domingo, 29 de abril de 2012

Botafogo 3a1 Vasco: É campeão! É campeão! É campeão!

Oswaldo de Oliveira parece ter conseguido uma coisa bastante interessante em seu início de trabalho no Botafogo: reunir aspectos táticos positivos de dois treinadores que o antecederam no clube. O Alvinegro que venceu o Vasco e conquistou o título na Taça Rio 2012 esbanjou força sem a bola e competência na ligação direta saindo em contra-ataques, fazendo lembrar os tempos de Joel Santana nesse sentido. Mas se o Botafogo de Joel apresentava dificuldades em realizar tabelas, então nesse aspecto o Botafogo de Oswaldo mais se assemelha ao de Caio Júnior, mostrando-se envolvente principalmente quando cai pelos flancos do gramado.

Parece-me um time mais competitivo que os de 2010 e 2011 justamente porque consegue fazer isso: incorporar duas qualidades que não foram vistas juntas nos anos anteriores. É fato que o Vasco muito se enfraquece sem Dedé, mas há qualidades naquele elenco que não devem ser desprezadas. Isso aumenta o feito do Botafogo de chegar a abrir 3a0 no placar e alcançar a vitória sem maiores sustos - e olha que no Bota é tradição o título vir "sofrido". Mas tradição maior que essa é sermos campeões quando o outro finalista é o Vasco da Gama.

Então, solta o grito...



É campeão! É campeão! É campeão!

domingo, 22 de abril de 2012

Arsenal 0a0 Chelsea: Sobraram chances, faltou o gol

Se no duelo em Stamford Bridge pela Premiership o jogo entre esses dois times teve oito gols (vitória dos visitantes por 5a3), o reencontro entre Arsenal e Chelsea, dessa vez no estádio Emirates, não saiu do zero a zero. Mas engana-se quem pensa que a ausência de gol na partida tenha se dado por falta de oportunidades. Pelo contrário: a exemplo de quando enfrentara o Barcelona pelo jogo de ida na semifinal da Liga dos Campeões, o Chelsea viu a sorte lhe sorrir para não ser vazado pelo Arsenal. Duas bolas na trave e pelo menos duas grandes defesas de Petr Cech sacramentaram a igualdade no placar nesse clássico londrino.

O Chelsea foi a campo utilizando somente três atletas titulares diante do Barça: o goleiro (leia-se paredão) Cech e a dupla de zaga composta por Gary Cahill e John Terry. No segundo tempo, as entradas de John Obi Mikel, Juan Manuel Mata e Ashley Cole não melhoraram o time comandado por Roberto Di Matteo a ponto de tornar o Chelsea mais produtivo que os donos da casa.

Pelo lado do Arsenal, a participação incisiva de Robin van Persie merece destaque mesmo com o holandês não convertendo algumas chances que costuma colocar para dentro. Laurent Koscielny não somente foi muito bem como comandou com maestria todo o sistema defensivo da equipe dirigida por Arsène Wenger, conseguindo ajudar a conter as investidas do quarteto Malouda-Sturridge-Kalou-Torres. Tomás Rosicky também teve atuação destacável, sobretudo na grande qualidade do tcheco quando o assunto é posse de bola. E, como o departamento médico do Arsenal parece não parar quieto, Theo Walcott deixou o campo mal conseguindo caminhar, aparentando alguma lesão muscular na coxa.

O resultado final de 0a0 certamente foi muito mais comemorado pelo Chelsea, até porque a escalação do time denuncia que a Premiership foi colocada em segundo plano em relação ao cobiçado torneio europeu. De toda forma, a derrota do Tottenham para o Q.P.R. trouxe uma alegria para os torcedores de ambos os times.

Napoli 2a0 Novara: Esperança européia segue viva

Napoli e Novara fizeram, na 33ª rodada do Campeonato Italiano, um jogo, por assim dizer, diferente. Diferente antes da partida iniciar, pois as arquibancadas do estádio San Paolo tinham homenagens em diversos pontos a Piermario Morosini, que desencarnou em plena partida do Livorno diante do Pescara, causando comoção mundial dentro e fora do âmbito esportivo. Diferente logo no primeiro minuto de jogo, pois aconteceu algo absolutamente inusitado: o árbitro Daniele Doveri levou a mão esquerda ao ombro direito e acusou uma lesão. Foi atendido por médicos do Napoli, ficou deitado, sumiu de cena como se tivesse tomado o rumo dos vestiários e... retornou para apitar normalmente a partida! Tudo isso num período de tempo de cerca de vinte minutos, com direito ao quarto árbitro Gennaro Palazzino fazendo aquecimento no sentido de que passaria a assumir o apito. Diferente até no lance do primeiro gol: aos vinte minutos, o goleiro Alberto Fontana recebeu recuo de bola e, na tentativa de mandá-la para longe, presenteou Blerim Dzemaili. O volante suíço agiu rápido e serviu Edinson Cavani, que completou para o gol vazio.

