carlos - Um lindo drible em Fred, que deixou o camisa nove caído no gramado. Fora isso, ineficaz nas tentativas de ligação direta e vacilante nas bolas levantadas na área. Conseguiu intervir pelo chão para evitar o pior em cruzamentos rasteiros. Nota 6.

Fábio Ferreira - Melhor que seu companheiro de zaga, mas também cometendo alguns erros com a posse de bola. Foi bem no trabalho de fazer a cobertura. Nota 7.

Márcio Azevedo - Bastante participativo, foi um dos poucos do time a fazer bom primeiro tempo. No segundo, esteve ainda melhor, trabalhando bem a bola pelo lado esquerdo e sendo autor do cruzamento para o gol de Andrezinho. Nota 9.

Lucas Zen - Não foi um marcador implacável, mas procurou estar sempre cercando o jogador com a posse de bola que caísse pelo seu setor. Pouco acrescentou na tentativa de fazer a transição ao ataque, dando lugar para Jádson após 78 minutos em campo. Nota 6.

Renato - Um jogador da sua categoria não pode ficar correndo atrás da bola pra disputar de cabeça. Mas esse foi o cenário no primeiro tempo. No segundo, até trabalhou mais a posse de bola, mas não conseguiu ditar o ritmo da partida, como costuma fazer. Nota 6.

Vítor Júnior - Veloz, procurou dificultar a saída de bola tricolor ao impôr correria e marcação-pressão nos defensores, mas seu esforço não surtiu efeito pois faltavam companheiros para auxiliarem. Com a bola, pouco conseguiu produzir. Nota 5,5.

Andrezinho - Nosso melhor jogador em campo. Soube impôr velocidade nos contra-ataques, cadenciar no momento em que o time se compunha ofensivamente, descolando bons passes e tabelas com os companheiros. Foi premiado com o gol de empate, aproveitando, de cabeça, cruzamento de Márcio Azevedo. Nota 9,5.

Cidinho - Com sua baixa estatura já é difícil vê-lo em campo. Quando joga mal então... O fato é que o time melhorou muito após o intervalo, quando o inoperante Cidinho deu lugar para Fellype Gabriel. Nota 2.

Elkeson - Buscando jogo, teve seu rendimento melhorado depois da entrada de Fellype Gabriel, tendo dado ótimo passe para o que tinha tudo para ser o gol da virada. Nota 7.


Fellype Gabriel - Ajudou a melhorar o time, participando muito bem das jogadas de ataque e descolando boas trocas de passe, principalmente pelo lado esquerdo. Iria coroar sua atuação se marcasse o gol que parecia certo aos 30 minutos, quando recebeu livre mas parou na perna direita do goleiro. Nota 8.

Jádson - Ficou cerca de quinze minutos em campo, tempo pequeno demais para dar maiores avaliações e suficiente para aplicar um chapéu num adversário e aumentar a qualidade na saída de jogo da equipe. Sem nota.

John Lennon - Foi difícil entender o motivo da saída de Márcio Azevedo, mas o fato é que Lennon foi a campo aos 42 minutos da etapa final e muito pouco pôde fazer. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - Acertou na mexida realizada no intervalo, dando uma nova cara a um time que fez primeiro tempo fraco. Os erros da equipe ao se defender das bolas cruzadas pelo alto precisam ser corrigidos - no ataque, o time buscou realizar tabelas para penetrar na zaga tricolor, sem tanto sucesso. Nota 7.


Galeria de imagens (capturadas a partir do Setor Norte)


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