domingo, 18 de setembro de 2011

Botafogo 1a1 Flamengo: Começou bem, terminou mal

Se pegarmos a partida disputada na tarde desse domingo no Engenhão e a dividirmos em duas partes - uma antecedendo e outra sucedendo o intervalo de jogo - poderemos dizer que cada time dominou uma. No primeiro tempo, nosso esquema de jogo funcionou muito bem - principalmente pelos lado do campo, com as constantes movimentações de Lucas e Herrera pela direita e de Cortês e Maicosuel pela esquerda. Felipe Menezes se atrapalhava pelo meio e ainda tinha que encarar os erros do árbitro Péricles Bassols, que na grande maioria das vezes ignorava infrações sofridas pelo camisa 10 mas não titubeava em apontar faltas quando Felipe supostamente as cometia.

Abrimos o placar na base do oportunismo de "Loco" Abreu, que cabeceou bem aos 25 minutos, estufou a rede e tirou onda na comemoração. Méritos na jogada também para o cruzamento certeiro de Lucas. No segundo tempo, isto é, na segunda parte, o Flamengo empatou cedo: aos quatro minutos, Jael dominou de costas para o gol e passou com estranha facilidade pela nossa defesa, chutando no canto direito. Nossa torcida até mostrou-se valente, incentivando o time mesmo quando a equipe parecia apática. E a apatia só não era punida com novos gols porque Jéfferson mostrava para quem quisesse ver o quanto merece ser o atual goleiro titular na seleção brasileira. A defesa que ele fez em chute de Renato Abreu, sem sequer dar rebote, foi uma coisa maravilhosa.

De resto, as mexidas de Caio Júnior foram para lá de infelizes. Se considerarmos que Lucas Zen até entrou bem no jogo, podemos dizer que tivemos sorte de o desfecho não ter sido pior. Mas, a julgar pelo futebol apresentado na primeira etapa, o empate teve um sabor de dois pontos perdidos. Ainda mais empatando com um time que vinha de quatro derrotas seguidas e que não vence no Campeonato Brasileiro há nove partidas. Agora é buscar recuperar o prejuízo na próxima rodada, quando teremos uma parada complicada: o Grêmio no estádio Olímpico de Porto Alegre. Que o Caio Júnior não repita a postura covarde vista por seu antecessor na última vez em que enfrentamos o Tricolor Gaúcho no Rio Grande do Sul. O segundo tempo do clássico esboçou isso.

Atuações


Jéfferson - Isento de responsabilidade no lance do gol de empate. Seguro durante todo o jogo e brilhante na intervenção em chute de Renato Abreu, evitando a virada. Nota 9.

Lucas - Uma ótima opção nas jogadas de ataque, fez o cruzamento que resultou no nosso gol. Na marcação, conseguiu dificultar o trabalho de Júnior César. Nota 8.

Antônio Carlos - Muito bem para quem estava retornando de contusão. Quase marcou o segundo, ainda no primeiro tempo. Nota 7.

Fábio Ferreira - Precisam explicar para ele que lá no setor onde ele joga, qualquer passe errado pode ser irreparável. Parecia que quem estava voltando ao time após período lesionado era ele, não seu companheiro. Nota 5.

Cortês - Oscilou na partida, mas nos momentos em que esteve bem conseguiu dar uma canseira em Leonardo Moura. Nota 6,5.

Marcelo Mattos - Um ou outro erro de passe e um ou outro momento em que poderia diminuir os espaços para Ronaldinho Gaúcho. Mas, no geral, uma partida firme. Nota 7.

Renato - Mesmo estando longe de render algo à altura das suas melhores atuações com essa camisa, mostrou-se o elemento mais lúcido na hora de "pensar o jogo". Nota 7.

Felipe Menezes - Errou bastante no primeiro tempo, tendo também sido vítima das decisões da arbitragem. No momento em que mais subiu de produção, foi substituído para dar lugar a Lucas Zen. Nota 6.

Maicosuel - Muito bem taticamente, mostrando compromisso com a defesa e apresentando-se como opção nas saídas em velocidade. Sua saída para a entrada de Cidinho foi uma das loucuras do treinador. Nota 8.

Herrera - Aplicado, foi figura fundamental para abrir espaços na defesa adversária. Feliz nas jogadas individuais, quase marcou um golaço de bicicleta. Sua saída para a entrada de Éverton foi uma escolha bastante questionável do treinador. Nota 7,5.

Abreu - Marcou o gol do time e esteve perto de desempatar a partida no segundo tempo. Por mais que tenha aparecido relativamente pouco, sua importância na equipe é incontestável. Nota 8.

Lucas Zen - Dentro daquilo que se espera dele, atuou em bom nível nos quase vinte minutos em que esteve em campo. Nota 7.

Éverton - Um cruzamento bem feito e nada mais, apesar do esforço em imprimir velocidade pela esquerda. Nota 6.

Cidinho - Movimentou-se, mas pouco criou. Essa tem sido a sua marca, mas não há muito o que fazer entrando aos trinta e oito minutos do segundo tempo. Sem nota.

Caio Júnior - Suas intervenções foram comprometedoras. Será difícil conseguir justificar as escolhas de tirar de campo Herrera e Maicosuel, sobretudo quando entre uma coisa e outra trocou Felipe Menezes por Lucas Zen. Acabou isolando "Loco" Abreu e facilitando a marcação adversária, embora tenhamos criado chances de desempatar. Nota 4.
 Acima, botafoguenses antes do início da partida, próximo à esquina entre as alas Norte e Oeste (~15:30h). Abaixo, o Setor Norte visto do Oeste Superior. Faltou a vitória para a festa ser completa.

Botafogo e Flamengo: Para unir o útil ao agradável

A 24ª rodada começou nesse sábado com dois concorrentes ao título goleando seus adversários (Vasco e São Paulo "combinaram" e fizeram 4a0 sobre Grêmio e Ceará, respectivamente). Nesse domingo, os jogos que mais chamam a atenção são exatamente os dois clássicos: o do Corinthians com o Santos e o nosso com o Flamengo. Se é matematicamente impossível alcançar a liderança nessa rodada (vale lembrar que temos um jogo atrasado para cumprir), a partida que faremos no Engenhão carrega consigo um forte aspecto psicológico: se vencermos o Flamengo, renovaremos o ânimo após a vexatória derrota por 5a0 para o Coritiba, na rodada passada.

Caio Júnior não chegou a confirmar a escalação para a partida, mas tudo indica que iremos a campo com Jéfferson (de volta após jogar os 90 minutos de quarta-feira com a seleção brasileira), Lucas, Antônio Carlos (retornando de contusão), Fábio Ferreira, Cortês (que também esteve entre os convocados na partida entre Brasil e Argentina), Marcelo Mattos, Renato, Felipe Menezes (que deverá substituir o suspenso Elkeson), Maicosuel, Herrera e "Loco" Abreu. Uma vitória nos manterá próximos da liderança e aumentará de oito para nove o número de partidas do Flamengo sem vencer. Para unir o útil ao agradável.

Nos vemos no Engenhão.

Saudações alvinegras.

domingo, 11 de setembro de 2011

Cesena 1a3 Napoli: Foi dado o primeiro passo

Conseguimos estrear com vitória na Série A 2011-2. Diante de um clube que jamais nos derrotou, fomos até o gramado sintético no estádio Dino Manuzzi e vencemos o Cesena por 3a1 (veja mais sobre o jogo em Jogada De (E)feito).

