domingo, 23 de setembro de 2012

Botafogo 2a2 Corinthians: Mais Uma Aula De Seedorf

Estou ficando bom na arte de chegar às arquibancadas com o jogo em andamento. E, curiosamente, tem saído gol rapidinho quando isso acontece. Foi assim diante do Náutico, quando não vi o gol de letra de Elkeson e, hoje com o Corinthians, a lentidão na linha 238 sentido Água Santa me fez perder cerca de 20 minutos de partida, suficiente para saírem os três primeiros gols do jogo (quando um funcionário na catraca disse que estava 2a1 Corinthians, achei que fosse algum tipo de gozação).

De toda forma, vi um Botafogo com bom volume de jogo na busca pelo empate. Pelo lado do Corinthians, uma equipe sólida na composição e bem distribuída em campo, parecia ter grande noção do que fazer e quando fazer. Várias facções corinthianas marcaram presença em peso no setor Norte, tentando empurrar o time visitante. Douglas atuava em bom nível, mostrando facilidade para encontrar jogadores livres e escapar da marcação.

Mas aqui o foco é o Botafogo, e, por falar em marcação, Dória fez mais uma ótima partida. Firme, atento e eficiente, o jovem zagueiro mostrou mais uma habilidade: a de inverter o jogo através de lançamentos longos, o que indica que o jogador tem visão periférica acima da média. Principalmente da média de zagueiros nesse Botafogo, haja visto Fábio Ferreira, que às vezes parece estar jogando com os olhos vendados, sem saber pra onde chutar.

Lucas pela falta de precisão e Márcio Azevedo pela falta de participação dificultaram demais a transição ao ataque pelos flancos do gramado. Fellype Gabriel também não fazia grande partida mas, felizmente, havia um certo Clarence Seedorf para ser o fator de desequilíbrio (pra não dizer que levava o time como um todo nas costas). Seu segundo gol foi pra coroar a atuação (o primeiro não cheguei a tempo de assistir).

Por sinal, a mexida de Oswaldo de Oliveira ao trocar Márcio Azevedo por Nicolás Lodeiro foi excelente. Puxou Fellype Gabriel para a lateral-esquerda e enconstou o uruguaio em Elkeson, permitindo maiores possibilidades de tramas de jogadas beirando a área adversária, coisa que estava difícil dado o isolacionismo do pseudocamisa nove. Empatamos e, se não vencemos, temos de lembrar de uma arbitragem que apareceu pelo lado negativo. Ora confusa, ora equivocada, como na não-marcação de um pênalti sobre Jádson.

Um time que joga com essa postura, que apresenta esse poder de reação e que, em dois jogos com o campeão da Libertadores, marcou quatro pontos, merece um lugar no G4. Carecemos de presença de área, chegando a ser uma covardia depender tanto da genialidade de Seedorf. Mas é notório como temos qualidade na meiuca (dá-lhe holandês!) e como a presença de Dória subiu o nível na defesa. Falta o homem-gol. Às vezes fico pensando que Túlio Maravilha, com seus quarenta e não sei quantos anos, contando com a colaboração de Seedorf, Andrezinho e Lodeiro, poderia já ter passado da marca do milésimo...

Como cheguei com um atraso que me impediu de assistir três gols, prefiro não elaborar aquela análise das atuações com notas para os jogadores. De toda forma, fica aqui registrado o show de Seedorf, a participação positiva da torcida após o gol de empate e a arbitragem abaixo da crítica.

Galeria de imagens (caputradas a partir do setor Leste Superior)



sábado, 15 de setembro de 2012

Arsenal Silenciando Os Corneteiros

Os empates sem gol nas duas primeiras rodadas na Premiership 2012-3 (Sunderland em casa e Stoke City fora) foram suficientes para que alguns viessem a praguejar sobre a temporada do Arsenal.

Na sequência, vitória sobre o Liverpool em pleno Anfield Road (2a0). E hoje, goleada por 6a1 sobre o Southampton, no estádio Emirates. Pergunta-se: cadê os críticos de ocasião?

Se são movidos meramente pelos resultados, que continuem sumidos. Próxima parada é na França, onde faremos a estréia na Liga dos Campeões, diante do Montpellier (clube de onde contratamos Olivier Giroud). Uma vitória teria benefício duplo, pois largaríamos bem na competição continental e ganharíamos ainda mais moral para a partida seguinte, pelo Campeonato Inglês, diante do atual campeão Manchester City.

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Botafogo 1a1 Internacional: Sem Seedorf, Com 'Seedinho'

Foi positiva a atitude do Botafogo dentro de campo e dos botafoguenses nas arquibancadas. O time, no gramado, tentou impôr seu estilo de jogo. A torcida, no estádio, empurrou a equipe com cânticos e apoio que duraram a maior parte do tempo.

Porém, pelos menos dois obstáculos se apresentaram para evitar a vitória naquela noite de quinta-feira. Um deles foi o Internacional, que se propôs a jogar em contra-ataque, concentrado no campo de defesa e saindo em velocidade, apostando no nosso erro - e nós cometemos alguns. Outro deles foi a ausência de Clarence Seedorf, muito sentida num time que cria pouca coisa a partir da intermediária ofensiva. É possível também elencar um terceiro obstáculo, que foi o árbitro Elmo Resende, (ir)responsável por não marcar pênalti claro em Elkeson, perto do final do jogo.

Mais comentários sobre a partida podem ser vistos no blógui Jogada De (E)feito.

Atuações

Jéfferson - Correspondeu no pouco que precisou participar, isento de qualquer culpa no gol de Leandro Damião. Nota 7.

Lucas - Teve uma atuação regular, sem o brilho que supostamente possa se esperar de um jogador recém-convocado para a seleção brasileira nem os erros que supostamente possam se esperar de alguém que já vacilou bastante ao longo da temporada. Nota 6.

Fábio Ferreira - Único vaiado na noite, não teve uma atuação comprometedora, mas cedeu espaços pelo seu setor. ´Precisará trabalhar forte para reconquistar a confiança dos torcedores. Nota 5.

Dória - Dezessete anos de idade e muita personalidade. Firme no jogo aéreo, atento e preciso para dar o bote em jogada de mano-a-mano, já mostra qualidades para se manter entre os titulares. Tá dando gosto de ver. Nota 8.

Márcio Azevedo - Omisso, com uma ou duas chegas até a linha-de-fundo durante todo o tempo de jogo. Mesmo quando as jogadas pediam sua aproximação, se mantinha mais atrás. Resta saber se foi opção do treinador ou espontaneidade própria. Nota 2.

Jádson - Marcou e saiu para o jogo com qualidade, algumas vezes articulando a saída ao ataque e auxiliando Andrezinho na criação. Saiu aos trinta minutos do segundo tempo. Nota 8.

Gabriel - Sua parceria com Jádson na proteção à defesa funcionou bem, embora tenha ficado para trás em algumas jogadas de velocidade. Deu belo chute no segundo tempo, espalmado por Muriel. Nota 7.

Lodeiro - Teve dificuldades para se desvencilhar da marcação, carregando a bola e procurando opções, mas, na prática, pouco produzindo. Nota 5.

