segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Fluminense 1a2 Botafogo: Que venha a segunda metade do Brasileirão!

Foi muito saborosa a vitória conquistada sábado no clássico Vovô. Conseguimos conciliar uma grande atuação coletiva com uma performance parabenizável dos torcedores nas arquibancadas, ou seja, esmagamos o Fluminense dentro e fora das quatro linhas.

Para saber mais sobre o jogo, recomendo a leitura do texto "Melhor No Campos E Nas Arquibancadas, Botafogo Vence Fluminense". Agora, nossas atenções estão voltadas para a próxima quarta-feira, quando faremos jogo importante diante do Palmeiras, que está uma posição abaixo de nós.

As três vitórias consecutivas na temporada atestam o bom momento vivido pela equipe e esse quarto jogo seguido no estádio Engenhão tem tudo para ser festivo. Se o time se aplicar e a torcida se comportar de forma semelhante a do jogo de sábado, temos todos os motivos para crermos em nova vitória.

Saudações alvinegras.
 Fila do lado de fora: torcida botafoguense foi ampla maioria no estádio.
 Equipe entrando em campo na visão do setor Oeste Inferior.
Setores Norte e Oeste se agitam com a virada botafoguense: time e torcida reagiram bem.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Udinese 1a2 Arsenal: De virada e com classe

Muitas dúvidas pairavam sob o time do Arsenal que iria a campo em Udine para buscar uma vaga na fase de grupos da Liga dos Campeões da Europa. Afinal, quantos são os times no mundo que não se abalariam com a perda de dois de seus principais jogadores? Pois foi sem os negociados Fàbregas e Nasri - e ainda desfalcado de Jack Wilshere - que o Arsenal venceu a Udinese por 2a1 e avançou na mais importante competição clubística européia. Focado no ataque desde o início e sabendo atuar pelos flancos do gramado, Gervinho e Walcott foram figuras bastante atuantes e tiveram performances decisivas: o marfinense deu a assistência para o gol de van Persie enquanto o inglês concluiu a jogada do gol da virada.

Lá atrás, se Thomas Vermaelen e Johan Djourou tiveram dificuldades para acompanhar o rápido raciocínio de Antonio Di Natale, quem teve atuação admirável foi o goleiro polonês Wojciech Szczesny, que defendeu bolas aparentemente improváveis, incluindo uma intervenção sensacional em penalidade máxima cobrada por Di Natale. Aplausos para o arqueiro e para a postura da equipe, que foi ao Friuli com cara de Arsenal. E o Arsenal é isso: um clube grande demais para depender de meros mortais, por mais que sejam craques de bola como Cesc e Samir.

Em tempo: o sorteio da fase de grupos colocou-nos na chave F com Olympique de Marselha, Olympiakos e Borussia Dortmund. Somos favoritos ao lado dos alemães, mas é bom ficar ligado porque OM e Olympiakos não farão três viagens a passeio.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Botafogo 1a0 Atlético Mineiro: Valeu pela vaga, não pelo futebol

Se compararmos o rendimento do Botafogo apresentado sábado com o rendimento do Botafogo apresentado terça-feira (ou seja, três dias depois) diante do mesmo adversário - o freguês Atlético Mineiro -, é de se preocupar como conseguimos jogar tão mal essa partida de volta pela Copa Sul-Americana. Como torcedor, vou tentar me agarrar na idéia de que o Botafogo pretendido por Caio Júnior é algo mais próximo daquele que venceu por 3a1 variando as jogadas do que desse que venceu por 1a0 em pênalti pra lá de duvidoso.

A classificação se confirmou, o time continua vencendo, e temos todos os motivos para ficar ao lado da equipe e lotar as cadeiras que nos forem de direito no clássico Vovô, sábado. Porém, não devemos (nos) esconder uma realidade: por questão de detalhes, poderíamos tranqüilamente ter sido eliminados da Copa Sul-Americana. Noutras palavras, para garantir o título continental teremos que jogar muito mais bola do que jogamos nessa terça-feira. Mas a princípio, tudo bem. Voltemos a atenção ao Campeonato Brasileiro. E que venha o Fluminense!

Atuações

Jéfferson - Soltou uma bola que, em se tratando de alguém do seu nível, poderia ter sido encaixada. Mas saiu no crédito com mais uma grande atuação, mostrando atenção e agilidade para ajudar a equipe nessa classificação. Nota 8.

