quinta-feira, 28 de julho de 2011

Botafogo 2a1 Avaí: Com esse futebolzinho, vitória apertada é goleada

Público pequeno (5.111 pagaram pra ver de dentro do Engenhão) e futebol menor ainda. Foi com esses ingredientes que o Botafogo voltou a vencer na temporada, após quatro partidas sem vitória. E o 2a1 pra cima do Avaí não dá motivo nenhum para o botafoguense se empolgar: tivemos novamente uma atuação irregular, vacilamos demais na defesa e, não fosse uma mãozinha estendida pelo auxiliar que acusou impedimento quando a bola balançava a nossa rede no que seria o gol de empate em 2a2, sabe Deus como seria o desfecho de uma partida onde levávamos pressão de uma equipe que faz péssima campanha no Campeonato Brasileiro.

Para amenizar um pouco as coisas, vale dizer que tivemos três relevantes desfalques no sistema defensivo: Fábio Ferreira (contundido), Antônio Carlos e Marcelo Mattos (suspensos). João Filipe, jovem zagueiro ex-Figueirense e que foi contratado nessa temporada, teve atuação pavorosa e deixou dúvidas se é digno até mesmo de compôr elenco. Os destaques da equipe ficaram por conta de Alessandro (novamente com bela atuação) e Herrera (esforçado e participativo). Pior do que João Filipe talvez somente Caio Júnior, que parecia ver uma partida diferente daquela que acontecia no gramado, cometendo a insensatez de tirar Herrera de campo quando Alexandre Oliveira estava visivelmente rendendo muito menos que o companheiro de ataque.

Agora teremos uma seqüência de quatro partidas complicadas: três fora de casa e um clássico com o Vasco. Se esse futebol apresentado nas últimas rodadas persistir no caminho do Botafogo, é bem provável que Caio Júnior esteja com os dias contados frente ao Alvinegro.

Atuações


Jéfferson - Correspondeu nos raros momentos em que foi exigido, não tendo qualquer responsabilidade no lance do gol adversário. Nota 7.

Alessandro - Focado na marcação, conseguiu ajudar a fechar o seu setor no momento em que o Avaí pressionou. De quebra, mostrou qualidade quando se lançou ao ataque. Nota 8.

João Filipe - Se atrapalha em bolas fáceis, não transmitindo confiança ao resto da defesa. Além disso, demonstrava lentidão para recompôr a posição. Nota 3.

Gustavo - Melhor que o companheiro de zaga (ainda bem, né?), tentou organizar a defesa e fazer algumas ligações diretas com o campo de ataque. Não empolgou, mas cumpriu o seu papel, principalmente se tratando de uma estréia. Nota 7.

Márcio Azevedo - Com a bola nos pés, mostrou grande desenvoltura no primeiro tempo, sendo o autor da assistência para o gol de empate. Parece ter cansado e ficou praticamente toda a segunda etapa no campo de defesa, onde vez ou outra era envolvido pelos adversários. Nota 5,5.

Léo - Atuou bem, subindo de produção conforme o jogo ia exigindo mais dele. Nota 7.

Renato - Com uma zaga insegura atrás de si, ficou mais dedicado à marcação do que ao apoio. Ruim para a partida, pois trata-se de um jogador de visão de jogo diferenciada. Nota 6.

Elkeson - Novamente atuou abaixo do que se espera de um jogador talentoso. De toda forma, mostrou empenho quando o time tinha um jogador a menos e ainda deu a assistência para o gol da virada. Nota 6,5.

Maicosuel - Entre erros e acertos, uma atuação de qualidade (principalmente quando optava por fazer o mais simples). Mostrou oportunismo e categoria no gol de empate. Substituído no segundo tempo para dar lugar a Felipe Menezes. Nota 7.

Alexandre Oliveira - Embora procurasse se deslocar para abrir espaços na defesa, parece se tratar de um jogador pesado, o que o convida a ficar mais na área do que fora dela. Não teve tantas oportunidades e era para ser a primeira - e não a última - opção ofensiva para ser substituído. Nota 4.

Herrera - Marcou um gol e, como costume, procurou o jogo. O time poderia ter um final de jogo menos dramático se o treinador não inventasse de tirá-lo de campo. Nota 8.