Andrezinho - O elemento de maior mobilidade no campo de ataque, certamente teria rendido mais se Seedorf estivesse em campo. Nota 7,5.

Fellype Gabriel - Não foi capaz de envolver os adversários que caíam pelo seu lado. Talvez se Márcio Azevedo aparecesse por ali, seu trabalho seria facilitado. O fato é que o time melhorou depois que deu lugar a Cidinho. Nota 5,5.

Elkeson - Mostrou mais uma vez não ter o cacoete de centroavante. Sua mobilidade foi muito mais de um sexto homem de meio-campo que de uma referência no ataque. De toda forma, sofreu um pênalti não marcado pela arbitragem e se esforçou. Nota 6.

Cidinho - Após sua entrada, o time ganhou em movimentação, aumentando a aproximação à área adversária. Marcou o gol em jogada onde esbanjou senso de posicionamento e oportunismo, características dignas de um... centroavante. Nota 8,5.

Sassá - Atuou por cerca de vinte minutos, tendo entrado no lugar de Lodeiro. Pouco efetivo quando com a bola, acabou não sendo uma substituição proveitosa. Sem nota.

Jéferson Paulista - Apesar de ter entrado aos trinta minutos do segundo tempo (pouco tempo em campo para dar uma nota ao jogador), foi fundamental na busca pelo empate, sendo o autor de linda assistência para o gol de Cidinho. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - A falta de jogadas de penetração escancarou a dependência de Seedorf. A atuação demasiado recuada de Márcio Azevedo, se agradou ao treinador, não deveria, principalmente tendo em vista a nulidade da equipe pelo lado esquerdo de ataque. Precisa corrigir o posicionamento nos escanteios, pois também contra o Náutico o time passou dificuldades em contra-ataques adversários originados nesse tipo de lance. As substituições foram corretas. Nota 6.

Torcida - Onze mil presentes que abraçaram o time e empurraram na busca pela vitória, pelo empate (exceção às vaias para Fábio Ferreira) e pela virada. Participação positiva mais pela postura que pelo qualitativo que pelo quantitativo. Nota 8.

Galeria de imagens (capturadas a partir do setor Leste Inferior).



Temos também esses dois vídeos: "Da Euforia À Depressão No Engenhão" e "Torcida Botafoguense Empurra O Time No Engenhão"

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Botafogo 3a1 Náutico: Sufoco e superação

Longe de ser uma vitória convincente, os três pontos conquistados na tarde de domingo diante do Náutico serviram para mostrar um Botafogo competitivo e esforçado na busca pelo objetivo de adentrar na zona de classificação para a próxima Copa Libertadores da América.

Desfalcado em todos os setores, o time foi escalado com diversos atletas jovens provenientes das divisões de base do clube. Um ótimo sinal no sentido de que há um trabalho produtivo sendo desenvolvido com a garotada, mas foram tantos os vacilos cometidos que a vitória foi talvez mais uma questão da sorte nos sorrir do que um mérito propriamente dito.

Mais sobre o jogo pode ser lido em "Botafogo Passa Sufoco, Mas Vence Náutico E Segue Subindo".

Atuações

Renan - Entre erros e acertos, conseguiu uma importante defesa para evitar o empate do Náutico. Pode estar longe de ser uma unanimidade, mas cada vez mais vai ganhando a confiança dos torcedores, já consolidado como reserva de Jéfferson. Nota 7.

Lucas - Já rendeu mais no apoio, hoje sendo muito mais um homem para fechar a defesa pela direita do que para se apresentar como alternativa no ataque. Prefiro vê-lo mais solto em campo, o que não necessariamente represente irresponsabilidades com a defesa. Nota 6.

Brinner - Uma de suas atuações mais inseguras, sobretudo quando com a bola nos pés, onde errou passes simples e recuou ao goleiro quando tinha outras alternativas mais viáveis. Felizmente, não comprometeu. Nota 5.

Dória - Dezessete anos de idade e uma personalidade incrível. Tem muito o que evoluir tecnicamente, mas já se apresenta como nome para o plantel principal e pode ser considerado uma grata promessa para o futuro. Nota 6.

Lima - Jogou o básico e embora tenha sido às vezes envolvido nas jogadas adversárias, mostrou bom senso de posicionamento na maioria das vezes. Nota 6.

Jádson - Parece cada vez mais à vontade com a camisa botafoguense e, mesmo com os retornos de Marcelo Mattos e Renato, deverá disputar uma posição entre os onze iniciais. Nota 7,5.

Gabriel - Esforçado, ajudou na proteção à defesa. Cometeu um pênalti típico dos inexperientes, erro que se justifica pela pouca idade. Nota 7.

Fellype Gabriel - Ponto de equilíbrio no meio-campo, foi figura relevante para a transição ao ataque e recomposição na defesa. Caiu de rendimento no segundo tempo e, aparentemente cansado, foi substituído no final. Nota 7.

Andrezinho - Com duas assistências para Elkeson e um gol em momento fundamental (o Náutico ameaçava chegar ao empate), talvez tenha sido o grande nome da tarde. Está conseguindo ser rápido e objetivo com a bola nos pés, facilitando as chegadas ao ataque. Nota 9.

Clarence Seedorf - Esbanjando talento e consciência tática, mostra que cada passo que dá em campo tem alguma razão de ser. Mesmo sem ser brilhante, marcou presença com e sem a bola, tendo dado a assistência para o último gol do jogo. Nota 8.

Elkeson - Dois gols e vontade de ajudar. Ponto. A função de centroavante (ainda) não é a sua praia, mas para alegria dos botafoguenses, esteve numa tarde onde o oportunismo foi maior que o desperdício. Nota 8.

Vinícius - Entrou aos dezoito minutos do segundo tempo no lugar de um contundido Brinner, e foi muitas vezes envolvido nas jogadas do Náutico. Nota 4.

Gilberto - Apesar de todo o gás demonstrado nos pouco mais de vinte minutos em que esteve em campo, conseguiu a proeza de perder praticamente todas as disputas com os jogadores que caíam pelo seu lado. Precisa ficar mais esperto na marcação. Sem nota.

Cidinho - Entrou para dar velocidade a um time previsível e sob pressão do adversário. Em cerca de dez minutos no gramado, poucas vezes foi acionado. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - Sem sete ou oito jogadores considerados titulares, conseguiu armar um time que, embora oscilante, em nenhum momento perdeu a vontade de vencer o jogo. Nas substituições, fez simplesmente o que a ocasião pedia - antes tarde, do que mais tarde. Nota 7.

Torcida - Com cerca de dezoito mil presentes, a torcida foi sensacional quando passou a cantar forte exatamente no momento em que o Náutico pressionava na busca pelo empate. É esse o espírito da coisa - comparecer e jogar junto. Nota 8.

Galeria de imagens (capturadas a partir da bilheteria Oeste e do setor Oeste Superior)







domingo, 29 de julho de 2012

Botafogo 1a0 Figueirense: Quando a atuação é o que menos importa

Gramado horroroso. Público deprimente. Atuação irregular. Vitória sofrida. Estão aí quatro ingredientes que, juntos e misturados, deram o sabor da noite de sábado para o botafoguense que compareceu ao estádio Engenhão e assistiu, finalmente, a primeira vitória da equipe sob a batuta de seu camisa dez, Clarence Seedorf. Se o sabor foi doce ou amargo, cabe a cada um responder. Mas o fato é que o resultado foi muito bem-vindo e deve tranqüilizar o ambiente na busca por novas vitórias numa temporada onde a expectativa é de, no mínimo, a conquista de uma vaga na próxima Copa Libertadores da América.