Ezequiel Lavezzi apareceu pouco, mas o suficiente para marcar o primeiro gol da partida e para por muito pouco não fazer mais um, ainda no primeiro tempo. Edinson Cavani ficou devendo, mas quem entrou muito bem foi Marek Hamsik: tudo bem que o Napoli já estava em vantagem numérica no momento da entrada do eslovaco, mas o rendimento de Hamsik foi tão elevado que chegou a parecer que estávamos com dois jogadores a mais. Goran Pandev, que chegou por empréstimo da Internazionale, só não deixou sua marca na estréia porque desperdiçou chance incrível, mandando no travessão um chute onde a baliza estava escancara a alguns metros de seus olhos e chuteiras. Ainda bem que o time já estava vencendo naquele momento...

Agora é atenção na Liga dos Campeões: quarta-feira teremos partida duríssima na cidade de Manchester, diante do City. É o retorno napolitano à mais relevante competição entre clubes europeus e, com a ajuda dos deuses do futebol, podemos surpreender o multi-milionário time adversário, que está com 100% de aproveitamento em quatro jogos na Premiership. Pela Série A, nosso próximo oponente é o Milan, em nossa primeira partida oficial no estádio San Paolo nessa temporada. Mas uma pedreira de cada vez, agora é a vez do Manchester City.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Liga dos Campeões, estamos aí! E que comece a Série A!

Graças à sensacional campanha na temporada passada, quando ficou em 3º lugar no Campeonato Italiano, o Napoli está de volta à Liga dos Campeões da Europa. Uma bênção dos céus, afinal, quem imaginaria que o time que foi declarado falido em agosto de 2004 (com uma dívida estimada em 70 milhões de euros) e que freqüentou a Série C na temporada 2005-6 pudesse, cinco anos depois, figurar em lugar de destaque no país tetracampeão mundial? Então lá vamos nós, disputar com Bayern de Munique, Manchester City e Villarreal duas vagas na fase oitavas-de-final da maior competição de clubes europeus.

Mas antes de iniciarmos nosso compromisso na UEFA Champions League, temos pela frente a disputa da Série A. Nossa estréia é nesse sábado, diante do Cesena, no estádio Dino Manuzzi. Na temporada passada, atuamos naquele campo e conseguimos uma vitória de virada pelo placar de 4a1, com todos os gols do jogo saindo no segundo tempo e com três deles acontecendo nos últimos dez minutos. Então, quase um ano depois, lá vamos nós para Cesena para buscar uma vitória na estréia da liga nacional.

Com a manutenção do tripé ofensivo formado pelo eslovaco Marek Hamsik, pelo argentino Ezequiel Lavezzi e pelo uruguaio Edinson Cavani, e com as contratações de jogadores interessantes como o suíço Gökhan Ínler (vindo da Udinese por €17,5M) e o macedônio Goran Pandev (trazido por empréstimo da Internazionale com custos de €2,7M), formamos um plantel qualificado para buscar coisas interessantes nessa presente temporada. Agora é torcer para que tudo corra bem e que o treinador Walter Mazzarri consiga encaixar um time capaz de trazer muitas alegrias à fanática torcida napolitana.

Botafogo 4a0 Ceará: Se melhorar, estraga

Sensacional.

Vou definir com a palavra acima o que achei do jogo entre Botafogo e Ceará no feriado de Independência. Isso inclui tanto o comportamento da torcida quanto o do elenco, numa tarde onde o Botafogo de Futebol e Regatas esteve à altura de sua grandeza. Para saber mais sobre o jogo, acesse "Engenhão Ou Camp Nou? Botafogo Goleia Ceará Com Casa Cheia E Futebol Arte".

Estamos não somente no caminho certo como também caminhando a passos largos. Dá-lhe Fogão! Veja abaixo uma seqüencia de vídeos exclusivos, com as bênçãos sobre um público presente de 42.000 pessoas. Isso é Botafogo.

Atuações

Jéfferson - Pouco exigido, mas pelo simples fato de estar presente em campo já influencia positivamente. Esteve até segunda-feira à serviço da seleção brasileira e, menos de 48 horas depois, participou da goleada com os companheiros. Nota 8.


Lucas - Muito bem no apoio (o que não é novidade) e, dessa vez, mostrou mais atenção no que tange a marcação. Parece estar se firmando no time. Nota 8.

Gustavo - Possivelmente a sua melhor atuação com a camisa alvinegra. Substituiu Antônio Carlos à altura e ainda soube cobrir alguns dos vacilos de seu companheiro de zaga. Nota 8.

Fábio Ferreira - Alguns erros com a bola nos pés, mas bastante dedicação na marcação. Se procurar fazer o mais simples, seu jogo deve render melhor. Nota 6.

Márcio Azevedo - Participou do primeiro gol cobrando o lateral para Elkeson. Apresentou atitude para partir pra jogada individual, mas não esteve no mesmo nível dos companheiros nem no apoio, nem na marcação. Seu grande deslize, porém, foi querer ir diretamente para o vestiário após ser substituído, aos cinco minutos do segundo tempo. Não é comportamento de um profissional. Nota 4.

Marcelo Mattos - Um gigante na proteção à defesa, permitindo que todo o restante do meio-campo avançasse ao ataque. Saiu com cãimbras faltando alguns minutos. Nota 9,5.

Renato - Estupendo. Sua distribuição de lançamentos para inverter o jogo o torna um jogador clássico, desses que dá gosto de ver jogar. Atuações nesse nível o credenciam a retornar à seleção brasileira. Nota 10.

Elkeson - Participativo, chama a responsabilidade e sempre se oferece ao jogo. Chutou, deu passe pra gol, movimentou-se, enfim, deu uma canseira danada na marcação adversária. E é difícil derrubar esse camisa 9. Nota 9.

Maicosuel - Novamente mostrou um papel tático fundamental, atuando pelo flanco esquerdo e ajudando a abrir espaços na defesa adversária. Como se não bastasse essa contribuição, deu a assistência para o terceiro gol com passe que faz pensar: será que o Mago tem olho nas costas? Nota 9.

Herrera - Dois gols, muita correria e aquela entrega de sempre. Acabou pecando pelo excesso, pois não precisava ter ido na bola chutada por Maicosuel na cobrança de falta onde foi marcado impedimento. Mas cumpriu seu papel com sobras. Nota 9,5.

Abreu - Era o elemento que menos aparecia no primeiro tempo, mas foi subindo de produção, marcou seu gol e terminou a partida esbanjando talento na função de camisa 10, distribuindo as bolas com imensa qualidade e visão de jogo. Nota 9.

Éverton - Nos pouco mais de quarenta minutos em que esteve em campo, descolou dois cruzamentos certeiros para o 2º e o 4º gols da equipe. Excelente retorno. Nota 8,5.

Cidinho - Entrou aos vinte e cinco minutos no segundo tempo substituindo Herrera e conseguiu marcar seu primeiro gol entre os profissionais. E de cabeça! Nota 7,5.

Alex - Entre erros e acertos nos menos de vinte minutos em que esteve em campo (entrou no lugar de Elkeson), procurou jogar pelo time e não comprometeu. Nota 6.