Lucas - Não conseguiu levar vantagem quando se apresentava no campo de ataque e, na defesa, também era envolvido nas investidas de Richarlyson. Nota 5.

Gustavo - Não teve sua melhor atuação com essa camisa, justificando porque é hoje uma opção para o banco de reservas. Nota 5.

Fábio Ferreira - Se atrapalhou uma vez ou outra, mas no geral portou-se bem. Talvez com Antônio Carlos ao seu lado o desempenho pudesse ser melhor. Nota 6.

Cortês - Suas tentativas de passar pela marcação em jogadas individuais raramente funcionaram. Jogou somente o primeiro tempo, dando lugar para Márcio Azevedo. Nota 5.

Marcelo Mattos - Firme na marcação e prestativo quando o time precisava dele no campo de ataque, foi importante para "segurar a onda" nos momentos de grande superioridade atleticana. Nota 7,5.

Lucas Zen - Um jogador em formação, não dá para ser titular nessa equipe e também não dá para ser desprezado no elenco. Atuou sem empolgar nem comprometer. Nota 6.

Elkeson - O elemento ofensivo que mais deu trabalho aos adversários. Tentou tabelas, chutes de longe, enfiadas de bola e, entre acertos e erros, acabou tendo atuação destacável. Nota 7,5.

Felipe Menezes - Se por um lado não teve o mesmo rendimento da partida anterior, por outro voltou a mostrar talento no momento de "desafogar" as jogadas e encontrar um companheiro livre. Atuou somente até o intervalo, dando lugar para Alex. Nota 7.

Maicosuel - Novamente, uma atuação abaixo da dos seus companheiros na armação de jogadas. Embora esbanjando disposição, havia momentos em que parecia estar em outro fuso-horário, não acompanhando os contra-ataques puxados principalmente por Elkeson. Nota 5,5.

Herrera - Soube se virar bem entre os zagueiros adversários, cavando o pênalti e convertendo a cobrança. Nota 7,5.

Márcio Azevedo - Se Cortês não brilhou no primeiro tempo, Márcio Azevedo conseguiu ter atuação ainda mais ofuscada na segunda etapa. Nota 4.

Alex - Quase marcou o seu e, mais uma vez, mostrou se tratar de um jogador de qualidade. Se estivesse melhor entrosado com os companheiros, poderia render mais. Nota 7.

Alessandro - Na cerca de meia hora em que esteve em campo, fortaleceu o poder de marcação pelo seu setor e ainda se apresentou ao ataque para, basicamente, valorizar a posse de bola. Nota 7.

Caio Júnior - Responsabilizou o "desgaste" pela queda de rendimento. Não sei se uma queda tão brutal no nível de jogo possa ser responsabilidade unicamente de questões físicas, mas é fato que o time foi envolvido a ponto de ter a classificação colocada em risco, embora também tenham havido oportunidades de chegar ao segundo gol. Nota 5.
Torcedores se animam com a marcação do pênalti no final do primeiro tempo.

Vídeo exclusivo do gol do jogo: Herrera cobra o pênalti e Botafogo marca 1a0.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Botafogo 3a1 Atlético Mineiro: Caminhando na direção certa

Pegue qualquer time da Série A brasileira e retire a dupla de ataque titular. Agora pense no impacto que isso deverá causar no poder de fogo dessa equipe. No caso do Botafogo, a performance do conjunto praticamente compensou as ausências do lesionado "Loco" Abreu e do suspenso Germán Herrera, desfalques na partida em que vencemos o Atlético Mineiro por 3a1, com Elkeson abrindo o placar e Felipe Menezes marcando duas vezes. Fico tentando imaginar o que seria da partida se aquela dupla dos camisas 13 e 17 estivesse no Engenhão naquela noite de sábado e acredito que poderíamos ter conseguido uma bela goleada. Mas, retirando as suposições e trabalhando com os acontecimentos, o fato é que a equipe rendeu muito bem. A atuação de Felipe Menezes foi de grande nível, a ponto de ditar o ritmo das jogadas e envolver a defesa oponente sem precisar dar muitos toques na bola. Se não acontecer uma grande surpresa, nos classificaremos terça-feira na Copa Sul-Americana e entraremos no clássico Vovô, sábado, com um moral tão elevado que... bem, aguardemos o jogo de terça, com esse mesmo Atlético. O fato é que estamos caminhando na direção certa.