Oswaldo de Oliveira pareceu bem-intencionado ao escalar a equipe com um meio-campo leve, composto por Renato, Fellype Gabriel, Andrezinho e Seedorf. O rendimento do time como um todo, embora decepcionante, não deve servir de justificativa para abandonar tal formação. Acontece que, com uma defesa um tanto irregular, a figura de um volante especificamente de contenção parece elemento obrigatório na meiuca alvinegra, que tem Marcelo Mattos e Lucas Zen lesionados e conta somente com Jádson à disposição como especialista na posição.

De positivo, a ótima atuação do zagueiro Brinner, que não apenas substituiu o suspenso Antônio Carlos sem decepcionar como ainda foi determinante para a manutenção do zero no placar, garantindo os três pontos. De toda forma, é difícil ficar tranqüilo quando se vê Fábio Ferreira cometendo erros graves (no plural mesmo) e a torcida vaiando com o jogo em andamento - deveríamos deixar os erros de dentro de campo não contagiarem as arquibancadas, por mais vazias que elas estejam. Mais sobre o jogo pode ser visto em "Botafogo Vence Figueirense, Mas Atuação Não Convence".

Atuações

Jéfferson - Defesas importantes ao longo do jogo e uma reposição de bola inteligente, procurando o jogador livre pelos flancos do campo. Sua última intervenção foi salvadora, bloqueando remate quando só havia ele e o atacante adversário, aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Nota 10.

Lucas - Irregular, algumas vezes abandonava o setor direito da defesa e aparecia no lado esquerdo, restando saber se era para fazer alguma espécie de cobertura ou se era apenas falta de noção de posicionamento mesmo. No apoio, quase nada acrescentou. Nota 3.

Brinner - Fundamental para a vitória, teve pelo menos duas intervenções providenciais, sendo a última delas com uma importância de gol, aos quarenta e cinco minutos do segundo tempo. Embora nem sempre levasse vantagem na marcação, cumpriu bem o seu papel, sobretudo pelo fiasco da atuação de seu companheiro de zaga. Nota 9.

Fábio Ferreira - Mandou para a estratosfera a paciência dos torcedores presentes, cometendo dois erros bisonhos ainda no primeiro tempo. Nota 2.

Márcio Azevedo - Apareceu menos vezes que o habitual para prestar apoio ao ataque, mostrando qualidade na maioria das vezes em que se apresentou no campo ofensivo. Na defesa, ficou mais correndo atrás dos adversários do que conduzindo a bola. Nota 5.

Fellype Gabriel - Teve disposição o bastante para auxiliar na marcação e no apoio, com um desempenho tático admirável. Mas pode jogar com mais qualidade do que isso, mesmo estando um tanto deslocado de sua posição original. Nota 6,5.

Renato - Apesar de dar bastante qualidade à saída de bola, com visão de jogo e passes apurados, sua função no jogo exige maiores cuidados na proteção à defesa, como por exemplo não segurar demais a bola nas proximidades da intermediária defensiva. Nota 6.

Andrezinho - Participativo, ajudou na fluidez ao ataque através de deslocamentos sem a bola e algumas tabelas de qualidade quando com ela dominada. Mostra-se como a melhor opção para jogar ao lado de Seedorf no meio-campo, tendo sido premiado com o gol da vitória. Nota 8,5.

Clarence Seedorf - Boa atuação, circulando pelo gramado conforme o andamento do jogo pedia - em alguns momentos, atuou mais recuado para organizar a saída de jogo; em outros, ficou mais adiantado e aumentou o poder de penetração da equipe nas jogadas de ataque. Parece ter um dom descomunal em entrar no ritmo de jogo, nem parecendo que este seja somente o 3º jogo oficial pós-férias. Nota 8.

Elkeson - Buscou abrir espaço na defesa adversária, colocou bola na trave, trocou alguns passes. Mas, mais uma vez, não conseguiu manter uma regularidade ao longo da partida. Nota 7.

Rafael Marques - Sua atuação pode não ter sido nem perto da ideal, mas foi muito acima do que o tom da cobrança proveniente das arquibancadas. É necessário paciência, caro torcedor. Gritar "El Loco" não deverá ajudar alguém que ainda está em fase de adaptação. Nota 4.

Vítor Júnior - Entrou no intervalo no lugar de Rafael Marques e melhorou a dinâmica ofensiva. Expulso aos trinta e três minutos pelo segundo cartão amarelo, quase complicou a vitória da equipe. Nota 2,5.

Jádson - Colocado em campo aos trinta e seis minutos do segundo tempo no lugar de Fellype Gabriel, entrou para proteger a defesa mas o fato é que o Figueirense criou diversas possibilidades de gol nos minutos finais. Sem nota.

Rodrigo Dantas - Entrou no finalzinho no lugar de Seedorf, aparecendo no jogo basicamente para que o torcedor lembrasse de um certo camisa treze uruguaio (visual parecido). Deu um chute forte em contra-ataque, mas sem direção. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - Uma proposta interessante a de escalar um meio-campo com bastante mobilidade, mas os sustos dados pela defesa mostraram que falta consistência nessa formação. Acertou nas substituições, e se elas não funcionaram melhor foi muito mais por questões técnicas do que táticas. Nota 5,5.

Vou aproveitar e também fazer uma análise pela atuação da torcida - uma torcida que cobra bastante do time mas que compareceu com cerca de 5.000 presentes na noite de sábado. Acho que o botafoguense que se desloca ao Engenhão deveria ver-se no evento como figura relevante para incentivar o time, evitando vaias antes do apito final, mesmo que a ocasião faça um convite ao contrário. Se fosse para dar uma nota pelo conjunto da torcida, hoje seria 1.

Galeria de imagens (capturadas a partir do Setor Norte)
 
P.S.: os leitores mais atentos perceberão que o título desse tópico tem relação com o do jogo em que perdemos para o Grêmio por 1a0, na estréia de Clarence Seedorf.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Botafogo 0a1 Grêmio: Quando o resultado é o que menos importa

Foi bonito demais ver o Engenhão com mais de trinta mil botafoguenses. A partida de estréia de Clarence Seedorf era certamente a mais aguardada na 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. E, embora o épico camisa dez esteja começando a temporada, já foi capaz de mostrar um pouco de sua enorme capacidade técnica. Precisamos caminhar juntos - torcida e time - na direção das nossas metas. A equipe apresentou algumas fraquezas durante a partida, como por exemplo na defesa, muitas das vezes exageradamente exposta ao ataque oponente. A torcida, se por um lado presente e festiva nos minutos que antecederam o apito inicial, ficou bastante calada após o intervalo - os cânticos entoados nos minutos finais, por coincidência ou não, foram celebrados quando o time pressionou os gremistas na busca pelo empate. Otimista que sou, prefiro acreditar que o as manifestações de apoio é que impulsionaram o time, e não o contrário. Temos mais dois jogos no Engenhão - Vasco e Figueirense - nas próximas rodadas, e se somarmos seis pontos, voltaremos a ficar próximos da zona de classificação para a Copa Libertadores da América 2012. Um desejo comum a time e torcida.

