Se compararmos o rendimento do Botafogo apresentado sábado com o rendimento do Botafogo apresentado terça-feira (ou seja, três dias depois) diante do mesmo adversário - o freguês Atlético Mineiro -, é de se preocupar como conseguimos jogar tão mal essa partida de volta pela Copa Sul-Americana. Como torcedor, vou tentar me agarrar na idéia de que o Botafogo pretendido por Caio Júnior é algo mais próximo daquele que venceu por 3a1 variando as jogadas do que desse que venceu por 1a0 em pênalti pra lá de duvidoso.
A classificação se confirmou, o time continua vencendo, e temos todos os motivos para ficar ao lado da equipe e lotar as cadeiras que nos forem de direito no clássico Vovô, sábado. Porém, não devemos (nos) esconder uma realidade: por questão de detalhes, poderíamos tranqüilamente ter sido eliminados da Copa Sul-Americana. Noutras palavras, para garantir o título continental teremos que jogar muito mais bola do que jogamos nessa terça-feira. Mas a princípio, tudo bem. Voltemos a atenção ao Campeonato Brasileiro. E que venha o Fluminense!
Atuações
Jéfferson - Soltou uma bola que, em se tratando de alguém do seu nível, poderia ter sido encaixada. Mas saiu no crédito com mais uma grande atuação, mostrando atenção e agilidade para ajudar a equipe nessa classificação. Nota 8.
Lucas - Não conseguiu levar vantagem quando se apresentava no campo de ataque e, na defesa, também era envolvido nas investidas de Richarlyson. Nota 5.
Gustavo - Não teve sua melhor atuação com essa camisa, justificando porque é hoje uma opção para o banco de reservas. Nota 5.
Fábio Ferreira - Se atrapalhou uma vez ou outra, mas no geral portou-se bem. Talvez com Antônio Carlos ao seu lado o desempenho pudesse ser melhor. Nota 6.
Cortês - Suas tentativas de passar pela marcação em jogadas individuais raramente funcionaram. Jogou somente o primeiro tempo, dando lugar para Márcio Azevedo. Nota 5.
Marcelo Mattos - Firme na marcação e prestativo quando o time precisava dele no campo de ataque, foi importante para "segurar a onda" nos momentos de grande superioridade atleticana. Nota 7,5.
Lucas Zen - Um jogador em formação, não dá para ser titular nessa equipe e também não dá para ser desprezado no elenco. Atuou sem empolgar nem comprometer. Nota 6.
Elkeson - O elemento ofensivo que mais deu trabalho aos adversários. Tentou tabelas, chutes de longe, enfiadas de bola e, entre acertos e erros, acabou tendo atuação destacável. Nota 7,5.
Felipe Menezes - Se por um lado não teve o mesmo rendimento da partida anterior, por outro voltou a mostrar talento no momento de "desafogar" as jogadas e encontrar um companheiro livre. Atuou somente até o intervalo, dando lugar para Alex. Nota 7.
Maicosuel - Novamente, uma atuação abaixo da dos seus companheiros na armação de jogadas. Embora esbanjando disposição, havia momentos em que parecia estar em outro fuso-horário, não acompanhando os contra-ataques puxados principalmente por Elkeson. Nota 5,5.
Herrera - Soube se virar bem entre os zagueiros adversários, cavando o pênalti e convertendo a cobrança. Nota 7,5.
Márcio Azevedo - Se Cortês não brilhou no primeiro tempo, Márcio Azevedo conseguiu ter atuação ainda mais ofuscada na segunda etapa. Nota 4.
Alex - Quase marcou o seu e, mais uma vez, mostrou se tratar de um jogador de qualidade. Se estivesse melhor entrosado com os companheiros, poderia render mais. Nota 7.
Alessandro - Na cerca de meia hora em que esteve em campo, fortaleceu o poder de marcação pelo seu setor e ainda se apresentou ao ataque para, basicamente, valorizar a posse de bola. Nota 7.
Caio Júnior - Responsabilizou o "desgaste" pela queda de rendimento. Não sei se uma queda tão brutal no nível de jogo possa ser responsabilidade unicamente de questões físicas, mas é fato que o time foi envolvido a ponto de ter a classificação colocada em risco, embora também tenham havido oportunidades de chegar ao segundo gol. Nota 5.
Torcedores se animam com a marcação do pênalti no final do primeiro tempo.
Vídeo exclusivo do gol do jogo: Herrera cobra o pênalti e Botafogo marca 1a0.
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