Felipe Menezes - Na cerca de meia hora em que esteve em campo, alternou entre alguns passes certos e erros primários. Parece totalmente fora de ritmo de jogo, o que dificulta uma avaliação. Nota 5.

Alex - Parece cada vez mais maduro esse jovem atacante revelado nas categorias de base. Participativo e incisivo, chegou perto de marcar um gol em jogada individual. Na ausência de Abreu, deveria ser a primeira opção para fazer dupla com Herrera. Nota 7.

Caio - Entrou no final e saiu contundido, deixando a equipe com um homem a menos dentro de campo. Sem nota.

Caio Júnior - Mesmo dando-lhe um crédito devido aos desfalques acumulados, fica difícil de entender o que passa pela cabeça do treinador quando opta por mexer no time. O time se perdeu no segundo tempo, piorou após as substituições e poderia ter saído de campo com um novo tropeço. Nota 2.
Germán Herrera festeja o gol da virada. Crédito da imagem: Terra.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Botafogo 0a2 Corinthians: O time é limitado ou o treinador que é fraco?

Com um gol sofrido no final de cada tempo, acabou a invencibilidade botafoguense com o mando de campo na Série A 2011 (a única derrota da equipe até então na competição havia sido na estréia, em São José dos Campos, diante do Palmeiras). Pra quem gosta de se abraçar às estatísticas, um alento: a partida em que perdemos para o líder Corinthians aconteceu em São Januário, isto é, continuamos invictos no que tange ao estádio Engenhão.

Mas vamos deixar esses dados - basicamente supersticiosos - de lado e observar os acontecimentos internos às quatro linhas. O que se viu no gramado foi um Botafogo pouco produtivo, que empacou no individualismo ineficaz de Maicosuel e na má atuação de Elkeson para praticamente não incomodar o goleiro corinthiano Júlio César. Uma finalização do atacante argentino Germán Herrera que carimbou a trave direita e uma nova conclusão na trave direita (dessa vez no segundo tempo, quando o estreante Alexandre Oliveira cabeceou em impedimento uma bola desviada por Herrera) pode ser considerado muito pouco para um time que traça planos de ingressar na próxima edição da Copa Libertadores da América.

Como se não bastasse o jogo ofensivo muito aquém do potencial da equipe, a defesa concedia espaços para o time visitante usar à vontade, contra-atacando em velocidade e chegando aos gols. Jéfferson e Marcelo Mattos estavam de volta, Renato fez sua estréia, Caio foi titular. Mas o futebol, novamente, passou longe de ser satisfatório. Caio Júnior não deve ser responsabilizado diretamente pelo resultado - repito: Maicosuel e Elkeson ficaram devendo naquela noite de quarta-feira - mas fica difícil entender o que leva o treinador a improvisar Lucas Zen como lateral-esquerdo. Muita coisa precisará ser melhorada para que o time reencontre as vitórias, que já não aparecem há três partidas.

Atuações

Jéfferson - Uma ou outra intervenção daquelas que mostram porque se trata de um goleiro de seleção. Isento de responsabilidade nos gols, que ocorreram com o sistema defensivo escancarado. Nota 7.

Alessandro - A figura mais lúcida com a bola nos pés. Praticamente não errou e ainda conseguiu propôr alternativas a um time burocrático na criação de jogadas. Nota 9.

Antônio Carlos - Não deu conta de marcar o ágil ataque adversário, mas também não deve ser responsabilizado diretamente pelos gols sofridos. Porém, pode - e deve - render mais que isso. Nota 5.

Fábio Ferreira - Atuação no nível de seu companheiro de zaga, com o diferencial de que foi mais participativo no ataque e se apresentou mais para o jogo. Nota 5,5.

Lucas Zen - Praticamente não apoiou o ataque (possivelmente por orientação do treinador) e, na marcação, foi envolvido diversas vezes. Não parece a melhor opção para a lateral-esquerda. Nota 4.

Marcelo Mattos - Pareceu mais lento do que o habitual, vacilando inclusive em lances mais simples. Nota 5.

Renato - Uma estréia onde já foi possível notar a sua qualidade com a bola nos pés e visão de jogo diferenciada. Talvez tenha faltado ritmo de jogo, mas o principal ele já tem: talento. Nota 6.

Elkeson - Para os torcedores que se acostumaram com boa atuação atrás de boa atuação, foi talvez a maior decepção da noite. Nota 4.