Mais sobre a partida pode ser lido em "Grêmio Vai Ao Engenhão E Vence Botafogo Em Plena Estréia De Seedorf" (um outro blógui que gerencio).

Atuações

Jéfferson - Com pelo menos duas grandes defesas (daquelas para justificarem o cântico "é o melhor goleiro do Brasil"), nosso camisa um mostrou mais uma vez as razões de estar cotado para titular na Copa do Mundo 2014. Nota 9.

Lucas - Apoiava pouco o ataque, algo que somado à atuação apagada de Vítor Júnior, enfraqueceu demais o jogo da equipe pelo lado direio. Na marcação, foi pouco combativo, embora sem necessariamente comprometer. Nota 4.

Antônio Carlos - Um pouco melhor na saída de bola que nas partidas passadas, dando preferência ao toque em detrimento daquelas rifadas provenientes de chutões para frente. Como marcador, vacilou algumas vezes. Nota 6.

Fábio Ferreira - Atuação no nível da do companheiro, o que mostra que nossa defesa precisa ou de ajustes relevantes ou de uma contratação de impacto. Nota 6.

Márcio Azevedo - Um bom começo de partida, apoiando bastante e abrindo espaços na zaga gremista através de rápidas transições da intermediária ofensiva até a linha-de-fundo. Caiu de produção na segunda etapa, mas ainda assim conseguiu incomodar a defesa oponente. Nota 7.

Lucas Zen - Soube dar combate no setor de meio-campo, cercando o jogador com a bola e encurtando os espaços ao adversário. Aos 37 minutos do segundo tempo, deu lugar para Willian. Nota 7.

Renato - É "chover no molhado" comentar sobre sua grande qualidade para a saída de jogo. Ajudou a equilibrar um setor de meio-campo que às vezes se mostrava confuso, além de auxiliar Zen na proteção à defesa. Após a saída de Zen, ficou como único volante alvinegro em campo. Nota 8.

Vítor Júnior - Sumido do jogo, acabou participando pouco das ações ofensivas. Mesmo assim, recebeu uma bola de Clarence Seedorf que quase resultou em gol, com o remate passando perto da trave direita. Nota 4.


Clarence Seedorf - Correu, ajudou na recomposição da marcação, mostrou capacidade criativa em alguns lances e deu ótimo passe para Elkeson, que desperdiçou a oportunidade. Muito bom para um estréia (ficou cerca de setenta minutos em campo) e tudo leva a crer que irá desenvolver seu jogo a medida que for ganhando ritmo e entrosamento. Nota 7.

Fellype Gabriel - Vai se mostrando um jogador inteligente taticamente, de importância dentro do elenco. Porém, há momentos em que parece faltar um pouco de "ambição" ao jogador, que poderia ser mais incisivo em determinados lances. Saiu aos 16 do segundo tempo, dando lugar para Andrezinho. Nota 6.

Elkeson - Não funcionou como centroavante. Além de participar pouco, parecia pouco à vontade no miolo da defesa gremista, tendo desperdiçado a maior chance do time em abrir o placar, quando recebeu bela bola de Seedorf e cabeceou torto. Na segunda etapa, teve Rafael Marques a seu lado no ataque e nem assim conseguiu "entrar no jogo". Nota 3.

Andrezinho - Nos cerca de trinta minutos em que esteve em campo, mostrou boa capacidade de organizar o jogo. Talvez tivéssemos sorte melhor se atuasse mais tempo ao lado de Seedorf (o holandês foi substituído oito minutos depois de sua entrada). Nota 7.

Rafael Marques - Ficou pouco mais de vinte minutos no gramado e mostrou bom senso de posicionamento como referência na área, escorando duas bolas no jogo aéreo, ambas não aproveitadas por ninguém. Parece mais apto à função de centroavante que Elkeson. Sem nota.

Willian - Entrou aos 37 do segundo tempo, aumentando o número de elementos de ataque na equipe. Correu e buscou jogo, mostrando, no mínimo, alguma personalidade. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - A defesa voltou a mostrar fragilidades, como por exemplo no lance do gol, onde ninguém interviu após "linha-de-passe" pelo alto. O setor de meio-campo trabalhou a bola, mas raramente conseguindo penetrar na defesa, talvez comprometido pelas atuações apagadas de Vítor Júnior e Elkeson. Nota 5.

Vídeo da torcida celebrando a estréia de Seedorf antes de a partida começar (clique e assista)

Galeria de imagens (capturadas a partir do Setor Norte)
 
 

sábado, 21 de julho de 2012

Olelê, olalá, Seedorf vem aí e o bicho vai pegar!

Caros botafoguenses, tudo conspira para irmos ao Engenhão nesse domingo. São Pedro abriu o tempo no Rio de Janeiro e o final-de-semana será de sol. O time faz boa campanha no Campeonato Brasileiro, não perde há quatro jogos e, diante do Grêmio, inicia uma seqüência de três partidas em seu estádio. E o mais importante: Clarence Clyde Seedorf, clássico camisa dez holandês e maior contratação de um estrangeiro feita na história do futebol brasileiro, estreará com a gloriosa camisa alvinegra.

E para quem se liga em superstição, tivemos outros ídolos que estrearam no mês de julho pelo Botafogo: Garrincha (19.07.1953), Zagallo (13.07.1958) e Manga (18.07.1959). Chegou a vez de Seedorf (22.07.2012)!

Vamos juntos!

Saudações alvinegras.

domingo, 15 de julho de 2012

Botafogo 1a1 Fluminense: Mexida no intervalo ajudou e quase viramos o jogo

Em se tratando de um clássico do peso de um Botafogo e Fluminense (batizado como "Clássico Vovô", o mais antigo do futebol brasileiro) e por ambos os clubes atravessarem grande momento na temporada, foi uma decepção o público de cerca de 17.000 presentes no estádio. Isso posto, pelo menos as duas torcidas estiveram mais focadas em apoiar seus times e, após o momento no qual empatamos a partida, foi uma coisa linda testemunhar o hino do Botafogo ecoando entre os setores Norte e Oeste.

Começamos o jogo mal, assistindo o Fluminense jogar, atacar, rodar a bola, colocar bola na trave. Estávamos encolhidos territorialmente numa partida onde Cidinho parecia perdido, Renato era sub-aproveitado, Lucas se mostrava fora do tempo de jogo tanto no ataque quanto na defesa e Elkeson tinha poucas oportunidades de trabalhar a posse de bola perto da área oponente.

Mas veio o intervalo, e com ele a ótima mexida de Oswaldo de Olivera: Fellype Gabriel foi colocado no lugar de Cidinho, e o time passou a ter maior facilidade de fazer a transição ao ataque, envolvendo a defesa tricolor sobretudo nas jogadas que envolviam Fellype, Márcio Azevedo e Andrezinho, o melhor jogador em campo. Não nos abatemos quando o Fluminense abriu o placar, com Fred ("pra variar") e empatamos o jogo em lance onde Márcio cruzou e Andrezinho cabeceou. E quase viramos, pois aos 30 minutos Fellype recebeu livre um passe de Elkeson, mas parou em defesaça de Ricardo Berna.