Atuações

Jéfferson - "Ô Mano, preste atenção, nosso goleiro é titular da seleção". Esse cântico entoado no segundo tempo foi preciso e fiel à atuação do goleiro na partida, que quando exigido mostra porque vem sendo convocado rotineiramente por Mano Menezes. Nota 9.

Lucas - Não foi o melhor dos marcadores na linha de defesa e não foi dos mais participativos no ataque, mas foi após um cruzamento certeiro desse jogador que saiu o primeiro gol da partida. Nota 7.

Antônio Carlos - Levou vantagem na maioria das jogadas que aconteciam pelo seu setor. Nota 8.

Fábio Ferreira - Talvez seu único débito em relação à dupla de zaga tenha sido na menor eficiência na saída de bola, quando quase fez uma lambança. Nota 7.

Cortês - Cresceu de produção após o intervalo e mostrou um pouco do seu repertório de habilidade. Participou na jogada do primeiro gol quando abriu o jogo na direita com Lucas. Nota 8.

Marcelo Mattos - Bem na marcação, embora em alguns momentos tenha sido deixado para trás em jogadas de velocidade do ágil time mineiro. Nota 7.

Renato - Auxiliou Marcelo na proteção à defesa e deu qualidade na conexão com os homens de frente, embora não tenha conseguido encaixar nenhuma enfiada de bola daquela que se espera de um jogador desse nível. Nota 7.

Elkeson - Abriu o placar com um gol usando a cabeça, fez a tabela no lance do segundo gol e foi presença marcante no campo ofensivo até o momento em que deu lugar a Thiago Galhardo. Nota 8,5.

Felipe Menezes - Atuou com uma elegância de fazer lembrar Zinedine Zidane. Preciso nos passes e nas finalizações e objetivo no momento em que tinha a bola consigo. Premiado com dois gols. Nota 9.

Maicosuel - Fez um primeiro tempo razoável e melhorou na etapa final, se soltando mais quando o placar ficou folgado e em alguns momentos fazendo lembrar aquele Maicosuel que encantou a torcida alvinegra antes de se transerir para o futebol alemão. Nota 7,5.


Alex - Conseguiu fazer aquilo que se espera de um pivô: participar das jogadas mesmo sem necessariamente tocar na bola, isto é, atraindo a marcação para liberar espaços na defesa. Participou do terceiro gol quando, de costas pra baliza, ajeitou para finalização do companheiro. Nota 7,5.

Cidinho - Entrou no lugar de Felipe Menezes e, na base da velocidade, deu uma canseira no setor direito da defesa atleticana. Mas, na prática, não produziu quase nada de interessante nos aproximadamente vinte minutos em que esteve em campo. Nota 6.


Thiago Galhardo - Pouco percebi nos cerca de quinze minutos em que atuou. Sem nota.

Alexandre Oliveira - Ficou pouco tempo em campo, o que talvez tenha sido a nossa sorte. Sem nota.

Caio Júnior - O time funcionou de maneira equilibrada, embora tenha passado alguns sustos nos minutos iniciais e também após construir o resultado (o Atlético Mineiro teve dois gols anulados em jogadas onde a defesa abusou do direito de confiar no talento do goleiro Jéfferson). Nota 8.
Torcida se anima com o 3º gol da equipe: 11.100 presentes na noite de sábado.
Vídeo exclusivo após o 1º gol do jogo: torcida botafoguense canta no setor Leste Inferior.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Fàbregas foi-se, Nasri está saindo... e quem vem?

Com os ditos 29 milhões de euros pela venda de Cesc Fàbregas ao Barcelona e as dezenas de milhões de libras que o Manchester City mostra-se disposto a pagar por Samir Nasri, o Arsenal vai formando um caixa respeitável para investir no plantel. É bem verdade que Arsène Wenger tenha preferência por "ilustres desconhecidos", lapidando jóias brutas num processo que requer paciência (sobretudo aos torcedores curto-prazistas). Mas, que tal "brincarmos" de vermos nomes que cairiam bem na equipe e que estão dentro da atual realidade financeira do clube?