Maicosuel - Abusou do direito de insistir nas jogadas individuais. Errava uma, duas, três vezes e não se cansava de seguir tentando algo que era rotineiramente neutralizado pelos adversários, comprometendo o rendimento das jogadas de ataque da equipe. Nota 3.

Herrera - Buscando jogo, se apresentando, foi um dos elementos mais participativos no ataque alvinegro. Pôs bola na trave, atraiu a marcação, trocou passes, mas em alguns momentos demorou demais para desfazer-se da bola. Nota 7.

Caio - Aquela habitual transpiração que lhe é característica, mas faltou maior entendimento com os companheiros quando as jogadas se aproximavam do momento de conclusão. Nota 6.

Márcio Azevedo - Entrou no lugar de Lucas Zen e mostrou maior afinidade com a lateral-esquerda (o que não é nada mais que o natural). Nota 5.

Alexandre Oliveira - Foi colocado no lugar de Caio e seu principal momento foi quando, em impedimento, cabeceou uma bola na trave direita. Nota 5.

Thiago Galhardo - Substituiu Maicosuel, ficando pouco mais de um terço de hora em campo. Sem nota.

Caio Júnior - A equipe buscou ter a posse de bola, mas mostrou sérias dificuldades em o que exatamente fazer com ela. Para piorar, o time demonstrou-se frágil para lidar com os contra-ataques adversários. Foi hostilizado pela torcida, que gritou pelo nome de Cuca. Nota 4.
 Fila para entrada na arquibancada de São Januário: houve tumulto naquele setor.
Mais de 9.500 presentes acompanharam a partida na noite de quarta-feira.
Vídeo exclusivo do 2º gol corinthiano: botafoguenses hostilizaram treinador Caio Júnior.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Botafogo 1a1 Atlético Goianiense: Atuação atípica ou o retorno da realidade?

A boa atuação apresentada na rodada passada (vitória por 2a0, no Morumbi, sobre o São Paulo) passou muito longe do Engenhão na partida diante do Atlético Goianiense. No empate por 1a1, se tinha alguma equipe que fez por merecer a vitória, certamente não foi a alvinegra.

Abrimos o placar com quatro minutos (gol de Germán Herrera) e, aceitando as investidas adversárias, cedemos o empate dez minutos depois. Pouco producente e abusando de erros individuais, perdemos Éverton (contundido) com 33 minutos de partida. E aí Caio Júnior cometeu seu primeiro grande vacilo na noite, optando por colocar Lucas em vez de Cidinho (ou mesmo Caio ou Alex). É bem verdade que apesar da atuação ruim poderíamos ter ido para o vestiário em vantagem no placar, não fosse um erro de arbitragem quando Herrera sofreu pênalti e foi marcada simulação (com direito a cartão amarelo para o argentino, figura muito "visada" pelos senhores de apito).

Na segunda etapa, o Botafogo escancarava a necessidade de um homem de referência na área, pois as jogadas tentadas por Maicosuel, Elkeson e Herrera simplesmente não contavam com alguém posicionado para concluí-las. Caio Júnior trocou Alessandro por Cidinho, trazendo Lucas para a lateral-direita e mostrando simplesmente "queimar" uma substituição (poderia ter colocado Cidinho no lugar de Éverton ainda no primeiro tempo, e seguiríamos em campo com Alessandro em vez de Lucas, o que nos permitiria fazer uso de Caio e Alex).

E somente aos 36 minutos - antes tarde do que nunca? - o treinador abriu mão de jogar com dois volantes, trocando o improdutivo Somália por Caio. O negócio já estava zoneado demais e o cronômetro muito perto do final para que pudéssemos reivindicar melhor sorte. Aliás, a julgar pela bola que Márcio Azevedo salvou praticamente em cima da linha, o empate foi um ponto de lucro. A atuação é que foi um prejuízo tremendo...

Atuações

Renan - Vacilante no lance do gol (poderia tranqüilamente ter saído para interceptar a bola alçada na pequena área), teve maior atitude na etapa complementar e interviu duas ou três vezes para evitar o pior. Nota 6.

Alessandro - Bem na marcação, embora o gol adversário tenha passado pelo seu setor. Quando foi ao ataque, ajudou na manutenção da posse de bola e executou bons cruzamentos, inclusive com a perna esquerda. A sua saída de campo foi mais por pressão da parcela tola de torcedores alvinegros do que por convicção do treinador. Nota 8.