Precisamos, com urgência, fortalecer nosso sistema defensivo no jogo aéreo. O empate-quase-vitória poderia ter sido uma derrota basicamente devido a esse tipo de jogada: Fred fez gol, mandou na trave e colocou perto do canto direito, em três cabeceios onde levou vantagem sobre a "marcação". Tudo leva a crer que o time melhorará muito com Clarence Seedorf dentro de campo. Mas a defesa, insisto, requer uma atenção especial. O próprio goleiro Jéfferson tem vacilado nos lances pelo alto.

Atuações

Jéfferson - Não mostrou segurança nas jogadas aéreas, dando a impressão de que poderia intervir em alguns lances onde preferiu acompanhar visualmente. Nota 5.

Lucas - Parecia fora do tempo de jogo, atrasando na marcação de Carlinhos e no apoio às jogadas de ataque. Nota 4.


Antônio Carlos - Um lindo drible em Fred, que deixou o camisa nove caído no gramado. Fora isso, ineficaz nas tentativas de ligação direta e vacilante nas bolas levantadas na área. Conseguiu intervir pelo chão para evitar o pior em cruzamentos rasteiros. Nota 6.

Fábio Ferreira - Melhor que seu companheiro de zaga, mas também cometendo alguns erros com a posse de bola. Foi bem no trabalho de fazer a cobertura. Nota 7.

Márcio Azevedo - Bastante participativo, foi um dos poucos do time a fazer bom primeiro tempo. No segundo, esteve ainda melhor, trabalhando bem a bola pelo lado esquerdo e sendo autor do cruzamento para o gol de Andrezinho. Nota 9.

Lucas Zen - Não foi um marcador implacável, mas procurou estar sempre cercando o jogador com a posse de bola que caísse pelo seu setor. Pouco acrescentou na tentativa de fazer a transição ao ataque, dando lugar para Jádson após 78 minutos em campo. Nota 6.

Renato - Um jogador da sua categoria não pode ficar correndo atrás da bola pra disputar de cabeça. Mas esse foi o cenário no primeiro tempo. No segundo, até trabalhou mais a posse de bola, mas não conseguiu ditar o ritmo da partida, como costuma fazer. Nota 6.

Vítor Júnior - Veloz, procurou dificultar a saída de bola tricolor ao impôr correria e marcação-pressão nos defensores, mas seu esforço não surtiu efeito pois faltavam companheiros para auxiliarem. Com a bola, pouco conseguiu produzir. Nota 5,5.

Andrezinho - Nosso melhor jogador em campo. Soube impôr velocidade nos contra-ataques, cadenciar no momento em que o time se compunha ofensivamente, descolando bons passes e tabelas com os companheiros. Foi premiado com o gol de empate, aproveitando, de cabeça, cruzamento de Márcio Azevedo. Nota 9,5.

Cidinho - Com sua baixa estatura já é difícil vê-lo em campo. Quando joga mal então... O fato é que o time melhorou muito após o intervalo, quando o inoperante Cidinho deu lugar para Fellype Gabriel. Nota 2.

Elkeson - Buscando jogo, teve seu rendimento melhorado depois da entrada de Fellype Gabriel, tendo dado ótimo passe para o que tinha tudo para ser o gol da virada. Nota 7.


Fellype Gabriel - Ajudou a melhorar o time, participando muito bem das jogadas de ataque e descolando boas trocas de passe, principalmente pelo lado esquerdo. Iria coroar sua atuação se marcasse o gol que parecia certo aos 30 minutos, quando recebeu livre mas parou na perna direita do goleiro. Nota 8.

Jádson - Ficou cerca de quinze minutos em campo, tempo pequeno demais para dar maiores avaliações e suficiente para aplicar um chapéu num adversário e aumentar a qualidade na saída de jogo da equipe. Sem nota.

John Lennon - Foi difícil entender o motivo da saída de Márcio Azevedo, mas o fato é que Lennon foi a campo aos 42 minutos da etapa final e muito pouco pôde fazer. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - Acertou na mexida realizada no intervalo, dando uma nova cara a um time que fez primeiro tempo fraco. Os erros da equipe ao se defender das bolas cruzadas pelo alto precisam ser corrigidos - no ataque, o time buscou realizar tabelas para penetrar na zaga tricolor, sem tanto sucesso. Nota 7.


Galeria de imagens (capturadas a partir do Setor Norte)


domingo, 8 de julho de 2012

Botafogo 3a0 Bahia: Com as bênçãos de Seedorf

O Botafogo teve um sábado para botafoguense nenhum botar defeito. Quer dizer, poderia ter sido ainda melhor se o estádio estivesse lotado, mas os vinte mil alvinegros presentes no Engenhão puderam festejar antes, durante e depois do jogo. Antes porque foi apresentado oficialmente o colossal reforço Clarence Seedorf, craque holandês que atuou em algumas das principais equipes do mundo. Durante porque a atuação da equipe foi muito satisfatória, com desenvoltura na criação de jogadas e solidez na defesa. E depois porque o resultado de 3a0 e tudo o mais que ocorreu na tarde/noite de sábado eram dignos de comemoração.

Vamos agora às atuações dos jogadores do Botafogo. Para ler mais sobre a partida, acesse Atuação Para Holandês Ver.

Jéfferson - Defendeu tudo que lhe coube, mas assustou nas bolas recuadas em que não podia usar as mãos. Nota 8.

Lucas - Manteve uma regularidade ao longo da partida, participando do lance que seria o quarto gol alvinegro, incorretamente invalidado pela arbitragem. Cometeu um ou outro deslize na defesa. Nota 7.

Antônio Carlos - Entre erros e acertos, sua atuação não comprometeu. Foi agredido por Souza em lance onde o adversário deveria ter sido expulso, mas acabou levando cartão amarelo, a exemplo do agressor. Deu o passe para o segundo gol de Cidinho. Nota 6.

Fábio Ferreira - Preciso na cobertura e seguro no desarme, teve uma grande atuação, fazendo lembrar seus melhores desempenhos com a camisa alvinegra. Nota 9.

Márcio Azevedo - Esbanjou disposição e foi peça importante nas investidas pelo lado esquerdo, tendo dado assistência para o primeiro gol com cruzamento da linha-de-fundo. Nota 9.

Lucas Zen - Ajudou na proteção à defesa e soube fazer a transição ao ataque, sendo discreto quando precisava ser e participativo quando a jogada pedia. Nota 8.

Renato - Sua categoria dispensa comentários, foi lindo de ver o chapéu que aplicou num adversário e a serenidade com a qual deu seqüência ao lance. Cometeu alguns erros, mas os acertos compensam, como o passe para o gol de Elkeson. Nota 9.

Vítor Júnior - Fundamental no início de partida, quando marcou por pressão a saída de bola tricolor e foi insinuante com a posse de bola, ajudando a abrir espaços na defesa adversária. Aos poucos, seu rendimento foi caindo e pouco produziu no segundo tempo, dando lugar para Sassá. Nota 7,5.