Goleiro

A Roma contratou Maarten Stekelenburg, o Lille trouxe Vincent Enyeama, o Manchester United fechou com David De Gea. O Arsenal poderia investir no russo Igor Akinfeev, jogador criado no CSKA Moscou e que tem a admiração de seu compatriota Andrey Arshavin, de quem ouviu que seria um dia o melhor do mundo e que gostaria que isso acontecesse jogando ao seu lado no Arsenal. Seria um nome de impacto para uma posição que tem o bom polonês Wojciech Szczesny, que daria um ótimo reserva do russo.

Defensor

21 anos de idade, ou seja, jovem. Parisiense de nascimento e jogador do Paris Saint-Germain, ou seja, fala o idioma de Wenger. Estão aí dois requisitos de um zagueiro altamente técnico e que tem todas as condições de brilhar na Premiership com a camisa do Arsenal. Creio que chegaria para assumir a titularidade ao lado de Thomas Vermaelen, encaminhando o irregular Laurent Koscielny para o banco de reservas. Ah! Esqueci de dizer o nome da fera: é Mamadou Sakho.

Lateral

As saídas de Emmanuel Eboué e de Gaël Clichy deram uma ligeira enfraquecida nos flancos da defesa. Um nome que poderia resolver ambos os lados numa tacada só seria o do alemão Philipp Lahm, que atua tanto pelo lado direito quanto pelo esquerdo. Marca com competência, apóia com eficiência, enfim, seria alguém para fortalecer o time e deixar ou Bacary Sagna ou Kieran Gibbs como opção no banco.

Meio-campista

Fàbregas foi-se, Nasri está saindo... não há como negar que a equipe precisará caprichar no(s) nome(s) para este setor, a fim de não ter uma grande queda no nível de jogo. Hoje vejo o nome do alemão Bastian Schweinsteiger como o ideal para a equipe: atleta versártil e de grande qualidade, encaixaria no time imediatamente. Juan Manuel Mata García, de 23 anos e atualmente no Valência, é um dos nomes mais especulados para chegar ao Arsenal. Não o conheço bastante, mas sei que trata-se de um jogador de talento acima da média e que, sem dúvidas, seria uma opção respeitável. Mas não sei se seria a melhor opção, talvez fosse interessante ir atrás de alguém da experiência de um Wesley Sneijder (apesar de Massimo Moratti não querer negociá-lo) ou da visão de jogo de um Freddy Guarín, que surge como uma opção teoricamente menos cara, menos badalada, mas altamente funcional.

Atacante

Não parece ser uma posição que o clube careça de reforços, até porque seguimos com jogadores como Robin van Persie e Theo Walcott, além das opções de Marouane Chamakh e Nicklas Bendtner, bem como das chegadas de Gervinho, Joel Campbell e Ryo Miyaichi. Mas se pintasse um jogador diferenciado para o setor, naturalmente traria melhorias ao time. Hernández (United) e Suárez (Liverpool) se adaptraram rapidamente à Premiership, Agüero (City) começou muito bem, então parece convidativo correr atrás de alguém para ser aquela referência de respeito lá na frente. Meu favorito seria Samuel Eto'o, mas ele parece estar a caminho do futebol russo. Que tal o nome de Nilmar, do Villarreal? Creio que faria uma grande dupla com van Persie, talvez até mesmo um trio com o holandês e também Gervinho.

Enfim, vamos torcer para que Wenger seja feliz em suas escolhas. Há nomes que merecem ser analisados com carinho, mesmo que eventualmente custem mais do que o técnico esteja habituado a pagar. De toda forma, no momento, dinheiro não é obstáculo para o Arsenal.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

#Botafogo107anos

Não é um clube qualquer. Para a FIFA, trata-se do 12º maior do século vinte.

Não é um escudo qualquer. Em análise envolvendo centenas de emblemas, o da estrela solitária foi eleito o mais bonito do mundo.

Diante disso, 12 de agosto não é uma data comum. Há exatos 107 anos surgia o Botafogo Football Club, de cuja fusão com o Club de Regatas Botafogo (fundado em 1º de julho de 1894) fez brotar o Botafogo de Futebol e Regatas, datado de 8 de dezembro de 1942.

