Para amenizar um pouco as coisas, vale dizer que tivemos três relevantes desfalques no sistema defensivo: Fábio Ferreira (contundido), Antônio Carlos e Marcelo Mattos (suspensos). João Filipe, jovem zagueiro ex-Figueirense e que foi contratado nessa temporada, teve atuação pavorosa e deixou dúvidas se é digno até mesmo de compôr elenco. Os destaques da equipe ficaram por conta de Alessandro (novamente com bela atuação) e Herrera (esforçado e participativo). Pior do que João Filipe talvez somente Caio Júnior, que parecia ver uma partida diferente daquela que acontecia no gramado, cometendo a insensatez de tirar Herrera de campo quando Alexandre Oliveira estava visivelmente rendendo muito menos que o companheiro de ataque.
Agora teremos uma seqüência de quatro partidas complicadas: três fora de casa e um clássico com o Vasco. Se esse futebol apresentado nas últimas rodadas persistir no caminho do Botafogo, é bem provável que Caio Júnior esteja com os dias contados frente ao Alvinegro.
Atuações
Jéfferson - Correspondeu nos raros momentos em que foi exigido, não tendo qualquer responsabilidade no lance do gol adversário. Nota 7.
Alessandro - Focado na marcação, conseguiu ajudar a fechar o seu setor no momento em que o Avaí pressionou. De quebra, mostrou qualidade quando se lançou ao ataque. Nota 8.
João Filipe - Se atrapalha em bolas fáceis, não transmitindo confiança ao resto da defesa. Além disso, demonstrava lentidão para recompôr a posição. Nota 3.
Gustavo - Melhor que o companheiro de zaga (ainda bem, né?), tentou organizar a defesa e fazer algumas ligações diretas com o campo de ataque. Não empolgou, mas cumpriu o seu papel, principalmente se tratando de uma estréia. Nota 7.
Márcio Azevedo - Com a bola nos pés, mostrou grande desenvoltura no primeiro tempo, sendo o autor da assistência para o gol de empate. Parece ter cansado e ficou praticamente toda a segunda etapa no campo de defesa, onde vez ou outra era envolvido pelos adversários. Nota 5,5.
Léo - Atuou bem, subindo de produção conforme o jogo ia exigindo mais dele. Nota 7.
Renato - Com uma zaga insegura atrás de si, ficou mais dedicado à marcação do que ao apoio. Ruim para a partida, pois trata-se de um jogador de visão de jogo diferenciada. Nota 6.
Elkeson - Novamente atuou abaixo do que se espera de um jogador talentoso. De toda forma, mostrou empenho quando o time tinha um jogador a menos e ainda deu a assistência para o gol da virada. Nota 6,5.
Maicosuel - Entre erros e acertos, uma atuação de qualidade (principalmente quando optava por fazer o mais simples). Mostrou oportunismo e categoria no gol de empate. Substituído no segundo tempo para dar lugar a Felipe Menezes. Nota 7.
Alexandre Oliveira - Embora procurasse se deslocar para abrir espaços na defesa, parece se tratar de um jogador pesado, o que o convida a ficar mais na área do que fora dela. Não teve tantas oportunidades e era para ser a primeira - e não a última - opção ofensiva para ser substituído. Nota 4.
Herrera - Marcou um gol e, como costume, procurou o jogo. O time poderia ter um final de jogo menos dramático se o treinador não inventasse de tirá-lo de campo. Nota 8.
Felipe Menezes - Na cerca de meia hora em que esteve em campo, alternou entre alguns passes certos e erros primários. Parece totalmente fora de ritmo de jogo, o que dificulta uma avaliação. Nota 5.
Alex - Parece cada vez mais maduro esse jovem atacante revelado nas categorias de base. Participativo e incisivo, chegou perto de marcar um gol em jogada individual. Na ausência de Abreu, deveria ser a primeira opção para fazer dupla com Herrera. Nota 7.
Caio - Entrou no final e saiu contundido, deixando a equipe com um homem a menos dentro de campo. Sem nota.
Caio Júnior - Mesmo dando-lhe um crédito devido aos desfalques acumulados, fica difícil de entender o que passa pela cabeça do treinador quando opta por mexer no time. O time se perdeu no segundo tempo, piorou após as substituições e poderia ter saído de campo com um novo tropeço. Nota 2.
Germán Herrera festeja o gol da virada. Crédito da imagem: Terra.