Andrezinho - Conseguiu auxiliar nas jogadas de ataque mesmo sem ter a mesma velocidade de Vítor Júnior e Cidinho, mostrando boa leitura de jogo na distribuição dos passes. Aguentou os noventa minutos, mostrando estar bem fisicamente. Nota 8.

Cidinho - Autor de três gols (um deles invalidado erroneamente pelo árbitro), foi o protagonista da partida. Sua velocidade atormentou a defesa adversária, que na maioria das vezes era deixada para trás. Deu lugar para Fellype Gabriel, saindo de campo aplaudido e com o nome gritado pela torcida. Nota 10.

Elkeson - Se esforçou para se desvencilhar da marcação, tendo conseguido maior sucesso no segundo tempo, quando marcou um golaço e teve outras duas chances claras de balançar a rede. Nota 8.

Fellype Gabriel - Em campo por cerca de quinze minutos, correu bastante pelo lado esquerdo na tentativa de bloquear as investidas adversárias por aquele setor e de tentar levar o time ao ataque. Sem nota.

Sassá - Tratou de, através da correria, buscar espaços na defesa oponente durante os menos de dez minutos em que esteve em campo. Sem nota.

Jádson - Colocado no lugar de Elkeson para não dar chances ao azar nos minutos finais, fortaleceu a marcação no meio-campo ao lado de Lucas Zen, Renato e Fellype Gabriel. Sem nota.

Oswaldo de Oliveira - A equipe conseguiu ser veloz no ataque sem perder solidez na defesa, esboçando uma maneira de jogar que tem tudo para dar bons resultados. Nota 9.

Galeria de imagens (capturadas a partir do Setor Norte)

terça-feira, 1 de maio de 2012

Napoli 2a0 Palermo: Passo largo em direção à UCL

Fizemos a nossa parte no estádio San Paolo. Não foi a melhor das atuações coletivas, pois cometemos alguns vacilos na marcação e apresentamos dificuldades na transição ao ataque. Mas Goran Pandev esteve em noite inspirada e conduziu o time a essa importante vitória sobre o Palermo. Foi de Pandev o passe que resultou no polêmico pênalti, cobrado corretamente por Cavani. Foi de Pandev a assistência fantástica para Hamsik marcar o segundo gol da equipe. E Pandev ainda serviria Cavani no segundo tempo, só não saindo o terceiro porque o uruguaio errou o remate.

Lavezzi vai dando sinais de recuperar-se da contusão que o afastou dos titulares. Torço para que o hábil argentino retorne logo, mas acho por bem que Mazzarri mantenha Pandev entre os onze inciais. O quarteto envolvendo esses dois mais Hamsik e Cavani é de uma força respeitável, e tem tudo para nos conduzir às vitórias nas rodadas derradeiras. Isso sem falar que ainda temos a ótima opção de Eduardo Vargas entre os suplentes.

Napolitanos, animai-vos! Se vencermos os últimos três jogos da temporada, retornaremos na próxima UEFA Champions League e ainda gritaremos "é campeão"!

domingo, 29 de abril de 2012

Botafogo 3a1 Vasco: É campeão! É campeão! É campeão!

Oswaldo de Oliveira parece ter conseguido uma coisa bastante interessante em seu início de trabalho no Botafogo: reunir aspectos táticos positivos de dois treinadores que o antecederam no clube. O Alvinegro que venceu o Vasco e conquistou o título na Taça Rio 2012 esbanjou força sem a bola e competência na ligação direta saindo em contra-ataques, fazendo lembrar os tempos de Joel Santana nesse sentido. Mas se o Botafogo de Joel apresentava dificuldades em realizar tabelas, então nesse aspecto o Botafogo de Oswaldo mais se assemelha ao de Caio Júnior, mostrando-se envolvente principalmente quando cai pelos flancos do gramado.

Parece-me um time mais competitivo que os de 2010 e 2011 justamente porque consegue fazer isso: incorporar duas qualidades que não foram vistas juntas nos anos anteriores. É fato que o Vasco muito se enfraquece sem Dedé, mas há qualidades naquele elenco que não devem ser desprezadas. Isso aumenta o feito do Botafogo de chegar a abrir 3a0 no placar e alcançar a vitória sem maiores sustos - e olha que no Bota é tradição o título vir "sofrido". Mas tradição maior que essa é sermos campeões quando o outro finalista é o Vasco da Gama.

Então, solta o grito...



É campeão! É campeão! É campeão!

domingo, 22 de abril de 2012

Arsenal 0a0 Chelsea: Sobraram chances, faltou o gol

Se no duelo em Stamford Bridge pela Premiership o jogo entre esses dois times teve oito gols (vitória dos visitantes por 5a3), o reencontro entre Arsenal e Chelsea, dessa vez no estádio Emirates, não saiu do zero a zero. Mas engana-se quem pensa que a ausência de gol na partida tenha se dado por falta de oportunidades. Pelo contrário: a exemplo de quando enfrentara o Barcelona pelo jogo de ida na semifinal da Liga dos Campeões, o Chelsea viu a sorte lhe sorrir para não ser vazado pelo Arsenal. Duas bolas na trave e pelo menos duas grandes defesas de Petr Cech sacramentaram a igualdade no placar nesse clássico londrino.

O Chelsea foi a campo utilizando somente três atletas titulares diante do Barça: o goleiro (leia-se paredão) Cech e a dupla de zaga composta por Gary Cahill e John Terry. No segundo tempo, as entradas de John Obi Mikel, Juan Manuel Mata e Ashley Cole não melhoraram o time comandado por Roberto Di Matteo a ponto de tornar o Chelsea mais produtivo que os donos da casa.

Pelo lado do Arsenal, a participação incisiva de Robin van Persie merece destaque mesmo com o holandês não convertendo algumas chances que costuma colocar para dentro. Laurent Koscielny não somente foi muito bem como comandou com maestria todo o sistema defensivo da equipe dirigida por Arsène Wenger, conseguindo ajudar a conter as investidas do quarteto Malouda-Sturridge-Kalou-Torres. Tomás Rosicky também teve atuação destacável, sobretudo na grande qualidade do tcheco quando o assunto é posse de bola. E, como o departamento médico do Arsenal parece não parar quieto, Theo Walcott deixou o campo mal conseguindo caminhar, aparentando alguma lesão muscular na coxa.

O resultado final de 0a0 certamente foi muito mais comemorado pelo Chelsea, até porque a escalação do time denuncia que a Premiership foi colocada em segundo plano em relação ao cobiçado torneio europeu. De toda forma, a derrota do Tottenham para o Q.P.R. trouxe uma alegria para os torcedores de ambos os times.

Napoli 2a0 Novara: Esperança européia segue viva

Napoli e Novara fizeram, na 33ª rodada do Campeonato Italiano, um jogo, por assim dizer, diferente. Diferente antes da partida iniciar, pois as arquibancadas do estádio San Paolo tinham homenagens em diversos pontos a Piermario Morosini, que desencarnou em plena partida do Livorno diante do Pescara, causando comoção mundial dentro e fora do âmbito esportivo. Diferente logo no primeiro minuto de jogo, pois aconteceu algo absolutamente inusitado: o árbitro Daniele Doveri levou a mão esquerda ao ombro direito e acusou uma lesão. Foi atendido por médicos do Napoli, ficou deitado, sumiu de cena como se tivesse tomado o rumo dos vestiários e... retornou para apitar normalmente a partida! Tudo isso num período de tempo de cerca de vinte minutos, com direito ao quarto árbitro Gennaro Palazzino fazendo aquecimento no sentido de que passaria a assumir o apito. Diferente até no lance do primeiro gol: aos vinte minutos, o goleiro Alberto Fontana recebeu recuo de bola e, na tentativa de mandá-la para longe, presenteou Blerim Dzemaili. O volante suíço agiu rápido e serviu Edinson Cavani, que completou para o gol vazio.