Alessandro - Não jogou, mas teve participação que merece ser lembrada: foi buscar Márcio Azevedo para trazer o companheiro ao banco de reservas, em atitude que mostra o quão esse lateral-direito é profissional e tem grande senso de grupo. Faz bem ao Botafogo contar com elementos da conduta do Alessandro. Com justiça, foi enaltecido pelos torcedores, que gritaram seu nome logo após o episódio. Nota 10.

Caio Júnior - O time funcionou em todos setores, mostrando organização com e sem a bola. Difícil saber até que ponto a vantagem numérica por mais da metade do jogo tenha influenciado no resultado, mas o fato é que o que estava ao seu alcance, foi bem desempenhado. Nota 10.
 O azul que dá cor às cadeiras sumiu. Muito melhor assim, um Engenhão em preto e branco.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Botafogo e Ceará: Tudo para fazermos uma linda festa nesse feriado nacional

Vivendo grande momento na temporada 2011, o Botafogo contará com algo raro nesse feriado de sete de setembro: um estádio Engenhão praticamente lotado. No momento dessa postagem, os torcedores botafoguenses - acompanhados de cambistas oportunistas - esgotaram os bilhetes disponíveis para a Ala Leste, totalizando 20.115 ingressos vendidos antecipadamente (dados oficiais).

Classificado para a fase oitavas-de-final na Copa Sul-Americana e bem cotado para a disputa pelo título no Campeonato Brasileiro, o Botafogo tentará, diante do Ceará, chegar à quinta vitória consecutiva na temporada - e pela quinta vez no mesmo campo de jogo, onde está invicto na competição. Se por um lado o time estará desfalcado de Antônio Carlos (machucado) e Bruno Cortês (suspenso), por outro é de se comemorar o que pode ser um diferencial positivo para a equipe nessa quarta-feira: a maciça presença da torcida e o alto astral em torno da convocação de Cortês, que chorou de emoção ao saber que foi chamado por Mano Menezes para os amistosos diante da Argentina, juntando-se ao goleiro Jéfferson na seleção brasileira.

O treinador Caio Júnior parece ter a dimensão exata de como administrar uma situação onde a euforia dos torcedores não gere "oba-oba" dentro das quatro linhas, mantendo a equipe focada no objetivo de conquistar mais uma vitória: "Cumprimos uma etapa, a de conquistar o torcedor com uma boa campanha. A segunda é de manutenção, com humildade, segurança e confiança. É preciso entender que cada jogo é uma história diferente. O importante é terminar bem o campeonato. O torcedor está empolgado, mas temos que manter os pés no chão e vencer a partida".

Este blogueiro teve na tarde dessa terça-feira uma saga para conseguir adquirir um ingresso para o jogo, encarando filas em dois postos de venda (em ambos faltaram papel para impressão dos bilhetes) e ainda tendo sua bicicleta furtada. Mas vida que segue, ingresso comprado e presença confirmada no estádio na expectativa de ver uma atitude semelhante à do clássico Vovô, diante do Fluminense, quando o Botafogo foi superior nas arquibancadas (em número e em atitude de apoio ao time) e, também, no desempenho dentro das quatro linhas. Resultado: viramos e vencemos aquela partida. Se for para ter alguma diferença entre esse jogo com o Ceará e aquele com o Tricolor das Laranjeiras, então, que seja uma goleada a nosso favor. Seria uma linda festa.

Matemática para assumirmos a liderança nessa rodada:

# Botafogo vence o Ceará;
# Corinthians perde para o Flamengo;
# São Paulo e Vasco não vencem Atlético Mineiro e Coritiba, respectivamente.

Do jeito que a rodada passada foi boa - e olha que nem entramos em campo -, é bom não duvidar que o torneio possa ter um novo líder.

Saudações alvinegras.

domingo, 4 de setembro de 2011

Mesmo sem jogar, estamos mais perto do topo

A Confederação Brasileira de Futebol passou por cima do regulamento por ela própria confeccionado e adiou a partida que faríamos nesse domingo com o Santos, na Vila Belmiro. Passemos ao largo dessas questões políticas - a impressão que dá é que quanto mais mexer no assunto CBF, mais fede - e foquemos na situação do Botafogo no Campeonato Brasileiro 2011. O fato é que três dos nossos concorrentes pelo título perderam seus jogos: o Corinthians para o Coritiba, o Vasco para o América Mineiro e o Flamengo para o Bahia. Isso quer dizer que, dada a distância de apenas três pontos para o topo da tabela e o débito de uma partida, podemos a qualquer momento assumir a liderança na competição.

Agora é mantermos o foco completamente na partida de quarta-feira, feriado nacional, quando receberemos o Ceará no estádio Engenhão para o nosso quinto jogo seguido naquele campo - e que pode vir a ser a quinta vitória consecutiva. A massa alvinegra, tão ausente das arquibancadas, fez um bonito papel na partida diante do Fluminense e tem tudo para ser um diferencial altamente positivo nessa nossa busca pelo título. Então, é comparecer ao Engenhão nesse sete de setembro, vibrar com o time, apoiar incondicionalmente e, se Deus quiser, festejar mais um triunfo da equipe. Nesse Brasileirão, ninguém venceu a gente no Engenhão. Agora imagina a nossa força com as arquibancadas lotadas e jogando junto. Vamos nessa!

Saudações alvinegras.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fluminense 1a2 Botafogo: Que venha a segunda metade do Brasileirão!

Foi muito saborosa a vitória conquistada sábado no clássico Vovô. Conseguimos conciliar uma grande atuação coletiva com uma performance parabenizável dos torcedores nas arquibancadas, ou seja, esmagamos o Fluminense dentro e fora das quatro linhas.

Para saber mais sobre o jogo, recomendo a leitura do texto "Melhor No Campos E Nas Arquibancadas, Botafogo Vence Fluminense". Agora, nossas atenções estão voltadas para a próxima quarta-feira, quando faremos jogo importante diante do Palmeiras, que está uma posição abaixo de nós.

As três vitórias consecutivas na temporada atestam o bom momento vivido pela equipe e esse quarto jogo seguido no estádio Engenhão tem tudo para ser festivo. Se o time se aplicar e a torcida se comportar de forma semelhante a do jogo de sábado, temos todos os motivos para crermos em nova vitória.

Saudações alvinegras.
 Fila do lado de fora: torcida botafoguense foi ampla maioria no estádio.
 Equipe entrando em campo na visão do setor Oeste Inferior.
Setores Norte e Oeste se agitam com a virada botafoguense: time e torcida reagiram bem.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Udinese 1a2 Arsenal: De virada e com classe

Muitas dúvidas pairavam sob o time do Arsenal que iria a campo em Udine para buscar uma vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa. Afinal, quantos são os times no mundo que não se abalariam com a perda de dois de seus principais jogadores? Pois foi sem os negociados Fàbregas e Nasri - e ainda desfalcado de Jack Wilshere - que o Arsenal venceu a Udinese por 2a1 e avançou na mais importante competição clubística européia. Focado no ataque desde o início e sabendo atuar pelos flancos do gramado, Gervinho e Walcott foram figuras bastante atuantes e tiveram performances decisivas: o marfinense deu a assistência para o gol de van Persie enquanto o inglês concluiu a jogada do gol da virada.