E a maior grandeza do Alvinegro de General Severiano não está em sua sala de troféus. Lá podem-se encontrar títulos estaduais, regionais, nacionais e também de caráter internacional. A grande riqueza botafoguense está na parte humana da instituição: os grandes ídolos que vestiram essa camisa listrada. Quando a torcida canta que Didi, Garrincha e Nilton Santos já vestiram esse manto, logo remete a um passado de glórias que jamais poderá ser igualado por qualquer outro clube. Afinal, só há um Didi. Só há um Garrincha. Só há um Nilton Santos. Só há um Botafogo. O meu, o seu, o nosso Botafogo.

Parabéns ao clube que não tem vocação de costureiro, mas que mandou bordar algumas estrelas que hoje figuram acima do distintivo da seleção brasileira, a maior campeã de Copas do Mundo. O futebol é grato ao aniversariante de hoje. Viva o Botafogo!
 
Saudações alvinegras.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Botafogo 4a0 Vasco: Atuação irretocável

Quebramos a invencibilidade de seis partidas que o Vasco, atual campeão da Copa do Brasil, ostentava no Campeonato Brasileiro. E o que é melhor: com goleada. Nesses 4a0 pra cima do Cruzmaltino, o Botafogo jogou como Botafogo. Foi finalmente um time compatível à tudo aquilo que Caio Júnior afirmava aos microfones. É evidente que não podemos nos deixar levar pela empolgação de uma grande atuação, mas certamente pudemos perceber que há um grande potencial nessa equipe alvinegra: se jogarmos assim partida após partida, estaremos no final do ano na disputa por algo à altura das tradições do clube.

Sem muito mais a dizer, convido a cachorrada a saborear os gols do jogo. Teve de bola parada (Renato cobrando escanteio e Antônio Carlos cabeceando muito bem). Teve com enfiada de bola de Cortês (Herrera recebeu, Fernando Prass deu rebote e "Loco" Abreu conferiu). Teve bela emendada do nosso camisa 13 (Lucas cruzou da direita, Prass afastou na direção de Elkeson e o meia serviu o atacante uruguaio, que finalizou lindamente). Teve com assistência de Renato para Herrera, para fechar a goleada.

De resto, cabe dizer que o goleiro Jéfferson fez duas defesas sensacionais, que a defesa portou-se bem em todos os setores, que o meio-campo funcionou maravilhosamente bem, alternando cadência e velocidade com grande qualidade, e que o ataque não deu qualquer chance para o tão badalado zagueiro Dedé. Um show botafoguense. E só não rolou um "hat-trick" de Abreu porque o travessão e o goleiro vascaíno assim não quiseram. Partida para guardarmos na memória e pegarmos como referência para subirmos em direção ao topo.

Saudações alvinegras.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Empates para servirem de lição

A disputa da Copa Emirates, um torneio de caráter amistoso que nos últimos anos vem marcando o período de pré-temporada do Arsenal, mostra que o clube tem algumas feridas ainda não cicatrizadas. Se pegarmos como exemplos as partidas com Boca Juniors (2a2) e New York RB (1a1), vemos que em ambos os jogos a equipe saiu na frente (no caso do duelo com os argentinos, abrindo 2a0) mas acabou concedendo o empate, algo que perturbou os torcedores ao longo da temporada passada (com o Newcastle, em Saint James Park, fomos para o intervalo vencendo por 4a0 e o jogo terminou incrivelmente igualado em 4a4).

E a temporada 2011-2 começa oficialmente para nós exatamente diante do Newcastle, em St. James Park, em partida marcada para o sábado 13 de agosto. A Premiership trata-se de uma competição longa, mas isso não justifica que deva ser iniciada sem os devidos cuidados. Muitas das vezes o título da competição é decidido em um ou outro tropeço, que jamais podem ser recuperados. Se levarmos em consideração que logo após enfrentarmos os Magpies teremos pela frente os tradicionalíssimos Liverpool (Emirates Stadium, dia 20) e Manchester United (Old Trafford, dia 28), aumenta a relevância de estrearmos somando três pontos diante do time comandado por Alan Pardew.

Já que citamos o Boca Juniors no início dessa postagem, vamos brindar o duelo amistoso ocorrido em 30 de julho com um vídeo altamente descontraído, onde o blogueiro, vestindo uma camisa do Arsenal, visitou o estádio La Bombonera e foi muito bem recebido por lá. Fica a dica para todos que tiverem a oportunidade de ir a Buenos Aries: visitem o Museo de la Passión Boquense.