O Novara, até aquele fatídico lance, se defendia bem. Não que não fosse ameaçado pelos napolitanos, mas pelo menos conseguia, aos poucos, encontrar uma maneira de manter a bola fora de sua área. Após o gol que praticamente caiu do céu, o Napoli passou a ter o privilégio de atuar da maneira que mais gosta: em contra-ataque. E, aos trinta e seis minutos, chegou ao segundo gol: Cavani chutou cruzado, Fontana espalmou e o zagueiro Paolo Cannavaro, livre, tratou de aproveitar o rebote e estufar a rede. 2a0 Napoli.

O Novara foi dar sua primeira finalização a gol aos vinte e quatro minutos do segundo tempo, em cabeceio bem defendido pelo goleiro Morgan De Sanctis. Aí muitos napolitanos podem pensar: 'bem, jogo 2a0, o adversário só coloca nosso arqueiro para trabalhar na marca de 69 minutos corridos, está tudo bem com o Napoli, obrigado'. Pois eu diria que o Napoli precisa abrir o olho na corrida pelo objetivo de participar da próxima Liga dos Campeões da Europa. Desfalcado de Ezequiel Lavezzi e Goran Pandev, Walter Mazzarri poderia tranqüilamente escalar o chileno Eduardo Vargas entre os titulares, mas o hábil jogador ex-Universidad de Chile só foi entrar aos vinte e um minutos do segundo tempo. Mazzarri preferiu escalar o time com Dzemaili, Walter Gargano e Gokhan Inler atrás de Marek Hamsik, com somente Cavani mais a frente. Pouco para um time que joga em casa diante do vice-lanterna. Pouco, principalmente, por considerar que Vargas estava disponível. Seria Walter Gargano - que atuou bem, justiça seja feita - o substituto de Lavezzi na cabeça de Mazzarri?

Na próxima rodada, o Napoli visita o Lecce no estádio Via del Mare. Lecce que, tentando escapar do rebaixamento, emplacou no empate com a Lazio, em Roma, seqüência de seis partidas de invencibilidade. Já o Novara, que não vence há cinco jogos e está seriamente ameaçado pelo descenso, recebe a Lazio em partida que interessa diretamente ao Napoli.

sábado, 21 de abril de 2012

Bangu 2a4 Botafogo: "Hat-trick" e algo mais

Sebastián "El Loco" Abreu foi figura protagonista no duelo que nos levou até a final na Taça Rio 2012. Não disputávamos uma final de turno no Campeonato Estadual desde o título conquistado em 2010 e a presença na decisão do domingo que vem, dia 29.04, muito se deveu à eficiência de Abreu. Eficiência essa que vem sendo muito maior com bola rolando - ou melhor, voando - do que em cobranças de pênalti. Pela sexta oportunidade nas últimas sete vezes em que cobrou uma penalidade máxima, nosso camisa treze não aproveitou. Mas o saldo de sua atuação nessa partida foi altamente positivo: três gols, belos passes e participação ativa no jogo. Ovacionado com justiça pelos torcedores.

A entrada de Maicosuel, que dessa vez foi a campo ainda no primeiro tempo (Renato sentiu alguma contusão, e fica desde já a torcida para que não seja nada sério), foi novamente em bom nível. Com arrancadas e tabelas em velocidade, o "Mago" teve a atuação premiada pelo quarto e último gol, em jogada individual. Mas é importante salientar que Maicosuel, em alguns momentos, pecou pelo excesso de toques na bola. Foi num erro seu que levamos o contra-ataque que resultou no segundo gol banguense. E por falar em erro, o que foi a atuação de Elkeson nessa noite de sábado? Uma vergonha! Nulo ofensivamente e lento para recompôr o meio, teve um desempenho horrendo.

Oswaldo de Oliveira, que acertou ao colocar Maicosuel e trazer Fellype Gabriel para desempenhar a função do Renato, errou ao trocar Abreu por Herrera numa noite onde o uruguaio era muito mais útil que Elkeson. A substituição mais natural seria trocar o camisa nove pelo dezessete, mantendo Abreu em campo. Espero que o treinador consiga arrumar uma defesa que parece fazer um esforço danado para complicar o que parece simples. E, hoje, as complicações para a defesa nasceram muitas das vezes em erros de passe que foram arrebentar lá atrás. Corrigindo tais vacilos, aumentaremos nossas chances de título diante de Flamengo ou Vasco.

Saudações alvinegras.