Lá atrás, se Thomas Vermaelen e Johan Djourou tiveram dificuldades para acompanhar o rápido raciocínio de Antonio Di Natale, quem teve atuação admirável foi o goleiro polonês Wojciech Szczesny, que defendeu bolas aparentemente improváveis, incluindo uma intervenção sensacional em penalidade máxima cobrada por Di Natale. Aplausos para o arqueiro e para a postura da equipe, que foi ao Friuli com cara de Arsenal. E o Arsenal é isso: um clube grande demais para depender de meros mortais, por mais que sejam craques de bola como Cesc e Samir.

Em tempo: o sorteio da fase de grupos colocou-nos na chave F com Olympique de Marselha, Olympiakos e Borussia Dortmund. Somos favoritos ao lado dos alemães, mas é bom ficar ligado porque OM e Olympiakos não farão três viagens a passeio.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Botafogo 1a0 Atlético Mineiro: Valeu pela vaga, não pelo futebol

Se compararmos o rendimento do Botafogo apresentado sábado com o rendimento do Botafogo apresentado terça-feira (ou seja, três dias depois) diante do mesmo adversário - o freguês Atlético Mineiro -, é de se preocupar como conseguimos jogar tão mal essa partida de volta pela Copa Sul-Americana. Como torcedor, vou tentar me agarrar na idéia de que o Botafogo pretendido por Caio Júnior é algo mais próximo daquele que venceu por 3a1 variando as jogadas do que desse que venceu por 1a0 em pênalti pra lá de duvidoso.

A classificação se confirmou, o time continua vencendo, e temos todos os motivos para ficar ao lado da equipe e lotar as cadeiras que nos forem de direito no clássico Vovô, sábado. Porém, não devemos (nos) esconder uma realidade: por questão de detalhes, poderíamos tranqüilamente ter sido eliminados da Copa Sul-Americana. Noutras palavras, para garantir o título continental teremos que jogar muito mais bola do que jogamos nessa terça-feira. Mas a princípio, tudo bem. Voltemos a atenção ao Campeonato Brasileiro. E que venha o Fluminense!

Atuações

Jéfferson - Soltou uma bola que, em se tratando de alguém do seu nível, poderia ter sido encaixada. Mas saiu no crédito com mais uma grande atuação, mostrando atenção e agilidade para ajudar a equipe nessa classificação. Nota 8.

Lucas - Não conseguiu levar vantagem quando se apresentava no campo de ataque e, na defesa, também era envolvido nas investidas de Richarlyson. Nota 5.

Gustavo - Não teve sua melhor atuação com essa camisa, justificando porque é hoje uma opção para o banco de reservas. Nota 5.

Fábio Ferreira - Se atrapalhou uma vez ou outra, mas no geral portou-se bem. Talvez com Antônio Carlos ao seu lado o desempenho pudesse ser melhor. Nota 6.

Cortês - Suas tentativas de passar pela marcação em jogadas individuais raramente funcionaram. Jogou somente o primeiro tempo, dando lugar para Márcio Azevedo. Nota 5.

Marcelo Mattos - Firme na marcação e prestativo quando o time precisava dele no campo de ataque, foi importante para "segurar a onda" nos momentos de grande superioridade atleticana. Nota 7,5.

Lucas Zen - Um jogador em formação, não dá para ser titular nessa equipe e também não dá para ser desprezado no elenco. Atuou sem empolgar nem comprometer. Nota 6.

Elkeson - O elemento ofensivo que mais deu trabalho aos adversários. Tentou tabelas, chutes de longe, enfiadas de bola e, entre acertos e erros, acabou tendo atuação destacável. Nota 7,5.

Felipe Menezes - Se por um lado não teve o mesmo rendimento da partida anterior, por outro voltou a mostrar talento no momento de "desafogar" as jogadas e encontrar um companheiro livre. Atuou somente até o intervalo, dando lugar para Alex. Nota 7.

Maicosuel - Novamente, uma atuação abaixo da dos seus companheiros na armação de jogadas. Embora esbanjando disposição, havia momentos em que parecia estar em outro fuso-horário, não acompanhando os contra-ataques puxados principalmente por Elkeson. Nota 5,5.

Herrera - Soube se virar bem entre os zagueiros adversários, cavando o pênalti e convertendo a cobrança. Nota 7,5.

Márcio Azevedo - Se Cortês não brilhou no primeiro tempo, Márcio Azevedo conseguiu ter atuação ainda mais ofuscada na segunda etapa. Nota 4.

Alex - Quase marcou o seu e, mais uma vez, mostrou se tratar de um jogador de qualidade. Se estivesse melhor entrosado com os companheiros, poderia render mais. Nota 7.

Alessandro - Na cerca de meia hora em que esteve em campo, fortaleceu o poder de marcação pelo seu setor e ainda se apresentou ao ataque para, basicamente, valorizar a posse de bola. Nota 7.

Caio Júnior - Responsabilizou o "desgaste" pela queda de rendimento. Não sei se uma queda tão brutal no nível de jogo possa ser responsabilidade unicamente de questões físicas, mas é fato que o time foi envolvido a ponto de ter a classificação colocada em risco, embora também tenham havido oportunidades de chegar ao segundo gol. Nota 5.
Torcedores se animam com a marcação do pênalti no final do primeiro tempo.

Vídeo exclusivo do gol do jogo: Herrera cobra o pênalti e Botafogo marca 1a0.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Botafogo 3a1 Atlético Mineiro: Caminhando na direção certa

Pegue qualquer time da Série A brasileira e retire a dupla de ataque titular. Agora pense no impacto que isso deverá causar no poder de fogo dessa equipe. No caso do Botafogo, a performance do conjunto praticamente compensou as ausências do lesionado "Loco" Abreu e do suspenso Germán Herrera, desfalques na partida em que vencemos o Atlético Mineiro por 3a1, com Elkeson abrindo o placar e Felipe Menezes marcando duas vezes. Fico tentando imaginar o que seria da partida se aquela dupla dos camisas 13 e 17 estivesse no Engenhão naquela noite de sábado e acredito que poderíamos ter conseguido uma bela goleada. Mas, retirando as suposições e trabalhando com os acontecimentos, o fato é que a equipe rendeu muito bem. A atuação de Felipe Menezes foi de grande nível, a ponto de ditar o ritmo das jogadas e envolver a defesa oponente sem precisar dar muitos toques na bola. Se não acontecer uma grande surpresa, nos classificaremos terça-feira na Copa Sul-Americana e entraremos no clássico Vovô, sábado, com um moral tão elevado que... bem, aguardemos o jogo de terça, com esse mesmo Atlético. O fato é que estamos caminhando na direção certa.

Atuações

Jéfferson - "Ô Mano, preste atenção, nosso goleiro é titular da seleção". Esse cântico entoado no segundo tempo foi preciso e fiel à atuação do goleiro na partida, que quando exigido mostra porque vem sendo convocado rotineiramente por Mano Menezes. Nota 9.

Lucas - Não foi o melhor dos marcadores na linha de defesa e não foi dos mais participativos no ataque, mas foi após um cruzamento certeiro desse jogador que saiu o primeiro gol da partida. Nota 7.

Antônio Carlos - Levou vantagem na maioria das jogadas que aconteciam pelo seu setor. Nota 8.