Antônio Carlos - Figura lúcida na defesa alvinegra, mas foi envolvido em diversos ataques atleticanos. Nota 6.

Fábio Ferreira - É muita ousadia no trato capilar e pouca eficiência no trato com a bola. Não chegou a comprometer, mas espera-se mais de um zagueiro que veste a camisa alvinegra desde 2010. Nota 5.

Márcio Azevedo - No 1º tempo, poderia ter sido mais acionado quando se apresentava pelo lado esquerdo (a maioria das vezes em liberdade). Na 2ª etapa, apareceu basicamente para salvar o gol da virada atleticana. Nota 6.

Lucas Zen - Combativo e esforçado, mas explicita que tem muito a amadurecer. Pode vir a se tornar um bom jogador, mas a princípio é muito mais uma opção para o banco de reservas do que para os onze iniciais. Volta, Marcelo Mattos! Nota 6.

Somália - Perdeu a bola no lance que deu origem ao gol de empate e foi tosco no segundo tempo tanto na marcação quanto no apoio. Demorou demais para ser convidado a se retirar das quatro linhas. Nota 2.

Éverton - Se apresentava para o jogo e, entre erros e acertos, saiu por motivos clínicos com pouco mais de meia hora de jogo. Sem nota.

Elkeson - Hábil com a bola nos pés, era a principal esperança da equipe no campo de ataque. Não repetiu as boas atuações anteriores, mas mesmo assim deu trabalho à defesa oponente. Nota 7.

Maicosuel - Abusou do direito de tentar jogadas individuais, quando poderia optar pelo mais simples: procurar um companheiro livre. Teve seu jogo prejudicado pela falta de uma referência na área, embora nem isso justifique o excesso de individualismo. Nota 5,5.

Herrera - Aplicado e voluntarioso, desdobrou-se como único atacante da equipe, muitas das vezes tendo de se afastar da área para buscar jogo e criar chances. Faltou-lhe um companheiro para dialogar, mas mesmo assim foi premiado com um gol e ainda sofreu pênalti ignorado pelo árbitro José de Caldas Souza. Nota 8.

Lucas - Entrou ainda no primeiro tempo no lugar de Éverton. No apoio, pouco ajudou. Na marcação, permitiu que se estabelecesse um carnaval fora de época pelo seu setor. Prêmio sob medida para um torcida que insiste em vaiar o Alessandro. Nota 3.

Cidinho - Entrou no segundo tempo e seu grande mérito foi o de dar maior agilidade ao setor de meio-campo, mas sem conseguir necessariamente encaixar alguma jogada mais aguda. Ou seja, mais barulho do que eficácia. Nota 6.

Caio - A única alteração bem feita do treinador foi quando escolheu colocá-lo no lugar de Somália. Mas o jogo já estava com 36 minutos no 2º tempo. Sem nota.

Caio Júnior - Infeliz ao escolher improvisar Lucas quando precisou substituir Éverton; demorou demais para tirar Somália e trazer um homem de frente, parecendo que o empate não o incomodava. O pior é que o time esteve perto de levar a virada no segundo tempo. Nota 3.

 Setor Leste Inferior praticamente lotado na fria noite de quinta-feira.
 Torcedor botafoguense se desespera com atuação da equipe durante o segundo tempo.
Vídeo exclusivo de chance desperdiçada pelo Botafogo após cobrança de escanteio.

sábado, 2 de julho de 2011

Pra começo de conversa

Saudações.

A idéia de criar essa página não é recente nem antiga, mas simplesmente atende uma demanda particular do blogueiro: abrir um espaço onde trate especificamente dos três times por ele mais admirados. O título "BotArseNapoli" já dá pelo menos uma idéia de quais seriam esses clubes. Não pegou? Então explico: Botafogo de Futebol e Regatas, Arsenal Football Club e Società Sportiva Calcio Napoli.


A paixão por essas instituições data de algo entre uma e duas décadas. Mas o que vem ao caso agora não é isso, e sim dar as boas-vindas a todos. Em especial a você que de alguma forma tem algum carinho por alguma dessas instituições. Mas também a quem simplesmente gosta de futebol - mesmo que eventualmente torça para algum time rival do Alvinegro Carioca, do Alvirrubro Londrino ou do Alviceleste Napolitano.

Fraternal abraço.