Galeria de fotos de Bangu 2a4 Botafogo (capturadas a partir do setor Oeste Superior)
 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Sábado especial

Esse sábado de vinte e um de abril por si só já é especial em função do feriado de Tiradentes. Mas, nesse ano de dois mil e doze, fomos brindados com jogos de Arsenal, Napoli e Botafogo. Os três no mesmo dia e em horários não conflitantes. (:

Pela manhã (8h45 no fuso-horário de Brasília), teremos clássico londrino entre Arsenal e Chelsea, no estádio Emirates. Por estarmos na 3ª colocação com 64 pontos e o Chelsea encontrar-se em 6º lugar com sete pontos a menos, uma vitória nossa praticamente tira dos Azuis qualquer chance de entrar na zona de classificação direta para a próxima Liga dos Campeões da Europa (hoje eles têm dois pontos a menos que Tottenham e Newcastle, lembrando que o 4º lugar leva o clube a uma disputa de Champions League pré-fase de grupos).

Na parta da tarde (15h45 da capital brasileira), o Napoli recebe no estádio San Paolo o vice-lanterna na Série A. Com todo o respeito ao Novara - que já vi fazer boa partida nessa temporada -, mas não podemos sequer cogitar um resultado diferente da vitória nesse jogo. Depois desse duelo, faltarão cinco rodadas pra o desfecho do Campeonato Italiano, e hoje estamos seis pontos atrás da Lazio, que com o 3º lugar pega a última vaga para a próxima Liga dos Campeões.

À noite (18h30 de Brasília), o Botafogo enfrenta o Bangu no estádio Engenhão (que bem que poderia se chamar estádio Nilton Santos) para um confronto eliminatório valendo vaga na final da Taça Rio. Nossa última atuação, diante do Guarani, pela Copa do Brasil, não foi das melhores. Mas continuamos invictos na temporada e com possibilidades de buscarmos dois títulos nesse primeiro semestre. O Bangu merece respeito por parte dos botafoguenses, mas lá no "Niltão" quem dita o ritmo é o Fogão.

Que seja um ótimo sábado para todos nós, de preferência com vitórias de Arsenal, Napoli e Botafogo. Tenho planos de assistir as três partidas, inclusive marcando presença no estádio para ver o Alvinegro.

Saudações futebolísticas.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Botafogo 0a0 Guarani: Classificação e ponto

Não há muito o que extrair de positivo do empate sem gol no jogo de volta pela segunda rodada na Copa do Brasil 2012 diante do Guarani (fase dezesseis-avos-de-final). Havíamos atuado em bom nível na partida de ida, em Campinas, quando vencemos por 2a1. Dessa vez, no Rio de Janeiro, o time encaixou muito menos jogadas no ataque e levou alguns sustos na defesa.

Abreu ficou os noventa minutos na condição de suplente, e fica a impressão de que poderia ter sido utilizado pelo menos na ocasião em que Oswaldo de Oliveira tirou Elkeson de campo, mas o treinador escolheu colocar Brinner e terminar o confronto com três zagueiros centrais, além de Lucas Zen improvisado na lateral-direita (o titular Lucas cumpria suspensão). A entrada de Maicosuel pareceu ter aumentado um pouco a movimentação alvinegra pelo campo ofensivo, o que é um bom sinal no sentido de que o "Mago" está caminhando para reencontrar uma boa forma. Afinal, como não cansam de cantar os botafoguenses, "o Maicosuel voltou".

Quem também precisa voltar o quanto antes é o bom futebol da equipe. Sábado, teremos pela frente o Bangu, em novo jogo eliminatório - dessa vez valendo vaga na final da Taça Rio. Gostaria de ver o time atuando com Herrera e Abreu juntos. Não precisa nem ser entre os onze inicias, mas em algum momento da partida. Acho saudável para o time alternar o uso de formações táticas, embora a insistência no 4-2-3-1 crie uma tendência de encontrarmos um padrão de jogo. Mas que não seja um padrão de jogo como o visto nesse zero a zero diante do Guarani.

Na Copa do Brasil, nosso próximo adversário será o Vitória, que suou para passar pelo ABC. Seja lá o que isso queira dizer, afinal, o atual campeão da competição - o Vasco - também teve dificuldades quando cruzou com aquele clube.

Saudações alvinegras.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Botafogo 3a1 Friburguense: Vitória, invencibilidade e classificação antecipada

O ano de 2012 caminha muito bem para o Botafogo, obrigado. No domingo de Páscoa, a equipe recebeu o Friburguense no estádio Engenhão e venceu por 3a1 a partida válida pela 7ª rodada na Taça Rio, conseguindo classificação antecipada para a fase semifinal graças ao tropeço do Resende, que empatou em 1a1 com o Volta Redonda.