Fábio Ferreira - Talvez seu único débito em relação à dupla de zaga tenha sido na menor eficiência na saída de bola, quando quase fez uma lambança. Nota 7.

Cortês - Cresceu de produção após o intervalo e mostrou um pouco do seu repertório de habilidade. Participou na jogada do primeiro gol quando abriu o jogo na direita com Lucas. Nota 8.

Marcelo Mattos - Bem na marcação, embora em alguns momentos tenha sido deixado para trás em jogadas de velocidade do ágil time mineiro. Nota 7.

Renato - Auxiliou Marcelo na proteção à defesa e deu qualidade na conexão com os homens de frente, embora não tenha conseguido encaixar nenhuma enfiada de bola daquela que se espera de um jogador desse nível. Nota 7.

Elkeson - Abriu o placar com um gol usando a cabeça, fez a tabela no lance do segundo gol e foi presença marcante no campo ofensivo até o momento em que deu lugar a Thiago Galhardo. Nota 8,5.

Felipe Menezes - Atuou com uma elegância de fazer lembrar Zinedine Zidane. Preciso nos passes e nas finalizações e objetivo no momento em que tinha a bola consigo. Premiado com dois gols. Nota 9.

Maicosuel - Fez um primeiro tempo razoável e melhorou na etapa final, se soltando mais quando o placar ficou folgado e em alguns momentos fazendo lembrar aquele Maicosuel que encantou a torcida alvinegra antes de se transerir para o futebol alemão. Nota 7,5.


Alex - Conseguiu fazer aquilo que se espera de um pivô: participar das jogadas mesmo sem necessariamente tocar na bola, isto é, atraindo a marcação para liberar espaços na defesa. Participou do terceiro gol quando, de costas pra baliza, ajeitou para finalização do companheiro. Nota 7,5.

Cidinho - Entrou no lugar de Felipe Menezes e, na base da velocidade, deu uma canseira no setor direito da defesa atleticana. Mas, na prática, não produziu quase nada de interessante nos aproximadamente vinte minutos em que esteve em campo. Nota 6.


Thiago Galhardo - Pouco percebi nos cerca de quinze minutos em que atuou. Sem nota.

Alexandre Oliveira - Ficou pouco tempo em campo, o que talvez tenha sido a nossa sorte. Sem nota.

Caio Júnior - O time funcionou de maneira equilibrada, embora tenha passado alguns sustos nos minutos iniciais e também após construir o resultado (o Atlético Mineiro teve dois gols anulados em jogadas onde a defesa abusou do direito de confiar no talento do goleiro Jéfferson). Nota 8.
Torcida se anima com o 3º gol da equipe: 11.100 presentes na noite de sábado.
Vídeo exclusivo após o 1º gol do jogo: torcida botafoguense canta no setor Leste Inferior.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fàbregas foi-se, Nasri está saindo... e quem vem?

Com os ditos 29 milhões de euros pela venda de Cesc Fàbregas ao Barcelona e as dezenas de milhões de libras que o Manchester City mostra-se disposto a pagar por Samir Nasri, o Arsenal vai formando um caixa respeitável para investir no plantel. É bem verdade que Arsène Wenger tenha preferência por "ilustres desconhecidos", lapidando jóias brutas num processo que requer paciência (sobretudo aos torcedores curto-prazistas). Mas, que tal "brincarmos" de vermos nomes que cairiam bem na equipe e que estão dentro da atual realidade financeira do clube?

Goleiro

A Roma contratou Maarten Stekelenburg, o Lille trouxe Vincent Enyeama, o Manchester United fechou com David De Gea. O Arsenal poderia investir no russo Igor Akinfeev, jogador criado no CSKA Moscou e que tem a admiração de seu compatriota Andrey Arshavin, de quem ouviu que seria um dia o melhor do mundo e que gostaria que isso acontecesse jogando ao seu lado no Arsenal. Seria um nome de impacto para uma posição que tem o bom polonês Wojciech Szczesny, que daria um ótimo reserva do russo.

Defensor

21 anos de idade, ou seja, jovem. Parisiense de nascimento e jogador do Paris Saint-Germain, ou seja, fala o idioma de Wenger. Estão aí dois requisitos de um zagueiro altamente técnico e que tem todas as condições de brilhar na Premiership com a camisa do Arsenal. Creio que chegaria para assumir a titularidade ao lado de Thomas Vermaelen, encaminhando o irregular Laurent Koscielny para o banco de reservas. Ah! Esqueci de dizer o nome da fera: é Mamadou Sakho.

Lateral

As saídas de Emmanuel Eboué e de Gaël Clichy deram uma ligeira enfraquecida nos flancos da defesa. Um nome que poderia resolver ambos os lados numa tacada só seria o do alemão Philipp Lahm, que atua tanto pelo lado direito quanto pelo esquerdo. Marca com competência, apóia com eficiência, enfim, seria alguém para fortalecer o time e deixar ou Bacary Sagna ou Kieran Gibbs como opção no banco.

Meio-campista

Fàbregas foi-se, Nasri está saindo... não há como negar que a equipe precisará caprichar no(s) nome(s) para este setor, a fim de não ter uma grande queda no nível de jogo. Hoje vejo o nome do alemão Bastian Schweinsteiger como o ideal para a equipe: atleta versártil e de grande qualidade, encaixaria no time imediatamente. Juan Manuel Mata García, de 23 anos e atualmente no Valência, é um dos nomes mais especulados para chegar ao Arsenal. Não o conheço bastante, mas sei que trata-se de um jogador de talento acima da média e que, sem dúvidas, seria uma opção respeitável. Mas não sei se seria a melhor opção, talvez fosse interessante ir atrás de alguém da experiência de um Wesley Sneijder (apesar de Massimo Moratti não querer negociá-lo) ou da visão de jogo de um Freddy Guarín, que surge como uma opção teoricamente menos cara, menos badalada, mas altamente funcional.

Atacante

Não parece ser uma posição que o clube careça de reforços, até porque seguimos com jogadores como Robin van Persie e Theo Walcott, além das opções de Marouane Chamakh e Nicklas Bendtner, bem como das chegadas de Gervinho, Joel Campbell e Ryo Miyaichi. Mas se pintasse um jogador diferenciado para o setor, naturalmente traria melhorias ao time. Hernández (United) e Suárez (Liverpool) se adaptraram rapidamente à Premiership, Agüero (City) começou muito bem, então parece convidativo correr atrás de alguém para ser aquela referência de respeito lá na frente. Meu favorito seria Samuel Eto'o, mas ele parece estar a caminho do futebol russo. Que tal o nome de Nilmar, do Villarreal? Creio que faria uma grande dupla com van Persie, talvez até mesmo um trio com o holandês e também Gervinho.

Enfim, vamos torcer para que Wenger seja feliz em suas escolhas. Há nomes que merecem ser analisados com carinho, mesmo que eventualmente custem mais do que o técnico esteja habituado a pagar. De toda forma, no momento, dinheiro não é obstáculo para o Arsenal.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

#Botafogo107anos

Não é um clube qualquer. Para a FIFA, trata-se do 12º maior do século vinte.

Não é um escudo qualquer. Em análise envolvendo centenas de emblemas, o da estrela solitária foi eleito o mais bonito do mundo.