O Novara, até aquele fatídico lance, se defendia bem. Não que não fosse ameaçado pelos napolitanos, mas pelo menos conseguia, aos poucos, encontrar uma maneira de manter a bola fora de sua área. Após o gol que praticamente caiu do céu, o Napoli passou a ter o privilégio de atuar da maneira que mais gosta: em contra-ataque. E, aos trinta e seis minutos, chegou ao segundo gol: Cavani chutou cruzado, Fontana espalmou e o zagueiro Paolo Cannavaro, livre, tratou de aproveitar o rebote e estufar a rede. 2a0 Napoli.

O Novara foi dar sua primeira finalização a gol aos vinte e quatro minutos do segundo tempo, em cabeceio bem defendido pelo goleiro Morgan De Sanctis. Aí muitos napolitanos podem pensar: 'bem, jogo 2a0, o adversário só coloca nosso arqueiro para trabalhar na marca de 69 minutos corridos, está tudo bem com o Napoli, obrigado'. Pois eu diria que o Napoli precisa abrir o olho na corrida pelo objetivo de participar da próxima Liga dos Campeões da Europa. Desfalcado de Ezequiel Lavezzi e Goran Pandev, Walter Mazzarri poderia tranqüilamente escalar o chileno Eduardo Vargas entre os titulares, mas o hábil jogador ex-Universidad de Chile só foi entrar aos vinte e um minutos do segundo tempo. Mazzarri preferiu escalar o time com Dzemaili, Walter Gargano e Gokhan Inler atrás de Marek Hamsik, com somente Cavani mais a frente. Pouco para um time que joga em casa diante do vice-lanterna. Pouco, principalmente, por considerar que Vargas estava disponível. Seria Walter Gargano - que atuou bem, justiça seja feita - o substituto de Lavezzi na cabeça de Mazzarri?

Na próxima rodada, o Napoli visita o Lecce no estádio Via del Mare. Lecce que, tentando escapar do rebaixamento, emplacou no empate com a Lazio, em Roma, seqüência de seis partidas de invencibilidade. Já o Novara, que não vence há cinco jogos e está seriamente ameaçado pelo descenso, recebe a Lazio em partida que interessa diretamente ao Napoli.

sábado, 21 de abril de 2012

Bangu 2a4 Botafogo: "Hat-trick" e algo mais

Sebastián "El Loco" Abreu foi figura protagonista no duelo que nos levou até a final na Taça Rio 2012. Não disputávamos uma final de turno no Campeonato Estadual desde o título conquistado em 2010 e a presença na decisão do domingo que vem, dia 29.04, muito se deveu à eficiência de Abreu. Eficiência essa que vem sendo muito maior com bola rolando - ou melhor, voando - do que em cobranças de pênalti. Pela sexta oportunidade nas últimas sete vezes em que cobrou uma penalidade máxima, nosso camisa treze não aproveitou. Mas o saldo de sua atuação nessa partida foi altamente positivo: três gols, belos passes e participação ativa no jogo. Ovacionado com justiça pelos torcedores.

A entrada de Maicosuel, que dessa vez foi a campo ainda no primeiro tempo (Renato sentiu alguma contusão, e fica desde já a torcida para que não seja nada sério), foi novamente em bom nível. Com arrancadas e tabelas em velocidade, o "Mago" teve a atuação premiada pelo quarto e último gol, em jogada individual. Mas é importante salientar que Maicosuel, em alguns momentos, pecou pelo excesso de toques na bola. Foi num erro seu que levamos o contra-ataque que resultou no segundo gol banguense. E por falar em erro, o que foi a atuação de Elkeson nessa noite de sábado? Uma vergonha! Nulo ofensivamente e lento para recompôr o meio, teve um desempenho horrendo.

Oswaldo de Oliveira, que acertou ao colocar Maicosuel e trazer Fellype Gabriel para desempenhar a função do Renato, errou ao trocar Abreu por Herrera numa noite onde o uruguaio era muito mais útil que Elkeson. A substituição mais natural seria trocar o camisa nove pelo dezessete, mantendo Abreu em campo. Espero que o treinador consiga arrumar uma defesa que parece fazer um esforço danado para complicar o que parece simples. E, hoje, as complicações para a defesa nasceram muitas das vezes em erros de passe que foram arrebentar lá atrás. Corrigindo tais vacilos, aumentaremos nossas chances de título diante de Flamengo ou Vasco.

Saudações alvinegras.

Galeria de fotos de Bangu 2a4 Botafogo (capturadas a partir do setor Oeste Superior)
 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sábado especial

Esse sábado de vinte e um de abril por si só já é especial em função do feriado de Tiradentes. Mas, nesse ano de dois mil e doze, fomos brindados com jogos de Arsenal, Napoli e Botafogo. Os três no mesmo dia e em horários não conflitantes. (:

Pela manhã (8h45 no fuso-horário de Brasília), teremos clássico londrino entre Arsenal e Chelsea, no estádio Emirates. Por estarmos na 3ª colocação com 64 pontos e o Chelsea encontrar-se em 6º lugar com sete pontos a menos, uma vitória nossa praticamente tira dos Azuis qualquer chance de entrar na zona de classificação direta para a próxima Liga dos Campeões da Europa (hoje eles têm dois pontos a menos que Tottenham e Newcastle, lembrando que o 4º lugar leva o clube a uma disputa de Champions League pré-fase de grupos).

Na parta da tarde (15h45 da capital brasileira), o Napoli recebe no estádio San Paolo o vice-lanterna na Série A. Com todo o respeito ao Novara - que já vi fazer boa partida nessa temporada -, mas não podemos sequer cogitar um resultado diferente da vitória nesse jogo. Depois desse duelo, faltarão cinco rodadas pra o desfecho do Campeonato Italiano, e hoje estamos seis pontos atrás da Lazio, que com o 3º lugar pega a última vaga para a próxima Liga dos Campeões.

À noite (18h30 de Brasília), o Botafogo enfrenta o Bangu no estádio Engenhão (que bem que poderia se chamar estádio Nilton Santos) para um confronto eliminatório valendo vaga na final da Taça Rio. Nossa última atuação, diante do Guarani, pela Copa do Brasil, não foi das melhores. Mas continuamos invictos na temporada e com possibilidades de buscarmos dois títulos nesse primeiro semestre. O Bangu merece respeito por parte dos botafoguenses, mas lá no "Niltão" quem dita o ritmo é o Fogão.

Que seja um ótimo sábado para todos nós, de preferência com vitórias de Arsenal, Napoli e Botafogo. Tenho planos de assistir as três partidas, inclusive marcando presença no estádio para ver o Alvinegro.