Sebastián "El Loco" Abreu (que atuara pela última vez no jogo de volta com o Treze, pela Copa do Brasil, tendo sido poupado das partidas com Duque de Caxias, Fluminense e Guarani), atuou como titular e deixou sua marca, abrindo o placar. Herrera, que entrou no lugar do capitão uruguaio, marcou os outros dois gols do Alvinegro de General Severiano - o gol do Friburguense foi marcado por Douglas Rosa.

O jogo

Com Andrezinho centralizado, Elkeson e Fellype Gabriel abertos pelos flancos e "Loco" Abreu como referência na frente, o Botafogo não demorou a encaixar seu jogo e mostrar quem é que manda no Engenhão. Mesmo assim, pequenos descuidos na defesa renderam alguns sustos aos impacientes torcedores alvinegros, que viram Jéfferson salvar a equipe aos nove minutos (bloqueando chute de Ricardinho) e aos vinte e quatro minutos (defendendo lindamente pênalti cobrado por Rômulo no canto direito, em infração apitada pelo árbitro Eduardo Cordeiro Guimarães quando, na realidade, Marcelo Mattos sequer tocou no adversário que caiu na área).

Com trinta e quatro minutos, Andrezinho ia dando enfiada de bola para servir um companheiro e o produto acabou saindo melhor que a encomenda: ao tentar fazer o corte, o jogador do Friburguense encaminhou a bola para Abreu, que pegou de primeira e concluir com a perna esquerda. 1a0 Botafogo.

O placar persistiu até o intervalo, mas chances de ampliar a diferença existiram. Aos quarenta e dois minutos, uma boa troca de passes deixou Fellype Gabriel de frente com o gol e, praticamente da marca do pênalti, o jogador chutou à esquerda da meta. No último lance da etapa inicial, Elkeson só não marcou um golaço de fora da área porque o goleiro Marcos espalmou lindamente.

Na volta do intervalo, a primeira chance mais clara de gol foi do Botafogo: aos catorze minutos, Elkeson recebeu em boas condições e chutou cruzado, carimbando a trave esquerda. No rebote, Abreu isolou ao bater na bola com a perna direita.

A entrada de Herrera no lugar de Abreu aumentou a movimentação no ataque botafoguense. Eram muitas trocas de passes, muitas aproximações do gol, mas em algumas vezes o time pecava pelo excesso de toques na bola. De toda forma, saiu o segundo gol aos trinta e seis minutos: em posição duvidosa, Fellype Gabriel recebeu em velocidade pela direita e tocou para Herrera, que concluiu e marcou 2a0.

É dito no futebol que 2a0 é um placar perigoso, e o perigo se torna ainda maior quando um jogador de defesa dá a bola de presente para um adversário. Foi o que aconteceu com o zagueiro Antônio Carlos, que saiu jogando errado e "serviu" Douglas aos quarenta minutos. O chute ainda desviou em Fábio Ferreira para enganar o goleiro Jéfferson, indo parar no canto direito.

Só que o risco de deixar a vitória escapar numa partida em que era flagrantemente superior foi minimizado logo no minuto seguinte: Márcio Azevedo acelerou a jogada avançando rapidamente com a bola dominada, tocou para Renato e o meio-campista, destaque na partida diante do Guarani, bateu na bola aparentando chutar ao gol, mas acabou foi dando uma assistência para Herrera marcar seu segundo gol no jogo, o terceiro do Botafogo.

Para a próxima partida, a tendência é que o treinador Oswaldo de Oliveira poupe alguns jogadores - já classificado no Estadual, o Botafogo tem com o Guarani uma partida eliminatória pela Copa do Brasil apenas três dias depois de visitar o Boavista. Oswaldo de Oliveira que deu uma declaração interessante sobre o lance em que Antônio Carlos vacilou (o do gol do Friburguense):
"O Antônio Carlos ficou estupefato com o próprio erro e ficou sem reação. Tem que ter reação. Não pode se entregar. Eu fico mais preocupado com a reação do que com o próprio lance. Já vi acontecendo com grandes zagueiros. Não pode se entregar"
Oswaldo de Oliveira que, falando nele, protagonizou bonita cena, ao sair de mãos dadas com os jogadores no momento da saída do campo rumo ao vestiário, mostrando para a torcida que o grupo está unido (uma resposta elegante àqueles "torcedores" mais impacientes que vaiaram alguns "escolhidos").

Já o Friburguense de Gérson Andreotti, vice-lanterna no grupo B, encerra sua participação no Campeonato Estadual Fluminense 2012 diante do Bonsucesso, sem chances de classificação nem riscos de despromoção. O Bonsucesso, este sim, jogará buscando a permanência na primeira divisão estadual.

Leia também o tópico sobre a fórmula de disputa do Campeonato Estadual no Rio de Janeiro.