Diante disso, 12 de agosto não é uma data comum. Há exatos 107 anos surgia o Botafogo Football Club, de cuja fusão com o Club de Regatas Botafogo (fundado em 1º de julho de 1894) fez brotar o Botafogo de Futebol e Regatas, datado de 8 de dezembro de 1942.

E a maior grandeza do Alvinegro de General Severiano não está em sua sala de troféus. Lá podem-se encontrar títulos estaduais, regionais, nacionais e também de caráter internacional. A grande riqueza botafoguense está na parte humana da instituição: os grandes ídolos que vestiram essa camisa listrada. Quando a torcida canta que Didi, Garrincha e Nilton Santos já vestiram esse manto, logo remete a um passado de glórias que jamais poderá ser igualado por qualquer outro clube. Afinal, só há um Didi. Só há um Garrincha. Só há um Nilton Santos. Só há um Botafogo. O meu, o seu, o nosso Botafogo.

Parabéns ao clube que não tem vocação de costureiro, mas que mandou bordar algumas estrelas que hoje figuram acima do distintivo da seleção brasileira, a maior campeã de Copas do Mundo. O futebol é grato ao aniversariante de hoje. Viva o Botafogo!
 
Saudações alvinegras.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Botafogo 4a0 Vasco: Atuação irretocável

Quebramos a invencibilidade de seis partidas que o Vasco, atual campeão da Copa do Brasil, ostentava no Campeonato Brasileiro. E o que é melhor: com goleada. Nesses 4a0 pra cima do Cruzmaltino, o Botafogo jogou como Botafogo. Foi finalmente um time compatível à tudo aquilo que Caio Júnior afirmava aos microfones. É evidente que não podemos nos deixar levar pela empolgação de uma grande atuação, mas certamente pudemos perceber que há um grande potencial nessa equipe alvinegra: se jogarmos assim partida após partida, estaremos no final do ano na disputa por algo à altura das tradições do clube.

Sem muito mais a dizer, convido a cachorrada a saborear os gols do jogo. Teve de bola parada (Renato cobrando escanteio e Antônio Carlos cabeceando muito bem). Teve com enfiada de bola de Cortês (Herrera recebeu, Fernando Prass deu rebote e "Loco" Abreu conferiu). Teve bela emendada do nosso camisa 13 (Lucas cruzou da direita, Prass afastou na direção de Elkeson e o meia serviu o atacante uruguaio, que finalizou lindamente). Teve com assistência de Renato para Herrera, para fechar a goleada.

De resto, cabe dizer que o goleiro Jéfferson fez duas defesas sensacionais, que a defesa portou-se bem em todos os setores, que o meio-campo funcionou maravilhosamente bem, alternando cadência e velocidade com grande qualidade, e que o ataque não deu qualquer chance para o tão badalado zagueiro Dedé. Um show botafoguense. E só não rolou um "hat-trick" de Abreu porque o travessão e o goleiro vascaíno assim não quiseram. Partida para guardarmos na memória e pegarmos como referência para subirmos em direção ao topo.

Saudações alvinegras.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Empates para servirem de lição

A disputa da Copa Emirates, um torneio de caráter amistoso que nos últimos anos vem marcando o período de pré-temporada do Arsenal, mostra que o clube tem algumas feridas ainda não cicatrizadas. Se pegarmos como exemplos as partidas com Boca Juniors (2a2) e New York RB (1a1), vemos que em ambos os jogos a equipe saiu na frente (no caso do duelo com os argentinos, abrindo 2a0) mas acabou concedendo o empate, algo que perturbou os torcedores ao longo da temporada passada (com o Newcastle, em Saint James Park, fomos para o intervalo vencendo por 4a0 e o jogo terminou incrivelmente igualado em 4a4).

E a temporada 2011-2 começa oficialmente para nós exatamente diante do Newcastle, em St. James Park, em partida marcada para o sábado 13 de agosto. A Premiership trata-se de uma competição longa, mas isso não justifica que deva ser iniciada sem os devidos cuidados. Muitas das vezes o título da competição é decidido em um ou outro tropeço, que jamais podem ser recuperados. Se levarmos em consideração que logo após enfrentarmos os Magpies teremos pela frente os tradicionalíssimos Liverpool (Emirates Stadium, dia 20) e Manchester United (Old Trafford, dia 28), aumenta a relevância de estrearmos somando três pontos diante do time comandado por Alan Pardew.

Já que citamos o Boca Juniors no início dessa postagem, vamos brindar o duelo amistoso ocorrido em 30 de julho com um vídeo altamente descontraído, onde o blogueiro, vestindo uma camisa do Arsenal, visitou o estádio La Bombonera e foi muito bem recebido por lá. Fica a dica para todos que tiverem a oportunidade de ir a Buenos Aries: visitem o Museo de la Passión Boquense.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Botafogo 2a1 Avaí: Com esse futebolzinho, vitória apertada é goleada

Público pequeno (5.111 pagaram pra ver de dentro do Engenhão) e futebol menor ainda. Foi com esses ingredientes que o Botafogo voltou a vencer na temporada, após quatro partidas sem vitória. E o 2a1 pra cima do Avaí não dá motivo nenhum para o botafoguense se empolgar: tivemos novamente uma atuação irregular, vacilamos demais na defesa e, não fosse uma mãozinha estendida pelo auxiliar que acusou impedimento quando a bola balançava a nossa rede no que seria o gol de empate em 2a2, sabe Deus como seria o desfecho de uma partida onde levávamos pressão de uma equipe que faz péssima campanha no Campeonato Brasileiro.

Para amenizar um pouco as coisas, vale dizer que tivemos três relevantes desfalques no sistema defensivo: Fábio Ferreira (contundido), Antônio Carlos e Marcelo Mattos (suspensos). João Filipe, jovem zagueiro ex-Figueirense e que foi contratado nessa temporada, teve atuação pavorosa e deixou dúvidas se é digno até mesmo de compôr elenco. Os destaques da equipe ficaram por conta de Alessandro (novamente com bela atuação) e Herrera (esforçado e participativo). Pior do que João Filipe talvez somente Caio Júnior, que parecia ver uma partida diferente daquela que acontecia no gramado, cometendo a insensatez de tirar Herrera de campo quando Alexandre Oliveira estava visivelmente rendendo muito menos que o companheiro de ataque.

Agora teremos uma seqüência de quatro partidas complicadas: três fora de casa e um clássico com o Vasco. Se esse futebol apresentado nas últimas rodadas persistir no caminho do Botafogo, é bem provável que Caio Júnior esteja com os dias contados frente ao Alvinegro.

Atuações


Jéfferson - Correspondeu nos raros momentos em que foi exigido, não tendo qualquer responsabilidade no lance do gol adversário. Nota 7.

Alessandro - Focado na marcação, conseguiu ajudar a fechar o seu setor no momento em que o Avaí pressionou. De quebra, mostrou qualidade quando se lançou ao ataque. Nota 8.

João Filipe - Se atrapalha em bolas fáceis, não transmitindo confiança ao resto da defesa. Além disso, demonstrava lentidão para recompôr a posição. Nota 3.

Gustavo - Melhor que o companheiro de zaga (ainda bem, né?), tentou organizar a defesa e fazer algumas ligações diretas com o campo de ataque. Não empolgou, mas cumpriu o seu papel, principalmente se tratando de uma estréia. Nota 7.