Saudações futebolísticas.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Botafogo 0a0 Guarani: Classificação e ponto

Não há muito o que extrair de positivo do empate sem gol no jogo de volta pela segunda rodada na Copa do Brasil 2012 diante do Guarani (fase dezesseis-avos-de-final). Havíamos atuado em bom nível na partida de ida, em Campinas, quando vencemos por 2a1. Dessa vez, no Rio de Janeiro, o time encaixou muito menos jogadas no ataque e levou alguns sustos na defesa.

Abreu ficou os noventa minutos na condição de suplente, e fica a impressão de que poderia ter sido utilizado pelo menos na ocasião em que Oswaldo de Oliveira tirou Elkeson de campo, mas o treinador escolheu colocar Brinner e terminar o confronto com três zagueiros centrais, além de Lucas Zen improvisado na lateral-direita (o titular Lucas cumpria suspensão). A entrada de Maicosuel pareceu ter aumentado um pouco a movimentação alvinegra pelo campo ofensivo, o que é um bom sinal no sentido de que o "Mago" está caminhando para reencontrar uma boa forma. Afinal, como não cansam de cantar os botafoguenses, "o Maicosuel voltou".

Quem também precisa voltar o quanto antes é o bom futebol da equipe. Sábado, teremos pela frente o Bangu, em novo jogo eliminatório - dessa vez valendo vaga na final da Taça Rio. Gostaria de ver o time atuando com Herrera e Abreu juntos. Não precisa nem ser entre os onze inicias, mas em algum momento da partida. Acho saudável para o time alternar o uso de formações táticas, embora a insistência no 4-2-3-1 crie uma tendência de encontrarmos um padrão de jogo. Mas que não seja um padrão de jogo como o visto nesse zero a zero diante do Guarani.

Na Copa do Brasil, nosso próximo adversário será o Vitória, que suou para passar pelo ABC. Seja lá o que isso queira dizer, afinal, o atual campeão da competição - o Vasco - também teve dificuldades quando cruzou com aquele clube.

Saudações alvinegras.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Botafogo 3a1 Friburguense: Vitória, invencibilidade e classificação antecipada

O ano de 2012 caminha muito bem para o Botafogo, obrigado. No domingo de Páscoa, a equipe recebeu o Friburguense no estádio Engenhão e venceu por 3a1 a partida válida pela 7ª rodada na Taça Rio, conseguindo classificação antecipada para a fase semifinal graças ao tropeço do Resende, que empatou em 1a1 com o Volta Redonda.

Sebastián "El Loco" Abreu (que atuara pela última vez no jogo de volta com o Treze, pela Copa do Brasil, tendo sido poupado das partidas com Duque de Caxias, Fluminense e Guarani), atuou como titular e deixou sua marca, abrindo o placar. Herrera, que entrou no lugar do capitão uruguaio, marcou os outros dois gols do Alvinegro de General Severiano - o gol do Friburguense foi marcado por Douglas Rosa.

O jogo

Com Andrezinho centralizado, Elkeson e Fellype Gabriel abertos pelos flancos e "Loco" Abreu como referência na frente, o Botafogo não demorou a encaixar seu jogo e mostrar quem é que manda no Engenhão. Mesmo assim, pequenos descuidos na defesa renderam alguns sustos aos impacientes torcedores alvinegros, que viram Jéfferson salvar a equipe aos nove minutos (bloqueando chute de Ricardinho) e aos vinte e quatro minutos (defendendo lindamente pênalti cobrado por Rômulo no canto direito, em infração apitada pelo árbitro Eduardo Cordeiro Guimarães quando, na realidade, Marcelo Mattos sequer tocou no adversário que caiu na área).

Com trinta e quatro minutos, Andrezinho ia dando enfiada de bola para servir um companheiro e o produto acabou saindo melhor que a encomenda: ao tentar fazer o corte, o jogador do Friburguense encaminhou a bola para Abreu, que pegou de primeira e concluir com a perna esquerda. 1a0 Botafogo.

O placar persistiu até o intervalo, mas chances de ampliar a diferença existiram. Aos quarenta e dois minutos, uma boa troca de passes deixou Fellype Gabriel de frente com o gol e, praticamente da marca do pênalti, o jogador chutou à esquerda da meta. No último lance da etapa inicial, Elkeson só não marcou um golaço de fora da área porque o goleiro Marcos espalmou lindamente.

Na volta do intervalo, a primeira chance mais clara de gol foi do Botafogo: aos catorze minutos, Elkeson recebeu em boas condições e chutou cruzado, carimbando a trave esquerda. No rebote, Abreu isolou ao bater na bola com a perna direita.

A entrada de Herrera no lugar de Abreu aumentou a movimentação no ataque botafoguense. Eram muitas trocas de passes, muitas aproximações do gol, mas em algumas vezes o time pecava pelo excesso de toques na bola. De toda forma, saiu o segundo gol aos trinta e seis minutos: em posição duvidosa, Fellype Gabriel recebeu em velocidade pela direita e tocou para Herrera, que concluiu e marcou 2a0.

É dito no futebol que 2a0 é um placar perigoso, e o perigo se torna ainda maior quando um jogador de defesa dá a bola de presente para um adversário. Foi o que aconteceu com o zagueiro Antônio Carlos, que saiu jogando errado e "serviu" Douglas aos quarenta minutos. O chute ainda desviou em Fábio Ferreira para enganar o goleiro Jéfferson, indo parar no canto direito.

Só que o risco de deixar a vitória escapar numa partida em que era flagrantemente superior foi minimizado logo no minuto seguinte: Márcio Azevedo acelerou a jogada avançando rapidamente com a bola dominada, tocou para Renato e o meio-campista, destaque na partida diante do Guarani, bateu na bola aparentando chutar ao gol, mas acabou foi dando uma assistência para Herrera marcar seu segundo gol no jogo, o terceiro do Botafogo.

Para a próxima partida, a tendência é que o treinador Oswaldo de Oliveira poupe alguns jogadores - já classificado no Estadual, o Botafogo tem com o Guarani uma partida eliminatória pela Copa do Brasil apenas três dias depois de visitar o Boavista. Oswaldo de Oliveira que deu uma declaração interessante sobre o lance em que Antônio Carlos vacilou (o do gol do Friburguense):
"O Antônio Carlos ficou estupefato com o próprio erro e ficou sem reação. Tem que ter reação. Não pode se entregar. Eu fico mais preocupado com a reação do que com o próprio lance. Já vi acontecendo com grandes zagueiros. Não pode se entregar"
Oswaldo de Oliveira que, falando nele, protagonizou bonita cena, ao sair de mãos dadas com os jogadores no momento da saída do campo rumo ao vestiário, mostrando para a torcida que o grupo está unido (uma resposta elegante àqueles "torcedores" mais impacientes que vaiaram alguns "escolhidos").

Já o Friburguense de Gérson Andreotti, vice-lanterna no grupo B, encerra sua participação no Campeonato Estadual Fluminense 2012 diante do Bonsucesso, sem chances de classificação nem riscos de despromoção. O Bonsucesso, este sim, jogará buscando a permanência na primeira divisão estadual.

Leia também o tópico sobre a fórmula de disputa do Campeonato Estadual no Rio de Janeiro.