Márcio Azevedo - Com a bola nos pés, mostrou grande desenvoltura no primeiro tempo, sendo o autor da assistência para o gol de empate. Parece ter cansado e ficou praticamente toda a segunda etapa no campo de defesa, onde vez ou outra era envolvido pelos adversários. Nota 5,5.

Léo - Atuou bem, subindo de produção conforme o jogo ia exigindo mais dele. Nota 7.

Renato - Com uma zaga insegura atrás de si, ficou mais dedicado à marcação do que ao apoio. Ruim para a partida, pois trata-se de um jogador de visão de jogo diferenciada. Nota 6.

Elkeson - Novamente atuou abaixo do que se espera de um jogador talentoso. De toda forma, mostrou empenho quando o time tinha um jogador a menos e ainda deu a assistência para o gol da virada. Nota 6,5.

Maicosuel - Entre erros e acertos, uma atuação de qualidade (principalmente quando optava por fazer o mais simples). Mostrou oportunismo e categoria no gol de empate. Substituído no segundo tempo para dar lugar a Felipe Menezes. Nota 7.

Alexandre Oliveira - Embora procurasse se deslocar para abrir espaços na defesa, parece se tratar de um jogador pesado, o que o convida a ficar mais na área do que fora dela. Não teve tantas oportunidades e era para ser a primeira - e não a última - opção ofensiva para ser substituído. Nota 4.

Herrera - Marcou um gol e, como costume, procurou o jogo. O time poderia ter um final de jogo menos dramático se o treinador não inventasse de tirá-lo de campo. Nota 8.

Felipe Menezes - Na cerca de meia hora em que esteve em campo, alternou entre alguns passes certos e erros primários. Parece totalmente fora de ritmo de jogo, o que dificulta uma avaliação. Nota 5.

Alex - Parece cada vez mais maduro esse jovem atacante revelado nas categorias de base. Participativo e incisivo, chegou perto de marcar um gol em jogada individual. Na ausência de Abreu, deveria ser a primeira opção para fazer dupla com Herrera. Nota 7.

Caio - Entrou no final e saiu contundido, deixando a equipe com um homem a menos dentro de campo. Sem nota.

Caio Júnior - Mesmo dando-lhe um crédito devido aos desfalques acumulados, fica difícil de entender o que passa pela cabeça do treinador quando opta por mexer no time. O time se perdeu no segundo tempo, piorou após as substituições e poderia ter saído de campo com um novo tropeço. Nota 2.
Germán Herrera festeja o gol da virada. Crédito da imagem: Terra.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Botafogo 0a2 Corinthians: O time é limitado ou o treinador que é fraco?

Com um gol sofrido no final de cada tempo, acabou a invencibilidade botafoguense com o mando de campo na Série A 2011 (a única derrota da equipe até então na competição havia sido na estréia, em São José dos Campos, diante do Palmeiras). Pra quem gosta de se abraçar às estatísticas, um alento: a partida em que perdemos para o líder Corinthians aconteceu em São Januário, isto é, continuamos invictos no que tange ao estádio Engenhão.

Mas vamos deixar esses dados - basicamente supersticiosos - de lado e observar os acontecimentos internos às quatro linhas. O que se viu no gramado foi um Botafogo pouco produtivo, que empacou no individualismo ineficaz de Maicosuel e na má atuação de Elkeson para praticamente não incomodar o goleiro corinthiano Júlio César. Uma finalização do atacante argentino Germán Herrera que carimbou a trave direita e uma nova conclusão na trave direita (dessa vez no segundo tempo, quando o estreante Alexandre Oliveira cabeceou em impedimento uma bola desviada por Herrera) pode ser considerado muito pouco para um time que traça planos de ingressar na próxima edição da Copa Libertadores da América.

Como se não bastasse o jogo ofensivo muito aquém do potencial da equipe, a defesa concedia espaços para o time visitante usar à vontade, contra-atacando em velocidade e chegando aos gols. Jéfferson e Marcelo Mattos estavam de volta, Renato fez sua estréia, Caio foi titular. Mas o futebol, novamente, passou longe de ser satisfatório. Caio Júnior não deve ser responsabilizado diretamente pelo resultado - repito: Maicosuel e Elkeson ficaram devendo naquela noite de quarta-feira - mas fica difícil entender o que leva o treinador a improvisar Lucas Zen como lateral-esquerdo. Muita coisa precisará ser melhorada para que o time reencontre as vitórias, que já não aparecem há três partidas.

Atuações

Jéfferson - Uma ou outra intervenção daquelas que mostram porque se trata de um goleiro de seleção. Isento de responsabilidade nos gols, que ocorreram com o sistema defensivo escancarado. Nota 7.

Alessandro - A figura mais lúcida com a bola nos pés. Praticamente não errou e ainda conseguiu propôr alternativas a um time burocrático na criação de jogadas. Nota 9.

Antônio Carlos - Não deu conta de marcar o ágil ataque adversário, mas também não deve ser responsabilizado diretamente pelos gols sofridos. Porém, pode - e deve - render mais que isso. Nota 5.

Fábio Ferreira - Atuação no nível de seu companheiro de zaga, com o diferencial de que foi mais participativo no ataque e se apresentou mais para o jogo. Nota 5,5.

Lucas Zen - Praticamente não apoiou o ataque (possivelmente por orientação do treinador) e, na marcação, foi envolvido diversas vezes. Não parece a melhor opção para a lateral-esquerda. Nota 4.

Marcelo Mattos - Pareceu mais lento do que o habitual, vacilando inclusive em lances mais simples. Nota 5.

Renato - Uma estréia onde já foi possível notar a sua qualidade com a bola nos pés e visão de jogo diferenciada. Talvez tenha faltado ritmo de jogo, mas o principal ele já tem: talento. Nota 6.

Elkeson - Para os torcedores que se acostumaram com boa atuação atrás de boa atuação, foi talvez a maior decepção da noite. Nota 4.

Maicosuel - Abusou do direito de insistir nas jogadas individuais. Errava uma, duas, três vezes e não se cansava de seguir tentando algo que era rotineiramente neutralizado pelos adversários, comprometendo o rendimento das jogadas de ataque da equipe. Nota 3.

Herrera - Buscando jogo, se apresentando, foi um dos elementos mais participativos no ataque alvinegro. Pôs bola na trave, atraiu a marcação, trocou passes, mas em alguns momentos demorou demais para desfazer-se da bola. Nota 7.

Caio - Aquela habitual transpiração que lhe é característica, mas faltou maior entendimento com os companheiros quando as jogadas se aproximavam do momento de conclusão. Nota 6.

Márcio Azevedo - Entrou no lugar de Lucas Zen e mostrou maior afinidade com a lateral-esquerda (o que não é nada mais que o natural). Nota 5.

Alexandre Oliveira - Foi colocado no lugar de Caio e seu principal momento foi quando, em impedimento, cabeceou uma bola na trave direita. Nota 5.

Thiago Galhardo - Substituiu Maicosuel, ficando pouco mais de um terço de hora em campo. Sem nota.

Caio Júnior - A equipe buscou ter a posse de bola, mas mostrou sérias dificuldades em o que exatamente fazer com ela. Para piorar, o time demonstrou-se frágil para lidar com os contra-ataques adversários. Foi hostilizado pela torcida, que gritou pelo nome de Cuca. Nota 4.
 Fila para entrada na arquibancada de São Januário: houve tumulto naquele setor.
Mais de 9.500 presentes acompanharam a partida na noite de quarta-feira.
Vídeo exclusivo do 2º gol corinthiano: botafoguenses hostilizaram treinador Caio Júnior.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Botafogo 1a1 Atlético Goianiense: Atuação atípica ou o retorno da realidade?

A boa atuação apresentada na rodada passada (vitória por 2a0, no Morumbi, sobre o São Paulo) passou muito longe do Engenhão na partida diante do Atlético Goianiense. No empate por 1a1, se tinha alguma equipe que fez por merecer a vitória, certamente não foi a alvinegra.

Abrimos o placar com quatro minutos (gol de Germán Herrera) e, aceitando as investidas adversárias, cedemos o empate dez minutos depois. Pouco producente e abusando de erros individuais, perdemos Éverton (contundido) com 33 minutos de partida. E aí Caio Júnior cometeu seu primeiro grande vacilo na noite, optando por colocar Lucas em vez de Cidinho (ou mesmo Caio ou Alex). É bem verdade que apesar da atuação ruim poderíamos ter ido para o vestiário em vantagem no placar, não fosse um erro de arbitragem quando Herrera sofreu pênalti e foi marcada simulação (com direito a cartão amarelo para o argentino, figura muito "visada" pelos senhores de apito).

Na segunda etapa, o Botafogo escancarava a necessidade de um homem de referência na área, pois as jogadas tentadas por Maicosuel, Elkeson e Herrera simplesmente não contavam com alguém posicionado para concluí-las. Caio Júnior trocou Alessandro por Cidinho, trazendo Lucas para a lateral-direita e mostrando simplesmente "queimar" uma substituição (poderia ter colocado Cidinho no lugar de Éverton ainda no primeiro tempo, e seguiríamos em campo com Alessandro em vez de Lucas, o que nos permitiria fazer uso de Caio e Alex).

E somente aos 36 minutos - antes tarde do que nunca? - o treinador abriu mão de jogar com dois volantes, trocando o improdutivo Somália por Caio. O negócio já estava zoneado demais e o cronômetro muito perto do final para que pudéssemos reivindicar melhor sorte. Aliás, a julgar pela bola que Márcio Azevedo salvou praticamente em cima da linha, o empate foi um ponto de lucro. A atuação é que foi um prejuízo tremendo...

Atuações

Renan - Vacilante no lance do gol (poderia tranqüilamente ter saído para interceptar a bola alçada na pequena área), teve maior atitude na etapa complementar e interviu duas ou três vezes para evitar o pior. Nota 6.

Alessandro - Bem na marcação, embora o gol adversário tenha passado pelo seu setor. Quando foi ao ataque, ajudou na manutenção da posse de bola e executou bons cruzamentos, inclusive com a perna esquerda. A sua saída de campo foi mais por pressão da parcela tola de torcedores alvinegros do que por convicção do treinador. Nota 8.

Antônio Carlos - Figura lúcida na defesa alvinegra, mas foi envolvido em diversos ataques atleticanos. Nota 6.

Fábio Ferreira - É muita ousadia no trato capilar e pouca eficiência no trato com a bola. Não chegou a comprometer, mas espera-se mais de um zagueiro que veste a camisa alvinegra desde 2010. Nota 5.

Márcio Azevedo - No 1º tempo, poderia ter sido mais acionado quando se apresentava pelo lado esquerdo (a maioria das vezes em liberdade). Na 2ª etapa, apareceu basicamente para salvar o gol da virada atleticana. Nota 6.

Lucas Zen - Combativo e esforçado, mas explicita que tem muito a amadurecer. Pode vir a se tornar um bom jogador, mas a princípio é muito mais uma opção para o banco de reservas do que para os onze iniciais. Volta, Marcelo Mattos! Nota 6.

Somália - Perdeu a bola no lance que deu origem ao gol de empate e foi tosco no segundo tempo tanto na marcação quanto no apoio. Demorou demais para ser convidado a se retirar das quatro linhas. Nota 2.

Éverton - Se apresentava para o jogo e, entre erros e acertos, saiu por motivos clínicos com pouco mais de meia hora de jogo. Sem nota.

Elkeson - Hábil com a bola nos pés, era a principal esperança da equipe no campo de ataque. Não repetiu as boas atuações anteriores, mas mesmo assim deu trabalho à defesa oponente. Nota 7.

Maicosuel - Abusou do direito de tentar jogadas individuais, quando poderia optar pelo mais simples: procurar um companheiro livre. Teve seu jogo prejudicado pela falta de uma referência na área, embora nem isso justifique o excesso de individualismo. Nota 5,5.

Herrera - Aplicado e voluntarioso, desdobrou-se como único atacante da equipe, muitas das vezes tendo de se afastar da área para buscar jogo e criar chances. Faltou-lhe um companheiro para dialogar, mas mesmo assim foi premiado com um gol e ainda sofreu pênalti ignorado pelo árbitro José de Caldas Souza. Nota 8.

Lucas - Entrou ainda no primeiro tempo no lugar de Éverton. No apoio, pouco ajudou. Na marcação, permitiu que se estabelecesse um carnaval fora de época pelo seu setor. Prêmio sob medida para um torcida que insiste em vaiar o Alessandro. Nota 3.

Cidinho - Entrou no segundo tempo e seu grande mérito foi o de dar maior agilidade ao setor de meio-campo, mas sem conseguir necessariamente encaixar alguma jogada mais aguda. Ou seja, mais barulho do que eficácia. Nota 6.

Caio - A única alteração bem feita do treinador foi quando escolheu colocá-lo no lugar de Somália. Mas o jogo já estava com 36 minutos no 2º tempo. Sem nota.

Caio Júnior - Infeliz ao escolher improvisar Lucas quando precisou substituir Éverton; demorou demais para tirar Somália e trazer um homem de frente, parecendo que o empate não o incomodava. O pior é que o time esteve perto de levar a virada no segundo tempo. Nota 3.

 Setor Leste Inferior praticamente lotado na fria noite de quinta-feira.
 Torcedor botafoguense se desespera com atuação da equipe durante o segundo tempo.
Vídeo exclusivo de chance desperdiçada pelo Botafogo após cobrança de escanteio.

sábado, 2 de julho de 2011

Pra começo de conversa

Saudações.

A idéia de criar essa página não é recente nem antiga, mas simplesmente atende uma demanda particular do blogueiro: abrir um espaço onde trate especificamente dos três times por ele mais admirados. O título "BotArseNapoli" já dá pelo menos uma idéia de quais seriam esses clubes. Não pegou? Então explico: Botafogo de Futebol e Regatas, Arsenal Football Club e Società Sportiva Calcio Napoli.


A paixão por essas instituições data de algo entre uma e duas décadas. Mas o que vem ao caso agora não é isso, e sim dar as boas-vindas a todos. Em especial a você que de alguma forma tem algum carinho por alguma dessas instituições. Mas também a quem simplesmente gosta de futebol - mesmo que eventualmente torça para algum time rival do Alvinegro Carioca, do Alvirrubro Londrino ou do Alviceleste Napolitano.

Fraternal abraço.